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:: Editorial

Educação ambiental para todos, inclusive para o presidente Bush

Ronaldo Gusmão

Diretor executivo do Ietec e coordenador geral da Ecolatina - Conferência Latino Americana sobre Meio Ambiente e Responsabilidade Social.

" É necessário encontrar meios de assegurar que nenhuma nação cresça ou se desenvolva às custas de outra nação, e que nenhum indivíduo aumente o seu consumo às custas da diminuição do consumo dos outros". Faço deste trecho da carta de Belgrado nossa resposta ao governo americano pelo seu comportamento na RIO+10. A sociedade norte-americana é insustentável do ponto de vista ambiental. Se o resto do mundo adotasse o mesmo padrão de consumo daquele país, seriam necessários quatro planetas Terra.

A América Latina com apenas 8% da população mundial possui: 20% do potencial hidroelétrico, 23% da terra potencialmente cultivável, 23% das florestas, 46% das florestas tropicais, 27% da população de mamíferos, 29% dos recursos hídricos renováveis, 34% das plantas, 43% das aves e 47% dos anfíbios. A América Latina deve ver o meio ambiente não como custo, mas como um recurso imprescindível para o seu desenvolvimento.

O Brasil deve assumir seu papel como potência ambiental do mundo e liderar um movimento pela recuperação e preservação dos bens naturais do continente americano.

Os indicadores de desenvolvimento sustentável do Brasil, recém-divulgados pelo IBGE nos mostra alguns dados para reflexão e ação: o país ainda possui 16,3 milhões da analfabetos, 36 milhões de analfabetos funcionais. Trinta e cinco milhões de brasileiros náo têm acesso à água tratada, 60 milhões não contam com esgotamento sanitário adequado e 136 mil toneladas/dia de lixo não têm destinação correta.

Acreditamos que para mudar essa triste realidade só há um caminho: a educação ambiental. Resgato uma frase do mestre Paulo Freire, que ainda continua atual: "Ninguém educa ninguém; ninguém se educa sozinho. Os homens se educam em comunhão"
O Brasil está percebendo que o processo educativo não pode ficar a cargo apenas do governo. Cada vez mais empresas, entidades de classe, organizações não-governamentais contribuem para aumentar o acesso da população a informações e educação – seja de maneira formal ou não.

Cientes de que sem a conscientização da comunidade, as ações de conservação e preservação ambiental têm pouco valor, empresas e ONG's investem na educação ambiental para arrebanhar o parceiro mais importante: o cidadão.


Assim como não existe desenvolvimento sem educação, não é possível, também, desenvolvimento sustentável sem informação e educação ambiental. Nosso objetivo é contribuir para a difusão de novas tecnologias e idéias que busquem a sustentabilidade do planeta. É nossa contribuição para a proposta do saudoso Paulo Freire: comungar na educação.

 

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