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Meio Ambiente

Papel da universidade nas mudanças climáticas

Comunicação Ietec

Pilar da sociedade no que diz respeito à formação de profissionais capacitados e pesquisadores, a universidade se encontra diante de um novo cenário mundial. Em recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) da ONU, constatou-se os graves problemas que o planeta pode enfrentar com o aquecimento global. Espera-se que as universidades estejam preparadas para dar a esses complexos problemas, soluções objetivas e satisfatórias. Elas estariam cumprindo o seu papel fundamental dentro desse contexto?

Se existe uma instituição de ensino superior que pode realmente contribuir de maneira relevante com soluções para essa questão, essa é a Universidade Federal de Viçosa. Isto porque a instituição é referência na América Latina em ciências agrárias, setor que sofre conseqüências diretas com as interferências das mudanças climáticas. Para se ter uma idéia, de acordo com o relatório do IPCC, a agricultura poderá sofrer graves com secas freqüentes e severas, enchentes e redução do ciclo das culturas.

No entanto, o reitor da UFV, doutor Carlos Sigueyuki Sediyama, alerta que alguns prognósticos catastróficos devem ser revistos. Para ele, não foram considerados, por exemplo, mecanismos naturais de adaptação das plantas às mudanças climáticas, efeitos fisiológicos do aumento do CO2 nas culturas agrícolas, melhoramentos genéticos que serão realizados no futuro, comportamento de pragas e doenças num cenário de mudanças climáticas e diferentes práticas de manejo agrícola. "Os prognósticos apresentados são resultados de estudos muito preliminares e podem ser substancialmente alterados, após a realização de estudos mais aprofundados", pondera Sediyama.

De qualquer maneira, esse cenário futuro requer esforços em pesquisa para a redução das incertezas e a definição de estratégias de adaptação e mitigação dos efeitos. "Nesse contexto, as universidades têm papel fundamental, realizando pesquisas e desenvolvendo novas tecnologias", explica.

De acordo com Sediyama, a UFV já está desenvolvendo diversas ações nesse sentido, com os programas de pós-graduação realizando pesquisas e formando pesquisadores qualificados para lidar com o assunto. "A UFV propicia o ambiente central para discussão deste assunto, organizando anualmente o Simpósio Internacional sobre Mudanças Climáticas e seus Efeitos na Agricultura, que neste ano será realizado entre os dias 7 a 9 de maio", conta.

Fica claro, portanto, a importância na formação de profissionais de meio ambiente voltados não apenas para o setor agrícola, mas que também possam atuar em outras áreas, como a empresarial. Para tanto, em parceria com UFV, o Ietec promove o MBA Política e Gestão Ambiental. De acordo com Carlos Sediyama, esse tipo de ação é primordial e ajuda a reduzir a defasagem de profissionais com qualificação necessária. "Tenho certeza que qualquer profissional com formação adequada na área de meio ambiente encontrará seu lugar no mercado de trabalho", afirma.

 

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