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:: Gestão de Projetos

Falta de qualificação em gestão de projetos é principal entrave do mercado

Tatiana Moraes

Segundo levantamento do PMI Brasil, o déficit de mão de obra na área de GP chegará a 50 mil profissionais qualificados em cinco anos.

Os números dizem muito sobre o futuro da gestão de projetos no Brasil. De acordo com um estudo realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cerca de R$ 3,3 trilhões serão investidos no país entre 2011 e 2014. Como reflexo, a demanda por profissionais especializados em desenvolver, validar e executar projetos ficará em alta.
Segundo levantamento do PMI Brasil - Project Management Institute, o déficit de mão de obra na área de GP chegará a 50 mil profissionais qualificados em cinco anos. A falta de pessoal pode acarretar problemas graves, como atrasos nos prazos de entrega, queda na qualidade, aumento dos custos e insatisfação do pessoal envolvido, fator que eleva a rotatividade de profissionais e faz com que a empresa volte a uma das mais difíceis fases do projeto: encontrar o profissional adequado para integrá-lo.

O vice-presidente da EPC Engenharia, Dhenisvan F. Costa, acredita que a alta dos investimentos, principalmente os ligados à infraestrutura, somada à baixa oferta de mão de obra qualificada em gestão de projetos, pode culminar em um apagão de profissionais num período de dois anos. Para garantir a perenidade do negócio, ele afirma que investe em programas internos de capacitação e integração.

Ao todo, 20 profissionais gerenciam os projetos da empresa. Destes, quatro possuem certificação PMP. A EPC conta, ainda, com treinees e auxiliares de projetos, que no futuro poderão assumir mais responsabilidades.

“Quando há urgência em um projeto, contratamos pessoal externo. Entretanto, nossa maior preocupação é promover o intercâmbio de conhecimento e transformar os 20 gerentes em disseminadores de informações. Para isso, realizamos palestras internas e treinamentos, não esperamos que os profissionais que estão em formação adquiram conhecimento por ‘osmose’”, diz.
O vice-presidente da EPC destaca, ainda, que a empresa alia remuneração adequada à valorização dos empregados. O objetivo é evitar a evasão dos profissionais.

A qualificação dos profissionais de projetos é fator fundamental para o sucesso das empresas, conforme afirma a Superintendente da área de Programa, Projeto e Planejamento do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Neuza Maria Traauzzola. Segundo ela, a partir de um planejamento detalhado de projetos é possível aumentar a agilidade da execução, prevenir falhas, incrementar a qualidade e reduzir riscos e custos.

Apesar de vital, ela afirma que apenas as grandes empresas têm aplicado sistematicamente as melhores práticas da GP no planejamento e execução dos projetos, deixando à margem as pequenas e médias. Devido ao momento econômico vivenciado pelo país, que tem recebido investimentos locais e estrangeiros em virtude de sediar eventos como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, a informação é preocupante.

“As empresas que não investem em gestão de projetos certamente perdem competitividade”, diz opresidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Luiz Fernando Pires, concorda. “O cenário atual é marcado pelo forte aumento da competitividade entre as empresas. Otimização de prazos, custos, riscos, qualidade e satisfação do pessoal envolvido é fundamental para o sucesso dos projetos e das organizações no mercado”, comenta.

Ele explica que durante o milagre econômico, na década de 70, a quantidade de engenheiros formados foi intensa. Porém, entre 1980 e 2004, período de hiperinflação e redução dos investimentos em infraestrutura, houve drástica queda no número de profissionais interessados nos cursos de engenharia. Como consequência, hoje o país sofre com a falta de mão de obra qualificada. E, como a maioria dos gerentes de projetos tem formação em engenharia, faltam GPs.

O presidente do PMI-MG e coordenador técnico de Gestão de Projetos do Ietec, Ivo Michalick, afirma, entretanto, que a GP é bastante abrangente. Por este motivo, de acordo com ele, profissionais das mais diversas áreas estão aptos a especializar-se em gestão de projetos. “O profissional da área não precisa ter conhecimento técnico do que é produzido pela empresa. Porém, é fundamental que ele entenda o negócio. Justamente por isso, possuímos excelentes gerentes de projetos graduados em diversas áreas, conduzindo grandes projetos em diferentes segmentos”, diz o presidente do capítulo mineiro do PMI, que é bacharel e mestre em Ciência da Computação e há mais de 20 anos gerencia projetos de setores como energia, defesa, mineração, saúde, logística e telecomunicações, no Brasil e no exterior.

Ao entender com profundidade o negócio da empresa, Michalick enfatiza que o profissional é capaz de alinhar os objetivos do projeto às estratégias da organização. Desta forma, ele entende melhor os prazos e as diretrizes do projeto, por exemplo, e atende os requisitos com mais assertividade.

O que não pode faltar, conforme enfatiza, é a qualificação na área. “Os cursos são fundamentais para que as melhores práticas sejam discutidas e compreendidas. É importante que os alunos entendam que não existe receita de bolo. Ao final de um bom treinamento, os gerentes de projetos serão capazes de avaliar e escolher as melhores técnicas a serem aplicadas em cada caso”, diz.


Seminário Nacional de GP – Para debater a importância da formação de profissionais de GP, o Ietec realiza, nos dias 13 e 14 de julho, nos períodos da manhã e tarde, o 14º Seminário Nacional de Gestão de Projetos. Sediado no centro de convenções do Hotel Mercure, em Belo Horizonte (MG), o evento será composto por 21 palestras, ministradas por profissionais renomados do mercado.

O painel de abertura será ministrado pelo vice-presidente da Gerdau-Açominas, Manoel Vitor de Mendonça Filho, sobre o tema Projetos de Investimento no Brasil - Oportunidades e Ameaças. Entre os palestrantes, estão confirmados João Carlos Boyadjian, coordenador do MBA de Gestão de Projetos do Ietec e diretor da CPLAN; Luiz Fernando Pires, presidente da Mascarenhas Barbosa Roscoe Construções e do Sinduscon-MG; Kleber Albuquerque de Vasconcelos, diretor-executivo da Rede Metrológica de Minas Gerais; Darci Prado, consultor-sócio do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG); Manuel Carvalho da Silva Neto, consultor do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG); Leandro Alves de Siqueira, consultor e professor dos cursos do Ietec; Mauricio Serafim Junior, diretor de engenharia da Reta Engenharia; Ivo Michalick, sócio-diretor da M2 Consultoria; Fabiano Pereira da Silva, gerente de PMO da V&M  do Brasil e controller geral do Projeto VSB; Ana Alice Duarte Maciel, coordenadora de Treinamento e Desenvolvimento da V & M do Brasil; Maria Inês Felippe, consultora e autora do Livro “4 C’s para competir com criatividade e inovação”; Marli de Paula, Sócia-fundadora e Responsável-técnica da De Paula Assessores e Consultores; Eduardo Augusto de Andrade Pessôa, gerente do PMO América Latina da Comau; Delmer Aguiar Cesário, Gerente da Divisão Gestão do Conhecimento da Comau do Brasil; Alexandre Roberto Salse Dittert, diretor-executivo de competências da Concremat; Carlos Eduardo de Souza, coordenador do PMO Corporativo da Unimed-BH; Lizete Araújo, sócia-diretora da Véli Soluções em RH; Giulliano Polito, diretor-técnico em Minas Gerais da Construtora Even; Guilherme Bastos Alvarenga, Co-fundador e CEO da Devex; e Helio de Figueiredo Motta Filho, presidente da Energ Power.

Informações e inscrições pelo site www.ietec.com.br, ou pelo telefone (31) 3116.1000.

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