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:: Editorial

Ampliando a inteligência

Ronaldo Gusmão

Diretor executivo do Ietec e coordenador geral da Ecolatina - Conferência Latino Americana sobre Meio Ambiente e Responsabilidade Social.

A expressão popular que afirma que "o mundo é dos espertos" está cada vez mais evidente na atualidade. Não estamos, entretanto, aqui nos referindo àquela também famosa Lei de Gérson. No nosso caso, a palavra esperto quer dizer inteligente, conhecedor, sabedor das coisas e, principalmente, se refere à capacidade das pessoas de tirar proveito dessas qualificações.

Ampliar a inteligência dos trabalhadores (e dos empresários também) -para ampliar o conhecimento das empresas, o know how e a capacidade de tirar proveito deste conhecimento- torna-se hoje peça fundamental na busca constante de maior competitividade.

Qualidade Total e Reengenharia são programas passageiros, porém necessários no momento atual. Não são duradouros porque estão em um momento de transição das empresas e deste mundo globalizado. Ora, produzir bem da primeira vez sem necessidade de retrabalho, sem necessidade de outro fiscalizar seu trabalho, com o mínimo de energia etc,etc é função inerente a qualquer atividade produtiva. E ponto final. Assim, se um determinado processo consome muita energia -ou gasta-se tempo demasiado para ser concluído-, se o concorrente faz bem melhor, não há outra saída. Quebre tudo e faça de novo. Mais do que óbvio, não!

Mas o que não é passageiro? A inteligência não; a capacidade de pensar não. Nossas empresas ou instituições precisam pensar. Mas empresas não pensam, quem pensa são as pessoas. Então, precisamos resgatar e exercitar aquilo que infelizmente perdemos na escola, ou seja, a capacidade de pensar.

Cada ação deve ser precedida de um pensamento. Pensar, fazer, avaliar e refletir vem a ser o novo ciclo, isto é, mais que velho ciclo da inteligência humana. Temos urgentemente, enquanto estamos executando programas passageiros, de preparar um programa de ação permanente e duradoura. É preciso ensinar as pessoas a pensar, tornando-as mais inteligentes, diferenciando-as realmente do resto dos animais. Forte, não?

O microprocessador -o cérebro do computador- está causando a maior revolução cultural e científica que o mundo já viu (Renascimento, Revolução Agrícola e Industrial, tudo isso é fichinha). Revolução no "Lato Sensu" significa instabilidade. E isso é o que estamos vivendo nos últimos dez anos. A maior instabilidade cultural e tecnológica já vista.

Unforgettable é Natalie Cole cantando hoje com seu pai, que já morreu há anos.

A informática acoplada às telecomunicações colocou o mundo em tempo real para todos, onde quer que estejamos. A utilização simultânea por diversas inteligências do hipertexto em groupware, tocando não mais a quatro mãos, significa estar pensando e fazendo a centenas de inteligências. A simulação de qualquer coisa, proporcionada hoje pelo computador, permite reduzir energia e tempo, colocando à nossa frente n opções a escolher, dependendo de cada resultado que queiramos.

O just-in-time, com estoque zero, os cenários de realidade virtual, onde nós somos os atores da simulação são exemplo disso. A informação instantânea -que nos coloca literalmente com síndrome da informação-, o escritório virtual, o hotel de lazer virtual, a fábrica virtual... Em qual mundo nós estamos agora? No real ou no virtual? Não será este o universo paralelo?

Agora, caindo no real, para não fazermos parte somente do mundo virtual: alimentação, saúde, moradia e justiça para todos. Estes fatores, sim, devem fazer parte do cotidiano real de todo mundo. É mais que urgente a necessidade de que fiquemos espertos, que passemos a utilizar todas as tecnologias disponíveis e, principalmente, reaprendamos a pensar.

 

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