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:: Educação

Evolução do processo de aprendizagem

Roberts Reis

Diretor de Pós-Graduação e Extensão do IETEC. Doutor em Engenharia Mecânica (UFMG); Mestre em Engenharia de Produção (UFSC); Pós-graduado "lato sensu" em Engenharia da Qualidade e Produtividade (SME); graduado em Matemática (Unicentro Newton Paiva-MG). Atuou em empresas como Trevisan Consultores, MBR e  Sid  Micro-eletrônica. É sócio-diretor da Melo Reis Consultores e c consultor em empresas de médio e grande porte. Possui grande experiência em planejamento estratégico, gestão de processos e negócios, com ênfase em organização, estruturação e remodelamento de processos operacionais com foco principal nas áreas de produção e logística.

Revista IETEC

A escola Municipal André Urani, localizada no complexo de favelas da Rocinha, no Rio de Janeiro, é um bom exemplo da evolução por que passa o processo de aprendizagem no Brasil. Ao mesmo tempo em que busca a eliminação da distância entre professor e aluno, a iniciativa agrega novas tecnologias às práticas de ensino: foram eliminadas paredes, lousas, mesas individuais e professores tradicionais e agregados grandes salões, tablets e mentores. Para complementar, todas as dependências possuem acesso a internet sem fio de alta velocidade.

Há mais de 25 anos, é esse tipo de proposta inovadora de ensino que o IETEC valoriza. Seu corpo docente é formado por profissionais de mercado, com bagagem acadêmica suficiente para debater com os alunos os conteúdos ministrados. São também profissionais atuantes em suas respectivas áreas, que conhecem suas necessidades e demandas de capacitação, cada dia maiores diante dos crescentes desafios que o mercado apresenta.
O ensino, neste novo cenário, se configura como meio para a obtenção dessa qualificação, não como fim em si mesmo. É o que observamos todos os dias em sala de aula: alunos compartilhando suas experiências profissionais, e professores promovendo e facilitando a troca de experiências.

Networking aluno-professor-aluno
Pesquisas internas comprovam que essa troca de experiências constitui-se em um dos principais diferenciais do Instituto. Um dado sugestivo: 95% dos alunos que cursaram MBA no IETEC em 2012, afirmam que o networking foi ampliado após o curso. Tão ou mais importante do que o conteúdo ministrado/aprendido, é como se apropriar destas informações e colocá-las em prática, no dia a dia profissional. Esse verdadeiro anseio dos profissionais que nos procuram, é sempre levado em conta quando da formatação dos cursos e da seleção dos alunos.
Não por acaso, a mesma pesquisa diagnostica que 41% do público ouvido, obteve ascensão em seu nível hierárquico profissional, além de outros 60% relatarem aumento real de salário. Tais dados são provas inequívocas de que a qualificação é, indiscutivelmente, um diferencial de mercado. 

Tecnologia aliada ao aprendizado
Há cerca de oito anos venho atuando como professor no IETEC e acabo de assumir a função de diretor de pós-graduação e extensão. Neste novo cargo, encaro como um dos meus principais desafios a ampliação do uso de novas tecnologias no cotidiano da sala de aula. Penso que, mais importante do que disponibilizar recursos tecnológicos ao professor, é favorecer que tais ferramentas tornem o processo de ensino/aprendizado dinâmico, eliminando o papel do “eu sei” e do “eu aprendo”, transformando professor e aluno em coautores no processo. A ideia de que a informação flui em um único sentido, não tem mais espaço porque, em realidade, somos todos mediadores de discussões.
O uso de lousas digitais, de apresentações multimídia e afins, são somente a ponta do iceberg. É vital que os professores se apropriem destes recursos e passem a incentivar os alunos a também utilizarem tais ferramentas de forma inteligente. Além de agregar conteúdo ao processo de aprendizagem, o uso desses recursos aproxima o ensino do cotidiano dos alunos. Com a tecnologia tão presente no dia a dia de todos nós, não é possível criar uma diferenciação entre a realidade de fora e de dentro da sala de aula.
Por tais razões, buscamos no IETEC, envolver os alunos no ambiente educacional e usar os recursos tecnológicos disponíveis, para que eles se tornem pesquisadores, debatedores e, por fim, coautores da informação e de sua formação. Trata-se de abordagens mais focadas no próprio aluno, para que ele seja um agente ativo para discussão e solução de problemas.
 

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