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:: Gestão e Tecn. da Informação

Ti Verde: Evolução Tecnológica ou Redução de Gastos?

Mauricio Katsuo Rodrigues Miyashiro; Paulo César Martins Batista

  INTRODUÇÃO 

Hoje a preocupação como o meio ambiente é pauta de várias empresas da área de TI. É de conhecimento público que elas e porque não dizer, nós usuários, somos grandes responsáveis e produtores de e-waste (lixo eletrônicos), que anos após anos são depositados em lixões e aterros sanitários, muitas vezes sem tratamento algum.

Na corrida por liderança no mercado tecnológico, estamos produzindo mais e mais lixo, toda vez trocamos um monitor, placas de vídeo/som ultrapassadas, isso para não dizer os celulares, MP3, TVs e etc.; que descartamos. Vale a pena salientar que seus componentes eletrônicos embutidos, são formados de metais pesados, plásticos, ferros, sem levar em conta o que já foram gatos com a produção destes produtos que causam malefícios para o meio ambiente.

Países como USA e Europeus, já estão bem à frente com ações, políticas e técnicas quando se refere à chamada GREEN TI ( TI Verde). Este conceito tem se espalhado por todo mundo, seja por exigência dos clientes consumidores, seja por boas práticas de mercado, ou, legislações criadas a fim de reduzir agressões causadas e o impacto na natureza do lixo eletrônico.

REFERENCIAL TEÓRICO

"A TI Verde é um grande caminho para aumentar o lucro de uma empresa, não só por atrair novos clientes e investidores, mas principalmente pelo fato de reduzir os custos operacionais da companhia. Se olharmos para o futuro, é nítido que mais cedo ou mais tarde empresas de qualquer porte terão que tomar iniciativas de TI Verde, por estes benefícios citados”, explica Carlos Sacco, diretor comercial da Multimídia Brasil, empresa que distribui um software que economiza até 60% dos custos com a energia elétrica consumida pelos computadores corporativos.

Diniz (2004) acredita que a computação em nuvem poderá contribuir para a economia de energia. "Não haverá condição no futuro para que cada um de nós tenha um computador mal aproveitado, isso é pouco sustentável. É importante que os computadores estejam conectados entre si numa grande rede, de forma coerente", diz.

Musgrave (2009) coloca o pequeno retângulo de acrílico vermelho ao lado de um PC normal, uma trivial caixa de alumínio cinza-chumbo. "Ambos têm as mesmas funcionalidades e capacidade de processamento", afirma Musgrave, em pé, diante das duas máquinas. "A diferença é que o modelo novo tem quase um quinto do tamanho do antigo e, portanto, precisa de muito menos material para ser fabricado. Fora isso, consome quase 70% menos energia."

RESULTADO E DISCUSSÃO

Na América do Norte, o movimento ocorre há cerca de cinco anos, com maior ênfase nos últimos três anos, enquanto no Brasil, começou nos últimos dois anos e alguns fatores motivadores como: investimento em soluções tecnológicas ecologicamente corretas, o maior número de servidores, pressões dos consumidores, alto custo da energia, reputação e reconhecimento da marca, regulação governamental, recrutamento e retenção de funcionários e pressão de acionistas. Incentiva cada vez mais a nova onda entre as organizações e força a tomar iniciativas no sentido de monitoramento e redução do uso enérgico, cumprir as exigências dos fornecedores, melhor eficiência de transporte e distribuição, adoção de hardware verde e reciclagem, conservação, tratamento e reutilização da água, aumento do uso de energia alternativa renováveis e neutralidade de carbono através da redução e compensação. Para se adequar as novas exigências e criar um diferencial dos seus concorrentes e não ser excluído do mercado internacional que estão mais evoluídos com as campanhas de TI Verde. 

A desaceleração global da economia intensifica a adoção de sistema eficiente para o controle de gastos e aumenta a oportunidade de negócios para o mercado de TI e fornecedores de soluções de armazenamento de dados. A pesar disso, os gastos com tecnologia devem aumentar, porque a grande maioria dos gestores de TI tem percebido que as soluções “verdes” são meios eficientes de manter a empresa competitiva, além de claro, de ser uma postura de sustentabilidade e responsabilidade sócio-ambiental.

