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Vulnerabilidade às mudanças climáticas

Ana Carolina Seleme
FEAM - Ascom/Sisema

A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) divulgou, nesta quinta feira (20), o Estudo de Vulnerabilidade Regional às Mudanças Climáticas. O objetivo principal do trabalho é definir em que medida o território mineiro já é e pode ser ainda mais afetado pelas mudanças climáticas. O estudo, pioneiro no país, integra um amplo diagnóstico que será usado como base para a elaboração do Plano de Energia e Mudanças Climáticas de Minas Gerais (PEMC), a ser lançado no fim deste ano, após discussão com os diversos atores relevantes.

De acordo com o gerente de Energia e Mudanças Climáticas da Feam, Felipe Nunes, para elaborar o estudo, a Fundação baseou-se nos conceitos de vulnerabilidade do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e em experiências europeias exitosas. O gerente destaca também o grande esforço de adaptação das metodologias internacionais de avaliação de impactos e vulnerabilidades para a escala e contexto estadual. Para isso, foi fundamental o trabalho da equipe multidisciplinar, formada por técnicos da Feam e especialistas da cooperação internacional com a França. “Nossa meta foi fazer um diagnóstico detalhado e descobrir o quão as regiões do estado estão vulneráveis às alterações climáticas”, ressalta.

Nunes explica que o estudo traça dados de vulnerabilidade por setor e por região. A partir dele, o Estado pode desenvolver políticas públicas mais direcionadas. “Integramos os aspectos socioeconômicos com os dados biofísicos e criamos uma matriz de vulnerabilidade para identificação de ações voltadas para cada região de planejamento do Estado, respeitando suas características”, esclarece.

Segundo o gerente, o estudo possibilitou à Feam elaborar um mapa com indicadores quantitativos e qualitativos das regiões. “Consideramos a vulnerabilidade dos diferentes setores a partir de seus graus de sensibilidade ao clima. Além disso, avaliamos também a exposição ou a magnitude dos impactos e a capacidade de adaptação às suas consequências, principalmente os eventos extremos de temperatura e precipitação”, explica Nunes.

Para ele, as inovações mais importantes do estudo é a quantificação da vulnerabilidade de elementos estruturais da economia mineira como o setores de mineração, agropecuária e infraestrutura rodoviária. “A partir do cruzamento de diferentes tipologias de dados como danos às rodovias e eventos extremos de precipitação conseguimos identificar áreas mais sensíveis em Minas Gerais, por exemplo. Além disso, o estudo produz alertas significativos quanto aos riscos de perda de biodiversidade e impactos sociais relacionados às populações mais desfavorecidas.

Nunes alerta que, de maneira geral, as regiões mais críticas são o Norte e o Jequitinhonha-Mucuri. “Essas áreas, além de dependerem muito economicamente do clima, estão muito expostas às alterações climáticas e apresentam baixa capacidade de adaptação”, alerta.

Ainda segundo o gerente, o estudo identifica cinco eixos de atuação prioritárias para elaboração de políticas públicas que visam a diminuir alguns graus dessa vulnerabilidade e buscar um planejamento territorial que propicie a adaptação. A proposta de Estratégia de Adaptação Regional, com base nas conclusões do estudo, foi apresentada também ao Conselho Estadual de Política Ambiental, que a considerou um importante avanço no combate às mudanças climáticas na esfera estadual.
 

Para ter acesso ao estudo completo clique aqui

 

 

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