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Analista de negócios e da informação, um profissional escasso no mercado

Alexandra Hütner
Revista IETEC

Nos últimos 10 anos, na minha atividade de consultoria, pude colaborar para inúmeras empresas de mercado e vivenciar negócios diferenciados em busca de resultados cada vez mais desafiadores, tendo em vista o momento de alta competitividade no Brasil. Essa visão me permitiu diagnosticar uma comum ausência de conectividade entre as unidades dentro da mesma empresa e, com isso, a necessidade urgente de profissionais que tenham uma visão mais estratégica e orgânica do negócio. Profissionais que possam ter uma visão do todo empresarial – interna e externamente – e que venham a liderar essa integração entre as partes a partir de melhores práticas, metodologias, técnicas, atitudes, habilidades e, fundamentalmente, conhecimento.

Esse profissional é o Analista de Negócios e da Informação, um estrategista que pensa de forma integrada e colaborativa toda ação no negócio. Ele exerce um papel integrador através de suas competências, habilidades e atitudes. Adota uma postura proativa em relação ao entendimento das necessidades do negócio, contribuindo para evidenciar a sua participação na geração de valor, sendo ainda capaz de analisar o negócio por meio de práticas de observação, entrevistas, análises, ações consultivas, tutoria e, sempre, liderança. Alguém que entenda suficientemente de tecnologia e de informação a ponto de viabilizar a gestão empresarial em tempo real.
O Analista de Negócios e da Informação deve se diferenciar dos outros colaboradores adotando um olhar empresarial que consiga alinhar quatro PILARES FUNDAMENTAIS da carreira, que são:
• A Visão ESTRATÉGICA do NEGÓCIO;
• A Visão TÁTICA do NEGÓCIO por PROCESSOS;
• A Visão do VALOR da TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO;
• O desenvolvimento das COMPETÊNCIAS PESSOAIS certas, através de CONHECIMENTOS, HABILIDADES e ATITUDES.
Não são profissionais tradicionais e, tão pouco, fáceis de achar. Além disso, nem sempre estão prontos e ainda precisam desenvolver algumas habilidades e ferramentas. E como se não bastasse, devem ser éticos, confiáveis, dotados de uma facilidade de se comunicar e expressar. Para coroar esse perfil, devem ser altamente interativos e colaborativos. Surreais? Não! Na verdade são profissionais que estão surgindo vagarosamente e sendo absorvidos como água em um mercado empresarial sedento por empreendedores organizacionais, também conhecidos como intraempreendedores. Profissionais que buscam o crescimento, a inovação e a consolidação do negócio como parte integrante de um todo.
Se fosse possível – já se sabe que não é! – definir em apenas uma palavra o Análise de Negócio e da Informação, seria “o articulador”. Com o dicionário em mãos, pode-se buscar a essência dessa palavra de origem latina articulare, no português “articular” é conceituada como “Unir por meio de uma ou mais articulações” ou “Ligar (-se), unir (-se), vincular (-se)” ou “Pronunciar clara e distintamente”. O papel de um articulador é unir as partes do negócio para que todos tenham uma visão orgânica e íntegra da empresa; é propor às partes a criação de relações interdependentes orientadas para o resultado; é criar ligações através de processos bem delineados e tecnologias bem modeladas; é em resumo, mostrar claramente como um trabalho alinhado e direcionado à estratégia cria resultados sensacionais e com custos mais atrativos.
Um profissional dotado de tanta responsabilidade deve saber entender que a tomada de decisão assertiva é sua maior riqueza. Articular nesse momento é a simples ação de saber escutar as pessoas, para então, propor decisões que virão de alguma forma integrar todas as possibilidades por meio dos objetivos organizacionais. É negociar!
O papel de Análise de Negócio e da Informação pode ser exercido por qualquer profissional sem necessariamente ter esse “cargo” declarado em seu cartão de apresentação. Como descrito, trata-se de um papel e, vem se tornando essencial a cada dia, pois sua inclusão declara instaurado o pensamento crítico - e criativo - em busca dos resultados requeridos pelo negócio. Quem se habilita em executar esse “novo” papel?

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