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:: Editorial

O momento ideal

Ronaldo Gusmão

Diretor executivo do Ietec e coordenador geral da Ecolatina - Conferência Latino Americana sobre Meio Ambiente e Responsabilidade Social.

Por mais que se pregue a qualidade, o que é sabido na prática é infinitamente pouco, diante do que realmente é necessário fazer. Consciência não se muda da noite para o dia e a prática é bem mais árdua do que os belos conceitos aprendidos nos manuais.

Quem domina a cena são os otimistas, quando vislumbram que o futuro será melhor e que as mudanças de mentalidade fortalecidas nos anos 90, irremediavelmente, não podem voltar atrás. Se algo não for feito agora, o tempo continuará correndo, como sempre fez, indiferente àqueles que insistem em permanecer onde estão.

Faz-se necessário tomar fôlego para vencer os poucos anos que separam a humanidade do século 21. Despertados do sono profundo que acometeu todo o país nos anos 80, somos chamados a recuperar o tempo perdido. E ainda há tempo porque, segundo os entendidos, esta é a melhor época para se estar vivo.

As definições aprendidas no passado sobre o que vem a ser gerenciamento empresarial, analfabetismo, relações empregado/empregador, bens renováveis e empresa de sucesso não são mais as mesmas. É emergente agora aprender estes novos conceitos e, mais do que isso, exercitar o aprendizado.

As comunidades mundiais entenderam que através da união seu poder seria maior. Felizmente o Brasil encontrou seus pares e, a exemplo do Nafta, da Unidade Européia e dos Tigres Asiáticos, criou o Mercosul, em uma pretensão de transpor fronteiras econômicas e vencer os entraves do subdesenvolvimento.

Vivemos em um país contrastante, que sabe ser de Primeiro Mundo mas que também exibe traços típicos de "quarto mundo". Nas pequenas coisas, infelizmente, ainda é nítida a falta de procedimentos mínimos de qualidade. Falta gentileza urbana, atendimento cordial nos balcões de lojas, informações precisas, consciência para não sujar as ruas, respeito ao trânsito e, acima de tudo, respeito e consideração às leis da natureza.

As recomendações dos especialistas são idênticas e remetem para o mesmo ponto, visto como o princípio de solução para todos os males: a educação. Somente assim será possível tanto reverter o quadro social como recuperar o atraso tecnológico em que o país ainda se encontra perante outras nações do mundo.

Nada se aprende que não seja aproveitado. Abrir mão de algumas horas para treinamento é ganho na certa. Ouvir experiências é queimar etapas. Mais cedo ou mais tarde tudo o que se aprende é utilizado. E são nessas horas que agradecemos por ter tido o senso de oportunidade, quando ela nos chegou às mãos.

 

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