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Geração Distribuída

Wilson Pereira Barbosa Filho

Engenheiro Civil, especialista em Direito Ambiental e mestre em Gestão e Auditoria Ambiental.

 

A maneira organizacional adotada pelo sistema elétrico e obedecida ao longo de sua história consiste em grandes centrais de geração e uma extensa rede de linhas de transmissão e distribuição, conhecida como geração centralizada de energia.

Quando a demanda de energia aumenta, a resposta é um aumento da geração, porém quando a demanda excede os limites da capacidade do sistema, a solução adotada é sempre a construção de novas unidades de geração, e por derivação o aumento do transporte e distribuição dessa maior energia comercializada.

O conceito de Geração Distribuída advêm do questionamento dessa forma de planejar a expansão da oferta de eletricidade do setor elétrico, aliada a introdução no mercado de novas tecnologias que reduzem significativamente o custo da energia produzida, localizadas próximas dos centros de carga. A GD pode ser definida como o uso integrado ou isolado de recursos modulares de pequeno porte por concessionárias, consumidores e terceiros em aplicações que beneficiam o sistema elétrico e ou consumidores específicos.

Existem diversos conceitos afins, porém trazem em comum: a proximidade com a região de consumo; a localização próxima ao cliente; quando o local for fora do alcance da rede distribuída são chamados sistemas isolados; a produção em pequena escala, possibilitando conexão próxima aos diversos pontos da rede elétrica; potência reduzida; e emprego de diversas tecnologias. As vantagens atribuídas à GD são nesse estudo contempladas pela temática da sociedade, do meio ambiente e do setor elétrico.

Do lado da sociedade: qualidade e confiabilidade superiores do abastecimento; aumento da confiabilidade do suprimento aos consumidores próximos à geração local; contribuição para o aumento do mix da geração, levando a um maior segurança do suprimento energético; geração de empregos; contribuição para o desenvolvimento local, devido ao uso de recursos próprios da região.

Do lado do meio ambiente: contribuição na redução das emissões de GEE e para a mitigação da mudança climática; minimização dos impactos ambientais, pela redução das necessidades de grandes instalações de geração de cargas e extensas linhas de transmissão; diminuição do uso de fontes de energia não renováveis; diminuição do desmatamento; e possibilidade de melhorar a eficiência energética.

Do lado do setor elétrico: reduz os custos, adia investimentos em subestações de transformação e em capacidade adicional para transmissão, além de reduzir perdas nas linhas de transmissão e distribuição, perdas reativas de potência e estabilidade na tensão elétrica; tende a ampliar o número de agentes geradores e participantes do setor elétrico, distribuídos regionalmente; atendimento mais rápido ao crescimento da; diminuição da dependência do parque gerador despachado centralizadamente; agilização no atendimento ao crescimento da demanda, inserindo menor prazo e menor complexidade no licenciamento e na liberação para implantação dos projetos; redução dos riscos de planejamento; e a contribuição para a abertura do mercado energético, com a criação de regulamentação jurídica própria, que podem representar uma grande oportunidade comercial.

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