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:: Gestão e Tecn. da Informação

O desafio de governar

Edgar D'Andréa

Sócio da empresa de consultoria Pricewaterhouse Coopers, da área de gerenciamento de riscos.

Governança de TI está diretamente relacionada com o objetivo de obter melhorias no desempenho da tecnologia no âmbito corporativo, envolvendo a adoção de uma série de guias para influenciar o comportamento empresarial e direcionar as atividades de TI. Não se trata de uma fórmula mágica de substituição por uma nova forma de gerir e, sim de uma ferramenta que pode auxiliar as organizações no alcance de melhorias relevantes.

Os CIOs têm questionado os seus gerentes sobre preocupações relacionadas ao tema. Preocupam aos executivos o conhecimento dos envolvidos sobre os riscos, sistemas, controles e a segurança da área de TI; o nível de profundidade adequado para se estabelecer controles - e se o benefício justificaria o custo; os fatores críticos de sucesso de TI neste contexto; os indicadores de bom desempenho da área de tecnologia e da organização; os riscos do não atendimento dos objetivos, e como a corporação faria para medir e comparar seus resultados com os concorrentes.

Um dos grandes desafios da Governança de TI é o estabelecimento de indicadores, de medições e de escalas de comparação que permitam à gerência definir e acompanhar as diretrizes estabelecidas. Existem no mercado vários modelos e metodologias que orientam as organizações para este desafio. O framework do CobiT, por exemplo, estabeleceu um guia denominado Diretrizes da Gerência, contendo:

- Elementos para avaliação de desempenho, que permitem estabelecer instrumentos de medição de resultados e das diretrizes de produtividade para todos os processos de TI;

- Relação de fatores críticos de sucesso, mostrando as melhores práticas não técnicas para cada processo de TI;

- Modelo de maturidade para os processos de TI, servindo de orientação nos processos de benchmarking e de tomada de decisão.

Os principais elementos definidos no documento, que servem para a manutenção do controle da informação e dos respectivos processos e tecnologia, são: modelos de maturidade, fatores críticos de sucesso, indicadores-chave de metas (KGI) e indicadores-chave de desempenho (KPI). Os modelos de maturidade servem para análise da situação atual dos processos de TI, comparando-a às melhores práticas internacionais ou com práticas de mercado ou concorrentes, além de ajudar a direcionar estrategicamente a organização em relação a TI.

Os fatores críticos de sucesso servem de guia para a implantação de controles em TI e seus processos. Tratam diretamente da administração de controles, destacando as atividades estratégicas, organizacionais, técnicas e processuais. Também estabelecem metas que aumentam a probabilidade de sucesso. Mas precisam ser bastante precisos, focados e orientados à ação. Por metas, entende-se os indicadores-chave, ou KGIs que medem o que deve ser alcançado pelo processo e o quanto isso contribui para o negócio. Tais fatores orientam-se por TI, mas são direcionados pelo negócio.

Por fim, os indicadores-chave de desempenho, ou KPIs, são uma medida de qualidade do desempenho do processo. São medidas que mostram à gerência se os processos de TI estão alcançando seus objetivos de negócio, por meio do monitoramento do desempenho dos facilitadores. Por isso permitem predizer a probabilidade de sucesso ou fracasso.

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