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:: RH

Gerenciamento racionalizado

Soraya Cristina Gervásio dos Santos

Diretora da Contarh - Consultoria e Treinamento em Administração de RH. Coordenadora do curso de Pós Graduação Gestão de Serviços do IETEC.

Conceder mais autonomia aos empregados em suas funções tem provado ser uma das soluções mais inteligentes para alcançar o sucesso. Ninguém melhor do que o próprio funcionário responsável por uma tarefa para dizer de que forma ela deva ser executada.

Quem está no dia-a-dia das rotinas, obviamente, está mais apto para apresentar sugestões de melhorias e planejamentos mais racionais. As equipes de trabalho autogerenciáveis são mais ágeis e, até por isso, mais motivadas. Satisfação para quem trabalha, menores custos e mais competitividade para quem emprega.

Autogerenciamento não significa, no entanto, um trabalho sem orientação, equipes acéfalas. Pelo contrário: a fiscalização é geralmente mais rigorosa, porque é realizada por todos os integrantes.

Em nossos contatos com algumas empresas que pensam estar adotando a filosofia das equipes autogerenciáveis, temos observado que estão, na verdade, utilizando a prática de delegar funções aos seus subordinados, sem se preocupar em acompanhar o desenvolvimento do trabalho. Este é um grande risco que as empresas precisam ficar atentas. Não é aconselhável que o trabalho corra solto, até porque as pessoas precisam de uma orientação para se sentirem mais seguras e para que o produto final seja de qualidade e mantenha o padrão da organização. Não basta delegar sem fixar as regras.

É importante que se mantenha um controle sobre o trabalho de equipe. A autonomia das equipes é garantida a partir de uma negociação das atribuições feita, democraticamente, por todos os integrantes. Todos devem saber quais são as responsabilidades de cada um e cuidar para que o trabalho seja desenvolvido da melhor maneira possível.

O controle do processo produtivo traz tranqüilidade para todos os envolvidos. Isso deve ser observado, também, quando as empresas decidem optar por outra forma de trabalho: a tão propagada terceirização. Muitos acreditam que essa é uma fórmula mágica de reduzir custos e transferir responsabilidade para fora das dependências da empresa. Ledo engano!

A terceirização deve ser analisada como uma parceria, uma associação entre duas empresas que têm um mesmo interesse: garantir o atendimento de um cliente comum. E somente com esse enfoque ela pode dar certo. Antes de demitir pessoal para optar por esse tipo de parceria, as empresas precisam tomar certas precauções.

A primeira e principal é fazer uma avaliação profunda sobre os pontos positivos e negativos da decisão. A terceirização deve ser um caminho utilizado para racionalizar as atividades e não apenas reduzir custos com a folha de pagamentos. Usada simplesmente para demitir pessoal, ela provoca sérios problemas na organização. O mais grave: a insatisfação e o medo dos que ficaram na empresa.

Quando o funcionário se sente ameaçado no emprego, sem dúvida seu desempenho piora. Se essa ameaça atinge boa parte do pessoal, a produtividade da organização se abala. Decidido que o caminho a ser tomado é realmente a terceirização, é claro que o melhor é aproveitar, nessa parceria, o pessoal é dispensado.

O processo deve ser transparente e todos na empresa devem tomar conhecimento dele. Quem fica, se sente mais seguro e respeitado e, certamente, isso influirá positivamente em seu trabalho e no sucesso da terceirização. Nem sempre, entretanto, que é um funcionário exemplar torna-se um empresário de igual valor. Há características preponderantes que diferenciam as duas posições.

Para se tornar um empresário de sucesso, é imprescindível que a pessoa tenha um espírito transformado, que goste de testar suas idéias. O perfil do empregado, geralmente, é mais voltado para a construção, a colaboração e a adaptação a sistemas em testes ou já testados.

Com a redução do nível do emprego, há uma tendência de desempregados montarem seus próprio negócios. Alguns optam por trabalhar por conta própria, analisando apenas seu sucesso profissional como empregado, às vezes iludindo-se , pensando que é financeiramente mais vantajoso ter sua própria empresa. Não é por acaso que 80% das novas empresas fecham suas portas antes do primeiro ano de atividade e 92% não sobrevivem a cinco anos.

E na hora de escolher uma empresa para terceirizar, é importante observar que as responsabilidades de um empresário vão muito além de dominar sua especialidade. Ele precisa acompanhar todo o funcionamento da organização e cuidar do bem-estar de seus empregados. Atravessar crises conjunturais e garantir a continuidade no mercado.

Preocupações que nem todos querem ou estão preparados para passar.

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