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Gestão

Gestor brasileiro ganha mais

Reportagem Local
Diário do Comércio - 26/01/2011

São Paulo - Oitenta executivos de alta gestão atuantes no Brasil, Hong Kong, Londres e Nova York foram entrevistados pela Dasein Executive Search, em novembro de 2010, e o resultado foi o seguinte: o Brasil oferece a maior remuneração base de um CEO (US$ 243 mil), seguido por Nova York (US$ 213 mil), Londres (US$ 179 mil) e Hong Kong (US$ 97 mil).

Computada também em novembro de 2010, uma pesquisa executada pelo BlueSteps, serviço de gestão de carreiras da Associação Mundial de Empresas de Consultoria em Executive Search (Aesc), descobriu que os executivos seniores brasileiros recebem os maiores salários, em comparação aos pagos em Nova York, Londres e Hong Kong.

O resultado confirma o Relatório de Mercados Emergentes da Aesc de 2008, realizado com profissionais de executive search de empresas líderes de mercado na China, Índia, Brasil, Oriente Médio e Rússia, que mostrou que 62 profissionais, trabalhando em mercados emergentes, concordam que "os salários nesses mercados são intencionalmente competitivos, senão ‘muito competitivos’".

Entretanto, nota-se que o salário médio relatado pelos pesquisados no estudo do BlueSteps, em comparação ao estudo feito pela Dasein, era significantemente superior, provavelmente devido à senioridade dos membros dentro desta exclusiva base de dados de executivos seniores, uma vez que o BlueSteps é um banco de currículos de executivos de alta gestão.

 

Mercados emergentes - Os altos salários oferecidos dentro dos mercados emergentes podem ser explicados pelo crescimento vertiginoso da nossa economia que está recebendo um grande fluxo de investimentos, além disso, segundo o gerente de Negócios da Dasein, David Braga, o Brasil está em situação totalmente favorável. "O nosso país oferece salários excelentes e condições climáticas confortáveis, além da possibilidade de grande parte dos executivos ficarem mais próximos de seus familiares. Tudo favorece o crescimento generalizado o que favorece a repatriação, que tem sido observado no Brasil."

Mais de 200 consultores de pesquisa de membros da Aesc declaram que esperavam que a China, Índia e Brasil veriam a grande escassez de talentos na segunda metade de 2010. "Quanto mais escassos são os executivos de alta performance, com visão global e que transitam bem em todos os contextos corporativos, maior o poder de negociação que eles têm nas questões salariais", comentou a presidente da Dasein Executive Search, Adriana Prates.

As pesquisas do BlueSteps e da Dasein Executive Search mostram que as expectativas dos executivos seniores quanto a mercados-chave como o Brasil deve mudar, uma vez que inúmeros brasileiros voltam ao país de origem graças as melhores condições de trabalho e remuneração. "Hoje, executivos brasileiros que estão expatriados possuem a chance de voltar ao Brasil, com condições salariais mais atrativas que no exterior. Não é mais necessário estar longe da família e apostar em carreiras promissoras no exterior, como antigamente. Com este fato é crescente o processo de repatriação que os executivos de alta gestão estão fazendo", argumentou a presidente.

Para Braga, ter uma empresa parceira de executive search faz toda diferença para acessar estes executivos que, certamente, não estão com seus currículos disponíveis em banco de currículos tradicionais e apenas uma abordagem direta e com metodologia consistente, trará resultados expressivos na hora da atração e contratação destes profissionais diferenciados.

Apesar desses resultados, pesquisa recente, também realizada pelo BlueSteps, mostrou que o grupo de executivos seniores indagados não acredita na imagem positiva do país sul-americano. Para eles, o Brasil oferece o salário mais baixo, se comparado a uma variedade de centros de negócios globais.

O estudo foi feito com 42 executivos c-levels - todos os níveis do CEO -, no qual foi pedido que classificassem o Brasil, Hong Kong, Londres e Nova York na ordem em que achavam que os salários eram oferecidos. O resultado foi o seguinte: 50% do total selecionaram Nova York como o centro de negócios com os melhores salários, 39% escolheu Londres, 44% Hong Kong e 82% escolheram o Brasil como o pior salário. Além disso, mais da metade dos entrevistados, que trabalham no Brasil, também classificou o país como o que paga menos.

Para a presidente da Dasein, isso pode ser justificado pelo fato de que o Brasil foi relacionado na pesquisa com países de primeiro mundo. "O nosso país ainda está em desenvolvimento e se comparado a países conceitualmente estabilizados, causa surpresa", explicou.

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