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Gestão de Projetos

Gestão de Projetos Brasil

Ronaldo Gusmão

Diretor-executivo do Ietec e coordenador-geral da Ecolatina

Revista Ietec - no. 33

Quando o Ietec, de forma pioneira, inovadora e arrojada, lançou a primeira turma de pós-graduação em Gestão de Projetos no Brasil, em março de 1998, não imaginamos que estávamos escrevendo a história da GP no país. Introduzir a inovação nesta área era uma dificuldade enorme, pois os principais stakeholders (partes interessadas) julgavam que já faziam a gestão de projetos (ou de empreendimentos) de maneira eficiente. Para vencer, fomos firmes e persistentes: somente na terceira tentativa conseguimos formar a primeira turma com nove participantes.

Apesar dos entraves, atualmente comemoramos a abertura da turma de número 100. Hoje, vários de nossos ex-alunos são professores do Ietec, integram o corpo docente de outras instituições e/ou estão espalhados por diversas empresas nacionais e internacionais, fazendo a diferença.

Todo este sucesso se deve aos nossos professores - que de maneira quase autodidata se dedicaram e desenvolveram um curso que é sucesso nacional -, aos nossos alunos, e, principalmente, aos ex-alunos, que acreditaram que estavam se preparando não só para o futuro, mas principalmente para fazer a diferença no presente. E, por fim, aos colaboradores do Ietec, que mantiveram a bola em jogo, mesmo nos momentos em que era quase impossível analisar os riscos do projeto, como na vez em que um dos nossos professores foi impedido de lecionar devido à interrupção da rodovia de Carajás pelos índios.

Ninguém educa ninguém, os homens se educam em comunhão


O associativismo é inerente à educação. E a união de pessoas em busca de um objetivo comum - a disseminação do conhecimento, no caso -, faz parte do DNA do Ietec, tanto dentro das salas de aulas quanto na construção de uma sociedade com valores educacionais fortes.

Em 1998, plantamos a primeira semente para criação do capítulo do Project Management Institute em Minas Gerais (PMI-MG).Na época, promovemos a apresentação do então presidente do recém criado capítulo do PMI São Paulo, Ary Plonsky, aos interessados em gestão de projetos em Minas. Para que o “evento” pudesse ocorrer, enviamos mais de 1 mil faxes (isso mesmo, faxes! Naquela época, e-mails ainda eram raros).

Hoje, a história se repete. Estamos colaborando para a criação do IPMA Brasil braço nacional do International Project Management Association, a mais antiga instituição dedicada ao gerenciamento de projetos do mundo, baseada na Holanda e responsável pela congregação de mais de 50 associações de GP. Além disso, criamos e mantemos a rede social Gestão de Projetos Brasil (www.gestaodeprojetosbrasil.com.br), uma ferramenta colaborativa para o intercâmbio de informações dos profissionais da área.

Disseminação do conhecimento


Desde 1996, o Ietec realiza o Seminário Nacional de Gestão de Projetos, voltado à troca de informações das melhores práticas de GP, com participação de fortes nomes do setor. Na 13ª edição do evento, realizada em junho 2010, em BeloHorizonte, o presidente da Fiemg, Olavo Machado Jr, afirmou, referindo-se ao atual cenário econômico: “Esta é a melhor oportunidade da gestão de projetos no Brasil: o grande mercado consumidor que ainda está para nascer”. A afirmação do presidente da Fiemg foi comprovada pelo diretor-executivo da CSN, José Taragano. De acordo com ele, a empresa irá investir R$34 bilhões nos próximos anos em 1.385 projetos (49 de expansão, 95 voltados à excelência operacional, 495 de desenvolvimento organizacional e 746 de sustentabilidade).

Os investimentos são altos e a responsabilidade é proporcional. Quem vai gerenciar, com competência, tantos projetos? O país possui profissionais qualificados suficientes ou precisaremos trazer de fora pessoal capacitado?
 
De acordo com o BNDES, 1,3 trilhão de reais serão investidos no país entre 2010 a 2013 nos setores de infraestrutura, industrial e de edificações. O segmento industrial deve demandar a maior parte dos aportes previstos, algo da ordem de R$ 549 bilhões em petróleo e gás, mineração, siderurgia, química, indústria automotiva, eletroeletrônico e papel e celulose. O setor de infraestrutura vai movimentar R$ 310 bilhões em energia elétrica, telecomunicações, saneamento, ferrovias, rodovias e portos. Já o segmento de edificações deve movimentar R$ 465 bilhões. Há, ainda, os projetos referentes aos jogos olímpicos de 2014, à Copa de 2014 e ao pré-sal.

Novamente há de se questionar: quem vai gerenciar tantos projetos?

O Estado já se mostrou incapaz de fazê-lo, principalmente com relação ao acompanhamento de grandes obras. Segundo o próprio governo, somente 40% do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi concluído.

Embora estejamos preocupados com o futuro, o Ietec tem certeza de que os nossos mais de 2,3 mil ex-alunos formados em gestão de projetos contribuirão de maneira significativa neste processo. Afinal, as atividades econômicas que mais demandaram nossos cursos foram tecnologia da informação, construção, consultoria e mineração. Destes, 50% têm formação em engenharia, 21% em tecnologia da informação e 11% em administração.

Também contribuímos para o desenvolvimento de psicólogos, comunicadores sociais, advogados, arquitetos, biomédicos, médicos, químicos, entre muitos outros interessados em aplicar metodologias e análises gerenciais ao trabalho que exercem. Profissionais cujas atuações são de extrema importância para que o maior projeto de todos – o desenvolvimento social, econômico, cultural, ambiental, espiritual e político do país– seja alcançado. Só a educação pode tornar o Brasil sustentável.


 

 

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