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:: Gestão e Tecn. da Informação

A proteção de informações e tecnologia nas empresas

Arnaldo Conde Filho

Especialista em Análise de Informações pela Escola Nacional de Informações (Brasília/DF).

Muda-se a época, mudam-se as necessidades. A algum tempo atrás, nossas empresas não se preocupavam com a proteção dos seus processos de fabricação, seus equipamentos, suas instalações de produção e administrativas, com o controle das informações técnicas e estratégicas da empresa, com sua tecnologia. Isto porque , sem os incentivos de mercado e do governo para desenvolver tecnologias próprias, era mais fácil e econômico apenas fazer o que já se conhecia, sem inovações ou custosas pesquisas. A prática da produção em série estava sedimentada e seus procedimentos eram de conhecimento geral. Por isso, não havia o que resguardar.

A implantação dos Programas de Qualidade, a pesquisa e lançamento de produtos novos, a estabilização da economia e a enorme porta do Mercosul deixaram as empresas mais dispostas a se aproximarem dos seus fornecedores -onde a parceria virou necessidade-, dos clientes -que estão cada vez mais exigentes- e dos prováveis parceiros, que terão propósitos afins. Para isso, passa-se a trabalhar não só com os produtos, mas com as informações da empresa. São conhecimentos de todas as áreas, que antes não eram manipulados e hoje são instrumentos importantes para planejar, para executar políticas de parcerias, de administração dos fornecedores e das projeções para o futuro.

Questões como: até onde meu fornecedor deve saber do processo de fabricação do meu produto? Se o diretor da minha empresa se demite, como controlar os conhecimentos que levou consigo? Meu parceiro deve saber tudo sobre a tecnologia que domino?

Nossas empresas não têm a "cultura da segurança". Quando falamos em segurança do patrimônio, associamos imediatamente à imagem do vigilante, do controlador da portaria, daquele setor que só dá despesas e nenhum retorno. Outro erro muito comum é se achar que, como a empresa tem vigilância, tem segurança e, como tem vigilância, a responsabilidade da segurança é dos vigilantes.

Segurança do patrimônio deve ser compreendida como sistema de proteção e prevenção do qual dispõe a empresa para resguardar as instalações, equipamentos, tecnologia, processos de fabricação, informações e pessoal. Se é sistema, deve ser ancorado numa minuciosa avaliação dos riscos a que está exposta a empresa sob todos os aspectos e a partir daí adotar um procedimento pré-determinado de conduta. Isto requer o engajamento de todos os empregados e dirigentes, porque tem que se compreender que a segurança é motivo de preocupação de todos que nela trabalham, é ação de equipe, e não se admite meio termo. Ou é eficiente ou não existe.

Sentir-se em segurança é extremamente benéfico porque os trabalhadores percebem que estão protegidos, que trabalham num ambiente controlado e que o produto que fabricam está protegido dos "piratas", que não podem reproduzir e portanto competir com melhores preços. Aí se garante o emprego e o salário. Cabe ao administrador compreender a necessidade de encarar o serviço de segurança como mais um processo de apoio à fabricação de seu produto e tratar de estabelecer qual a abrangência que pretende dar ao setor, de acordo, e utilizando os meios que sua empresa dispõe.

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