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Construção

A filosofia do PMI na prática em construtoras de pequeno e médio porte

Henrique Murched Sette Camara

Engenheiro civil, pós-graduado em Gestão de Projetos.

Um dos grandes fatores reconhecidamente verificados quando da implantação da filosofia do P.M.I. (Project Management Institute) em empresas da construção civil de pequeno e médio porte se volta à sua eficácia, visto que atualmente, num mercado cada vez mais exigente onde a qualidade é palavra de ordem e a comprovação da eficácia dos processos se torna fator crítico de verificação da eficiência.

Notadamente, a filosofia do P.M.I. surgiu em função da necessidade das grandes corporações em otimizar seus projetos. Então, a grande pergunta sempre se volta: Como se adaptar a filosofia do P.M.I. em pequenas e médias empresas, sem que os processos destas sejam "engessados"?

A informalidade como característica principal no cotidiano das empresas de pequeno e médio porte tem hoje perdendo espaço para a formalidade e a burocratização dos trabalhos.

A norma ISO 9001:2000 veio como meio e fim para estas empresas, uma vez que a obrigatoriedade de se manter registros das atividades e a padronização de processos, vem paulatinamente alterando o perfil destas empresas.

A falta de uma gerência de riscos, no que tange ao conhecimento total das interfaces de um projeto, bem como a probabilidade da ocorrência de um evento de risco, tem levado algumas empresas a perderem espaço no mercado ou até mesmo, à sua falência. Os exemplos falam por si só.

O planejamento tem, neste ínterim, papel marcante, e até mesmo determinante do sucesso dos projetos destas pequenas empresas.

Deve-se, então, iniciar-se o processo de implantação desta filosofia, com muito critério e cuidado, sendo que o fator principal é a estruturação organizacional da empresa, determinando-se todos os clientes internos e externos, bem como os níveis de satisfação de ambos.

Fatores inseridos no contexto desta filosofia, mas por demais burocráticos para o porte destas, deve ser flexibilizado para evitar o fluxo exagerado e desordenado de papéis e processos; cada empresa tem a sua própria receita, sua própria história e sua política de mercado.

O processo de implantação deve ser iniciado de cima para baixo, com a anuência integral da empresa, uma vez que a mesma irá determinar o cumprimento desta. Deve-se determinar, também os objetivos e estratégias da empresa, de forma a não perder o foco de mercado da empresa.

Para percorrer grandes distâncias é necessário abrir mão da velocidade, ou seja, o processo de implantação gera custos e estes custos devem ser assimilados pela empresa em níveis tais que também não tornem por demais oneroso.

Aconselha-se a utilização de empresas de consultoria especializada para esta implantação, uma vez que tais empresas retêm o conhecimento integral desta filosofia, tendo o pleno conhecimento dos níveis de abrangência que este trabalho deverá ser feito.

Empresas com processo de implantação de Sistemas da Qualidade em andamento ou já concluído, em especial aquelas em processo de certificação ou já certificadas, seja pela ISO-9001 ou pelo SiQ-Construtoras pelo PBQP-H, apresentam maior capabilidade de assimilação da filosofia, uma vez que seus processos e procedimentos operacionais apresentam-se determinados e organizados, facilitando o trabalho do Gerente de Projeto.

Os custos decorrentes de treinamentos de pessoal devem ser plenamente utilizados como parte dos processos de investimento da Empresa.

O reconhecimento de pleno atendimento à satisfação das necessidades do cliente e da valorização do funcionário como verdadeiros acionistas dentro da empresa, abriga um sentimento de comprometimento e responsabilidade mais agudo e todos procuram crescer juntos.

É importante ressaltar que neste processo de implementação, não existe receita de bolo; é preciso ter pleno conhecimento desta filosofia, compreender que esta é importante e que funciona gerencialmente e implementá-la, aos poucos, sempre focalizando nos processos críticos de sucesso da empresa.

A mudança de cultura gerencial , às vezes, pode ser um elemento complicador, pois num ambiente de trabalho convivemos sempre com pessoas de diferentes culturas, diferentes níveis sociais e intelectuais. Neste âmbito, deve ser cobrado sempre dos GCO's um perfil mais arrojado e profissional e sempre estar atento à avaliação da performance e monitorá-la para garantir o ciclo do processo de melhoria contínua.

Neste foco, dizemos que a filosofia do P.M.I. é um excelente instrumento gerencial, onde empresas do mundo inteiro têm utilizado desta para o sucesso de seus projetos. Dentre estas, podemos citar as indústrias de transformação, petroquímicas, telecomuinicações, mineração, metalurgias, informática.

Independente do porte da empresa e do perfil do projeto a ser tratado, esta filosofia tem dado suporte gerencial bastante para o pleno sucesso destes núcleos e a cada ano uma gama enorme de profissionais direcionam-se para o conhecimento desta metodologia como fator de sucesso profissional.

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