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Gestão

CVRD investe em meio ambiente

Comunicação Ietec

A exportação de recursos naturais é responsável por mais da metade do PIB brasileiro. Em 2005, somente a Companhia Vale do Rio Doce - CVRD - totalizou em ações líquidas US$ 6,339 bilhões, um resultado 37,3% acima do registrado em 2004. A companhia foi responsável por 14,1% do superávit recorde de US$ 44,8 bilhões alcançado no ano passado. Mas como uma empresa mineradora como a Vale consegue manter esse ritmo de crescimento sem causar danos ao meio ambiente?

A resposta começa a ser construída com o fato da Vale ser uma das primeiras mineradoras do mundo a obter certificações do Sistema de Gestão da Qualidade Ambiental - SGQA -, baseado na norma ISO 14001. Para o diretor de Gestão Ambiental e Territorial da CVRD, Maurício Reis, a qualidade ambiental é indispensável à competitividade. "Não apenas no caso das mineradoras, mas qualquer setor empresarial deve considerar como fator estratégico de sucesso o cuidado com o meio ambiente", afirma Maurício.

Um exemplo do fator estratégico na área ambiental é a gestão da energia. Para se ter uma idéia, em 2003 a Vale e suas controladas foram responsáveis por 4,5% do consumo de energia elétrica do país. Maurício Reis conta que um dos projetos da Vale para este ano na busca da eficiência energética é o uso de biodiesel em suas locomotivas. Por um período de seis meses a empresa fará adição de 20% de biodiesel ao combustível dos trens que operam na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). "Vamos ter outros movimentos interessantes com vista a diversificar nossa matriz energética", promete Maurício Reis.

No entanto, esse tipo de preocupação com as questões ambientais não se restringe apenas aos processos internos da Vale. Maurício Reis conta que a empresa realiza periodicamente avaliações dos seus fornecedores em relação à legislação ambiental e aos requisitos técnicos aplicáveis a cada setor. "Isso nos permite obter produtos e serviços com qualidade apropriada, o que também significa, no sentido amplo, qualidade ambiental", afirma.

É importante dizer que a Vale não está sozinha nesse contexto. Pesquisa realizada com 70 grandes companhias mostrou que muitas já adotam uma postura semelhante. Constatou-se que 54% delas exigem que seus fornecedores possuam certificação ISO 14000. Já 77% exigem o mesmo de seus distribuidores.

Esse cenário aponta para a necessidade do investimento na qualificação dos colaboradores das empresas. No orçamento de 2006 da Vale, os investimentos previstos para programas de formação são de R$50 milhões. Foi dentro dessa cultura de melhoria da qualidade profissional que os trainees da área ambiental da Vale em Carajás, no estado do Pará, participaram de um curso in company de Gestão de Projetos especialmente elaborado pelo IETEC.

Para Maurício Reis a qualificação profissional evita que colaboradores tenham baixa percepção da importância da empresa num contexto local, estadual, nacional e global. "Um bom profissional é aquele que percebe a dimensão da inserção da responsabilidade que tem em relação à empresa e à sociedade", conta.

Para o coordenador da área de mineração do Ietec, o engenheiro de minas Jorge Valente, os cursos in company tem a grande vantagem de não retirar os profissionais do ambiente da sua empresa, ganhando-se em tempo e, principalmente, em eficiência. "Os exemplos e estudos de casos podem incidir sobre situações reais e concretas vividas pela própria empresa", completa Jorge Valente.

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