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Rio+20: Nosso sonho ambiental

Ronaldo Gusmão
Revista IETEC

A cidade do Rio de Janeiro será novamente a sede da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho de 2012. A conferência visa engajar os líderes mundiais para as questões de vital importância para a sobrevivência do ser humano na face da Terra, como as mudanças climáticas, erradicação da miséria, economia verde, biodiversidade e a governança internacional para sustentabilidade do planeta.

A Rio 92 foi a maior e mais importante conferência sobre meio ambiente já realizada e teve a participação de mais de 170 nações. Naquela conferência foram aprovadas a Declaração do Rio (equivalente à Declaração Universal dos Direitos Humanos para o meio ambiente), a Agenda 21, o Princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, o Princípio da precaução e o Princípio do poluidor pagador, além da Convenção do Clima e da Convenção da Diversidade Biológica, entre outros.
Paradoxalmente sabemos que estamos fazendo mal ao planeta, mas como isso “não” afeta em quase nada nossa vida de forma imediata, não fazemos nada para mudar. O problema é que, quando as mudanças climáticas afetarem nossas vidas, de fato, não haverá nada mais que se possa fazer. Para dar um único exemplo: nos últimos 20 anos, desde que foi realizada a Rio 92, já desmatamos aproximadamente 330 mil km2, só da floresta amazônica. Isto equivale aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos. A área é maior que o território da Itália! Precisamos de mais exemplos?
Mas agora vamos sonhar. Vamos falar somente de coisas boas, porque o desejo de sonhar é o reconhecimento de que estamos realmente vivos. Sonhemos com o fim das guerras e vamos sonhar, sim, com o fim da exclusão social que é o retrato do descaso com o meio ambiente e da negação da oferta de serviços básicos a todos.
Nosso objetivo hoje é criar um sonho coletivo. Queremos estimular a ação, em nome de nossos filhos e das futuras gerações. Esse é o nosso desejo. Vamos juntos desenvolver uma visão coletiva que ajude-nos a realizar o sonho de uma vida melhor e ambientalmente sustentável.
Que as empresas, hoje com certeza uma das mais importantes instituições do homem moderno, alinhem os seus valores com os de seus colaboradores, que satisfaçam os seus desejos, que compartilhem de sua ética, que proporcionem um mundo melhor e que sejam antes de tudo empresas cidadãs iguais a nós cidadãos.
Nesse sentido, é preciso que o compromisso da sociedade seja completo. Que o homem, impulsionado por seus sonhos e com a sua capacidade de realizar, influencie os seus semelhantes menos afortunados a buscar um mundo melhor.
Esse estímulo deve começar dentro de casa. Afinal, o que todo pai quer e faz por seus filhos? Todo pai sonha que seus filhos sejam felizes, que tenham acesso à saúde, alimentação e educação. Toda a família investe ou faz sacrifícios para educar seus filhos, mas o que estão fazendo para que eles sejam realmente realizados? Como poderão ser plenamente felizes com o atual apartheid ambiental e social? Uma sociedade ambientalmente sustentável é, antes de tudo, uma sociedade com justiça social. O homem tem a obrigação moral e ética com a preservação da nossa casa comunitária, a Terra.
E é somente pela educação que poderemos ensinar aos jovens a admirar todas as belezas naturais com o necessário respeito. A questão ética passa pelos pais, os nossos valores devem vir, primeiramente, da família. A escola complementa esse trabalho, difundindo os valores moralmente aceitos pela sociedade. É preciso refletir sobre esses princípios.
Desenvolver com as pessoas novos conhecimentos, novas habilidades, novas maneiras de olhar as coisas. Desenvolver a vontade de sonhar para fazer um mundo melhor.
Precisamos nos conectar emocionalmente com o meio ambiente e estabelecer uma ligação com a imaginação dos nossos filhos, com as lembranças de nossos pais e avós. Afinal, num passado não muito distante, o ambiente na Terra era muito diferente – e muito mais agradável. 
O tempo da natureza é implacável. Precisamos urgentemente fazer alguma coisa. Cada um de nós. A borboleta tem uma expectativa de vida de 15 dias, enquanto uma criança que nasce hoje no Brasil tem expectativa de 26.280 dias. Assim como a borboleta não tem tempo para esperar, nossos filhos também não podem herdar um futuro incerto.
Nossas ações e omissões hoje determinarão não só o nosso futuro, mas o de toda a humanidade. Vamos agir!
Agora convidamos você a externar seu sonho. Acreditamos que, assim, poderemos sonhar juntos e, sobretudo, concretizar nosso desejo de fazer um mundo melhor para nós mesmos, nossos filhos e futuras gerações.
Precisamos nos engajar em algo maior: defender a Nossa Casa, a casa de nossos antepassados, mas também a casa de nossos filhos e dos filhos de nossos filhos.
O desenvolvimento sustentável não é um fim em si, mas um meio para se chegar a uma sociedade solidária.

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