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SMART GRID NO BRASIL: De oportunidade a necessidade

Guilherme Augusto Santiago Tavares

 Pós-Graduado em Transformação Digital e Gestão de TI pelo Ietec

RESUMO

De tempos em tempos a humanidade passa por uma revolução tecnológica, a história demonstra isso. Talvez para facilitar os historiadores, ou quiçá, os aprendizes, alguns destes períodos foram rotulados como as famigeradas revoluções industriais. Diga se passagem que agora fora alcançada a sua quarta versão e cada vez mais afastados do domínio romano a terminologia IV deu lugar a um contemporâneo 4.0, que reúne um conjunto de tecnologias trabalhando de forma integrada e colaborativa. Este cenário alcança não só a indústria, mas toda uma sociedade conectada, na qual novas terminologias são cotidianamente inseridas na vida das pessoas. Para suportar essa crescente demanda mais do que nunca a energia elétrica figura como um dos atores principais. Este artigo apresenta uma pesquisa a cerca da necessidade de implantação das Smart Grids como otimizador da eficiência da matriz energética brasileira na finalidade de suportar a crescente demanda por energia elétrica. 

PALAVRAS-CHAVE:

Energias Renováveis. Indústria 4.0. Smart City. Smart Grid.Transformação Digital.  

INTRODUÇÃO

Segundo o dicionário Priberam o substantivo transformação, além de outras definições pode ser reconhecido como “tornar diferente do que era”(TRANSFORMAÇÃO, 2018). É irrevogável o reconhecimento de que o tempo presente se tornou dos períodos mais significativos da história da humanidade, período este marcado pelo exponencial. Superando às expectativas dos mais otimistas, empresas tornam-se gigantes da noite para o dia, seus gráficos de faturamento assim como o alcance dos serviços e produtos ofertados possuem o exponencial como sua melhor representação. Especialistas apontam que o número das informações geradas nos últimos anos superam todo o conteúdo mensurável produzido desde que se tem conhecimento da história da humanidade, sim, são números assustadores. Ainda falando em humanidade, conforme a ONU (2017), Organização das Nações Unidas, os consideráveis 5,3 bilhões de habitantes em 1990, hoje são impressionantes7,6 bilhões que nos próximos 30 anos deve se aproximados 10 bilhões de habitantes. Os números por si só provam que tudo está se tornando bem diferente do que era, ou seja, a humanidade tem passado um período de plena transformação. Como suporte a esta transformação a tecnologia e inovação se lançam, por que não, como o motor e o combustível das soluções para as crescentes demandas da humanidade. Este contexto demonstra uma sociedade conectada e crescente, sobretudo, em necessidades. Segundo o Gartner(2017) os dispositivos conectados já superaram a marca de 8,4 bilhões e tendem a crescer aproximadamente 240% até 2020.Todos estes dispositivos requerem energia para seu funcionamento e cada vez mais os recursos naturais são mais escassos, forçando a humanidade a buscar alternativas para otimizar o uso destes recursos e prover soluções alternativas e sustentáveis. Será que o Brasil está preparado para isso? Como anda a matriz energética brasileira? Num mundo “novo” as expressões também são novas, tornando-se cotidiano as junções dos mais diversos substantivos ao adjetivo Smart, que quer dizer inteligente em inglês. É comum lidarmos com as expressões: Smart TV, Smartphone, SmartWatch, dentre outros. Outras terminologias que também se juntam a estas são:Smart City e Smart Grid. Smart City, nada mais é que a Cidade Inteligente, conceito em fase de experimentação em diversos locais no mundo. Já Smart Grid, é a terminologia adotada para as redes elétricas inteligentes, solução que pretende romper com o modelo tradicional de geração e fornecimento do insumo energia. O sistema elétrico consiste em produzir, transportar e distribuir este recurso. Embora muitas pessoas não saibam, conforme o Ministério de Minas e Energia (2017) o Brasil detém uma das maiores matrizes de energia limpa e renovável, sendo o 4° no ranking mundial no consumo deste tipo de energia. Mas o que torna o Brasil tão competitivo neste setor? A resposta é simples, suas dimensões continentais e seu privilegiado posicionamento entre os trópicos fazem com que o Brasil disfrute de ventos, água e sol durante todo o ano diversificadamente conforme suas regiões. O potencial produtivo é indiscutível, mas qual o grau de inteligência das redes brasileiras? Qual benefício o Smart Grid pode gerar? Quais os desafios para desenvolver e implantar este conceito? Estas são algumas perguntas a que este artigo se propõe a colaborar com as respostas.

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