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Gestão e Tecnologia da Informação

Gestão de mudança - inovação requer um novo olhar

Edmilson Rosa

Consultor de gestão de processos, especialista em governança de TI e diretor da P2HE, empresa que oferece consultoria e soluções de TI

Mudanças sempre causam inquietação. Mesmo sabendo que são inevitáveis, o instinto de defesa acende um alerta, indicando uma situação desconhecida. Numa empresa, qualquer alteração de rota, por menor que seja, é notada e comentada. Mas mudar, reformular ou implantar um projeto de TI pode disparar mais alertas, uma vez que significa colocar à tona todo o funcionamento da empresa.

Para fazer a gestão de mudança nos projetos de TI, a isenção, o conhecimento técnico e dos processos do fornecedor têm um papel essencial. De início, devido a possíveis resistências, é preciso refinar o olhar e perceber como as equipes entendem o contexto dessa mudança. A reação das pessoas é individual, variável e difícil de controlar - mas é identificável. A melhor forma de ultrapassar essas barreiras é transparência nas ações e muita clareza na comunicação. Tudo o que vai mudar deve ser exposto (com otimismo) e o papel da gerência de processos deve estar claro. Assim, quando as pessoas perceberem que há um objetivo maior, que justifica as transformações que virão pela frente, as dúvidas e medos diminuem.

Os impactos de gestão de mudança normalmente são muito mais sentidos durante a implementação. Diante da ''ameaça'', há quem comece a se ''defender'', boicotando as novidades. E há quem entenda aonde a empresa quer chegar e aproveita para se preparar para a nova fase. No entanto, no contexto da reorganização, a revisão de processos é um item necessário. Expõe os detalhes sobre os pontos positivos ou negativos do negócio e permite que a TI, alinhada à governança corporativa, defina as soluções que trarão mais eficiência, eficácia e maior competitividade à organização.

Se parte da equipe fechar as suas ''portas'', guardando para si informações que poderiam colaborar com o processo, por medo de não conseguir, de se expor, perder o status ou mesmo o emprego, acaba sendo grande risco ao negócio, em vez de enxergar o potencial de oportunidades na situação. Mas se o foco é na equipe e no crescimento do negócio, as reações se revelam cheias de energia e criatividade.

Todas as opiniões e idéias trazidas devem ser consideradas (e aí quem deve abrir a mente são os gestores). Há uma equipe por trás do negócio, que precisa de estímulo e segurança. Promover o envolvimento de todos faz toda a diferença e capacitá-los para lidar com as estratégias e decisões internas deve ser prioritário. Se o objetivo é o crescimento saudável, é primordial que todos andem na mesma direção e saibam que a inovação, por menor que seja, é obrigatória no mundo atual.

Paddy Miller, professor do IESE Business School, uma das maiores escolas de negócios do mundo, da Universidade de Navarra, afirma que uma empresa deve ter, mais do que uma equipe de criação, uma cultura de inovação inserida em todos os projetos e setores. Sem dúvida, é melhor se antecipar buscando inovação do que esperar que haja uma crise para correr atrás dela.




 

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