O computador apresentado por Musgrave é considerado o que há de mais inovador do ponto de vista ambiental. "É o equipamento que melhor traduz o conceito de Green IT (tecnologia da informação verde)", diz David Daoud, responsável nos Estados Unidos pela área de pesquisas da consultoria IDC, especializada em tecnologia da informação. Segundo Daoud, o produto é diferenciado por reduzir o impacto ambiental de variadas formas - na menor quantidade de energia que será consumida durante sua vida útil, na redução de materiais que o compõem e até na embalagem, que é 95% reciclável.

Isso porque, por exemplo, estima-se que a conta de energia elétrica ocupa o segundo lugar na lista de principais custos operacionais dos datacenter interno. Um datacenter terceirizado possui um volume maior de máquinas em um mesmo espaço, o que economiza energia, tanto para iluminação quanto para refrigeração, otimizando também o espaço físico e aumentando a capacidade de armazenamento de dados.

Como visão de longo prazo, os gestores de TI que utilizam o conceito “verde”, sabem que um datacenter verde não economiza só energia, mas também reduz a necessidade de expansões na infra-estrutura para lidar com a demanda de mais energia e resfriamento. Porém, a redução de custos de energia é considerada hoje a maior razão para a adoção da TI Verde.

Neste cenário, “as companhias que não se adaptarem ao conceito verde verão seus negócios atropelados pela concorrência”.

TI Verde envolve um leque variado de práticas que vai das mais simples às mais complexas. Existem pequenas mudanças que em conjunto, podem representar economias significativas. Na verdade são melhores práticas que oferecem benefícios financeiros e ambientais. É fundamental o desenvolvimento de políticas verdes corporativas.

A ONU, aliás, é uma das entidades que tem debatido bastante a questão do lixo eletrônico. A organização lançou o StEP (www.step-initiative.org), projeto que une entidades como o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), a Academia Chinesa de Ciências e empresas privadas de TI, como Dell, Microsoft, Phillips e Cisco, com objetivo de encontrar novas formas para diminuir a quantidade de e-waste e tratá-lo melhor.

Os governos também começaram a se movimentar. Regulamentações foram criadas para atacar o problema, demandando a proibição do uso de substâncias tóxicas. A União Européia, uma das administrações mais avançadas neste sentido, criou, ano passado, duas diretrizes chamadas WEEE (Waste Electrical and Electronic Equipment, que significa Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos) e RoHS (Restriction of Hazardous Substances, que significa Restrição a substâncias perigosas). Ambas buscam garantir que lançamento dos resíduos químicos oriundos de eletrônicos, especialmente o chumbo e mercúrio, sejam menos agressivos ao meio ambiente.

Já para o consumo de energia elétrica, demandas como a Energy Star 4.0, da agência de proteção do meio ambiente dos EUA, cobra dos fabricantes maior eficiência energética nos produtos. Na outra ponta, as certificações internacionais especialmente a família ISO 14000 – seguem indicando caminhos para a produção ambientalmente responsável, obrigando empresas certificadas a controlar seus resíduos e sua disposição no ambiente.

CONCLUSÃO

Pensar verde tornou-se estratégico no mundo dos negócios. Trata-se do casamento entre a consciência ecológica e a prática de negócios. Tanto o meio ambiente quanto as pessoas politicamente corretas gostam de ver boas notícias sobre a forma como as empresas estão dando mais atenção à tecnologia verde.

A publicidade positiva é uma boa imagem para associar a qualquer tipo de organização servindo como exemplo para outras companhias, ganhando espaço na mídia.

Não faltam motivos para as  empresas embarcarem  na  onda  verde   e   se   tronarem competitivas no mercado.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

COMPUTERWORLD. Executive Briefing, Guia Executivo para Decisões Estratégicas, TI VERDE Negócios em Linha com o Planeta. Disponível em: . Acesso em: 07 ago. 2009.

 CHEROBINO, VINÍCIUS. TI Verde: Como reduzir gasto de energia e resíduos em PCs?, 30 de março de 2007. Disponível em:. Acesso em: 07 ago. 2009.

 ARIMA, K.; FORTES, D. Virtualização diminui gasto de energia em até 80%. 28 de Abril de 2009. Disponível em: em: 06 jun. 2009.  

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