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Afinal, quem é capaz de analisar o negócio?

Alexandra Hütner

Consultora, palestrante e conferencista, mestre em engenharia, gestão e tecnologia pela UFMG. Certificada internacionalmente em negócios e Gestão de Serviços. Professora e Coordenadora do IETEC na Gestão de Serviços de TI e Análise de Negócios e da Informação.

 Ao traduzirmos o termo “Information Technology” para o português cometemos um grave erro: colocamos a Tecnologia à frente da Informação. Afinal sabemos que a Tecnologia é um meio para termos a informação certa no lugar certo, mas isso não é mais suficiente. É preciso conhecer também o negócio - o cenário interno e externo - para levar a informação certa para a pessoa certa, de forma correta, no momento e local certos; para uma tomada de decisão assertiva! Esse é o desafio.

Durante muito tempo a prioridade empresarial foi guardar seus dados. Naquele momento a tecnologia foi levada a um status de glória, em termos financeiros e funcionais, pois através dos seus potenciais era possível manter aquela inimaginável riqueza de dados. Com o tempo percebemos que muito daquilo guardado já não fazia mais sentido e nos voltamos para a questão: o que é realmente essencial?
Com posterior barateamento da tecnologia, acabamos negligenciando a modelagem dos dados e optamos em apenas guardar e, depois pensar o que fazer com aquilo tudo. Foi então que o negócio iniciou um assédio incansável à necessidade de transparência e aí surgiram os problemas! Como entregar ao negócio informação de qualidade para tomada de decisão estratégica se até o momento não era bem esse o propósito. Enfim, chegou-se ao momento de repensar tudo que até então houvera sido construído: informática = informação + automática?
A prática de planejamento sempre foi objeto de luxo para as organizações, e quase nunca foi possível pedir a um analista ou mesmo desenvolvedor para pensar a melhor forma de guardar os dados, para que um dia, pudessem ser utilizados estratégica e organicamente (integração completa!). Aqui se tem o grande divisor de águas e, a chave para resolver o impasse: para se ter a informação certa era necessário saber para que ela serviria, ou seja, conhecer ostensivamente o negócio, sua linguagem e estratégia.
O negócio vem buscando alguém que possa compreender suas reais demandas, problemas, desejos, requisitos e stakeholders para então, a partir de uma análise estruturada, recomendar soluções que permitam o alcance dos objetivos estratégicos empresariais. O negócio espera vivenciar práticas, ferramentas e técnicas que tragam informações confiáveis para a tomada de decisão e, tudo isso, permeie e permaneça na empresa. É a busca pelo conhecimento capaz de gerar sabedoria, para ações estratégicas e resultados tangíveis.
Essa não é uma missão impossível, e pode ser alavancada por profissionais que exerçam um papel de integradores através de suas competências, habilidades e atitudes. Determinados por um olhar - verdadeiramente orgânico - que some visões: da estratégica do negócio, dos processos constituintes e do valor gerado pela inclusão da tecnologia.
Profissional que adote uma postura proativa em relação ao entendimento das necessidades do negócio, contribuindo para evidenciar a sua participação na geração de valor. Profissional que, efetivamente, seja capaz de analisar o negócio por meio de práticas de observação, entrevistas, ações consultivas, tutoria e, sempre, liderança. Alguém que entenda suficientemente de tecnologia a ponto de viabilizar a gestão em tempo real.

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