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A importância de criar uma cultura DevOps nas organizações

Amanda da Silva Pinto

 Pós-graduada em Métodos Ágeis e Práticas DevOps pelo Ietec.

RESUMO

Criar uma cultura organizacional, mudar paradigmas exigem das organizações uma nova maturidade, que atualmente vem sendo exigida pelo mercado e pela extrema concorrência. Entregar produtos e serviços com qualidade exigem processos internos eficientes e que gerem satisfação do cliente. Então como fazer com que o ciclo de produção não tenha falhas que comprometam todo processo? Para se criar uma cultura DevOps em desenvolvimento de software é necessária esta evolução no modo de ser das organizações. Evoluir na aplicação de melhores práticas de desenvolvimento, testes, entrega de produtos e serviços. Ao longo do tempo muitas organizações já vêm atuando e evoluindo significativamente nesta evolução. São pequenos detalhes que começaram a fazer diferença na entrega de produtos com excelência junto aos seus clientes. Desenvolver habilidades, integrar equipes, desenvolver a comunicação e adotar uma nova mentalidade faz parte de uma nova cultura que vem sendo adotada por muitas empresas desenvolvedoras. Este artigo técnico se baseará em uma abordagem qualitativa exploratória, onde dados foram coletados por meio da pesquisa bibliográfica, com identificação de artigos voltados ao contexto metodologias ágeis, práticas DevOps. Foi realizado também uma pesquisa com profissionais da área de Tecnologia – com 46 profissionais da área de desenvolvimento de software em empresas localizadas no Brasil e identificado que já existe uma grande evolução na implementação de métodos ágeis e cultura DevOps nas organizações, mas ainda temos um grande caminho a ser percorrido, já que ainda existe baixa maturidade na disseminação e implementação da cultura, entretanto existem investimentos em tecnologia, ferramentas e metodologias pelas organizações. 

PALAVRAS-CHAVE:

Métodos ágeis. Mindset ágil. DevOps.

INTRODUÇÃO

Apesar de ser novo, o movimento DevOps já está muito difundido. Ele surgiu a partir de uma necessidade fundamental: simplificar os negócios por meio de esforços coordenados e colaborativos. Em outras palavras, o DevOps é resultado dos esforços das empresas para responder com rapidez às mudanças do mercado, cada vez mais dinâmico e concorrido. Ele é uma abordagem projetada para garantir que a alta qualidade de softwares chegue aos clientes com excelência e qualidade. A mudança cultural traz consigo a cultura de confiança, da colaboração, da propriedade coletiva e do aprendizado. Sem esquecer da sinergia e da integração no time, indispensáveis para que os métodos ágeis sejam sinônimo de confiabilidade. De acordo com Pressman (2006), a agilidade pode ser aplicada a qualquer processo de software, basta que o processo seja projetado de modo que permita à equipe de projeto adaptar tarefas e aperfeiçoa–las, conduzir o planejamento, eliminar tudo exceto o trabalho mais essencial e manter simples, e enfatizar estratégia de entrega incremental. Sendo assim se torna mais fácil o engajamento da equipe para o mesmo objetivo. Para isso, trabalha-se a entrega contínua que, por sua vez, exige dos profissionais envolvidos (desenvolvedores, testadores, usuários, produtos e pessoal de operações) maior colaboração. Isso acontece por meio de múltiplas articulações. Segundo o autor Sato (2013) o time precisa estar preparado para reagir de forma proativa e resolver o problema rapidamente. Devido à natureza dessas atividades, muitos departamentos de TI possuem uma divisão clara de responsabilidades entre o time de desenvolvimento e o time de operações. Práticas de DevOps ajudam a quebrar o ciclo vicioso através da automação de processos. Inspirado no sucesso dos métodos ágeis, um novo movimento surgiu para levar a mesma linha de raciocínio para o próximo nível: o movimento DevOps. Este movimento vem quebrar a cultura tradicional onde quase não se havia interação entre equipes da TI e conforme destaca Sato (2013) o objetivo é criar uma cultura de colaboração entre as equipes de desenvolvimento e de operações que permite aumentar o fluxo de trabalho completado – maior frequência de deploys – ao mesmo tempo aumentando a estabilidade e robustez do ambiente de produção. Além de uma mudança cultural, o movimento DevOps enfoca bastante nas práticas de automação das diversas atividades necessárias para atacar a última milha e entregar código de qualidade em produção, como: compilação do código, testes automatizados, empacotamento, criação de ambientes para teste ou produção, configuração da infraestrutura, migração de dados, monitoramento, agregamento de logs e métricas, auditoria, segurança, desempenho, deploy, entre outros. Empresas que aplicaram essas práticas de DevOps com sucesso segundo Sato (2013) não enxergam mais o departamento de TI como um gargalo, mas sim como um agente de capacitação do negócio. Este estudo torna-se relevante para a prática profissional, pois trará subsídios para a compreensão e entendimento da importância da transformação cultural, crescimento da maturidade organizacional sobre os métodos ágeis e práticas DevOps, bem como conhecimento técnico sobre estes métodos. Baseando-se neste cenário da importância onde é necessário criar, transformar, desenvolver novas práticas, interagir e gerar valor, questiona-se: Então como fazer com que o ciclo de produção não tenha falhas que comprometam todo processo? O objetivo deste artigo técnico é avaliar a importância de se implementar esta nova cultura junto as equipes de TI como um todo afim de promover a sustentação do ambiente e proporcionar entregas com qualidade, rapidez e motivação a todos os envolvidos no projeto. Este artigo está organizado em seções, na seção dois será apresentada a metodologia de pesquisa que foi abordada neste artigo para sua construção e fundamentação, na seção três estão apresentadas a revisão de literatura dos conceitos que nortearam os estudos, na seção quatro são demonstrados os resultados e discussão para reflexão e na seção cinco é apresentada a conclusão e as limitações de estudo e recomendações de continuidade. 

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