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:: Gestão de Negócios

Identificação das influências econômicas, em conseqüência da duplicação da BR 262, entre Belo Horizonte a Nova Serrana

Rodrigo Vaz

Pós-graduado em Gestão da Logistica pelo Ietec.

Resumo 

A duplicação da rodovia BR 262 faz parte do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento lançado em janeiro de 2007, essa obra está orçada em R$ 375 milhões e será dividida em três lotes, Betim a Pará de Minas, Pará de Minas a Igaratinga e Igaratinga a Nova Serrana.

Desde 2005 os mineiros esperam com a melhoria das rodovias federais, de acordo com o governo federal, em 2007, irá investir R$ 1 bilhão em rodovias federais que cortam em Minas, recursos previstos no PAC.

Numa perspectiva econômica, os mineiros esperam que concretizarem a obra na  região centro oeste de minas, com a duplicação da rodovia BR 262, poderá escoar melhor suas cargas, tanto para região metropolitana de Belo Horizonte até Nova Serrana com isso, os investidores terão interesses em investir em na região beneficiada.

É fundamental que o esforço pela concretização do PAC não se dissipe, pois o Brasil está cansado de discurso e promessas vazias. O início deste segundo mandato do presidente Lula foi marcado por uma enfática cobrança da sociedade no sentido da imediata recuperação da infra-estrutura de transporte, prometida na primeira campanha presidencial do PT e até hoje não realizada.

O Brasil vive já há algum tempo sob ameaça de um apagão logístico. Em virtude da omissão dos últimos governos nessa área os produtos nacionais estão perdendo competitividade no comércio internacional, pela falta de estradas, ferrovias e portos em condições adequadas de operação, o que tem afetado, por tabela, os investimentos privados em infra-estrutura.

1- INTRODUÇÃO

Identificação das influências econômicas, em conseqüência da duplicação da BR 262, entre Belo Horizonte e Nova Serrana.
 
Levantamento da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e indústria de base, a Abdib, revela que o setor de transportes, em geral, investiu em 2006, apenas um terço do necessário para recuperar rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
O relatório informa que a deficiência do setor deve ter custado12% ao PIB, perdas da ordem de R$ 252 bilhões, o que significa, para cada R$ 1 real não aplicado, R$ 17,00 reais é perdido numa conta feita pela Fiesp.
 
BR 262 faz parte dos corredores de transporte, ligando estados com o Mato Grosso e Goiás, ao noroeste de Minas Gerais, facilitando o escoamento das riquezas para a região portuária de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.
 
Segundo Departamento de Infra-Estrutura de Transporte, Dnit, aproximadamente 4 milhões de mineiros irão beneficiar com a obra. A obra irá beneficiar vários municípios de Belo Horizonte, Contagem, Betim, Juatuba, Mateus Leme, Florestal, Pará de Minas e Nova Serrana. Fluxo de veículo diário entre Betim a Nova Serrana gira em torno de 35000 veículos.
 
Em fevereiro de 2007, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, autorizou, em Pará de Minas a abertura do processo de licitação das obras de restauração e duplicação da rodovia BR 262, entre Betim e Nova Serrana, que será duplicada aproximadamente 84 km. De acordo com Diretor Geral do Dnit, Mauro Barbosa, a obra esta orçada em aproximadamente em R$ 375 milhões.
 
A obra foi dividida em 3 lotes, sendo que o 1º lote está entre Betim e Pará de Minas, abrangerá 31km da rodovia com um valor de R$ 155 milhões. O 2º lote prevê a duplicação entre Pará de Minas e Igaratinga, está orçado R$ 133 milhões, duplicando 26 km. O 3º lote entre Igaratinga e termina próxima a Nova Serrana, será duplicado 27 km e está avaliado em R$ 87 milhões. A figura 1 mostra o trecho da obra de duplicação.
 
Além da obra de duplicação no edital de licitação estão previsto investimento de R$ 50 milhões, para construção e recuperação de pontes, viadutos e passarelas.
 
A duplicação da rodovia BR 262 faz parte do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento lançado em janeiro de 2007. Para o diretor Geral do Dnit, a rodovia é importantíssima para o desenvolvimento econômico do estado. “Está rodovia é um corredor estruturante de transporte que liga a região centro-oeste, passando por Minas Gerais, à região portuária do sudeste”, enfatizou.

Ainda na área de infra-estrutura viária o governo de Minas terminará estudos para a implantação do projeto de corredores radiais de integração e desenvolvimento que tem como objetivo reduzir os custos de transporte e melhorar o tráfego que convergem para a região metropolitana de Belo Horizonte, BR 040(trechos de Belo Horizonte – Juiz de Fora e Belo Horizonte – Sete Lagoas); BR 381(Trecho de Belo Horizonte – João Monlevade – Governador Valadares); BR 262( Trecho entre Betim – Nova Serrana – Araxá – Uberaba); MG 050( Trecho entre Belo Horizonte – Formiga – Passos).

O secretário Agostinho Patruz informa que prevê melhorias na realização das obras, duplicação, adequação e recuperação em trechos de estradas consideradas como “gargalos” para o sistema de transporte.

Conforme noticiado pelo Jornal O TEMPO (2007), durante uma solenidade na Fiat Automóveis em Betim, o presidente da Fiat para América Latina, Cleodomiro Belini, descartou qualquer possibilidade de erguer, no curto prazo, uma nova fábrica na região metropolitana de Belo Horizonte, ao lado da atual planta industrial da montadora.

Segundo o executivo, novos investimentos no país poderão ser feito, somente após preencher a capacidade ociosa que existe ainda nas fábricas de Betim e Sete Lagoas onde são fabricados veículos da Iveco.

Palavras do executivo, ainda se houvesse intenção investir e crescer no Brasil, deixou bem claro que a montadora estaria de mãos atadas em função da precária infra-estrutura, sobretudo no entorno de Belo Horizonte.
 
Os gargalos existentes principalmente logísticos atrapalhariam o funcionamento do Just in Time, exercido pelos fornecedores da Fiat. Atualmente 60% do fornecimento da companhia funcionam sob esse método. Quando todas as unidades estiverem produzindo no limite, estudaremos nossas possibilidades. Levará o investimento o país que apresentar as melhores condições, que o quesito infra-estrutura contará muito para nossa, decisão, salientou Belini.
 
Com a duplicação de BR 262 entre Belo Horizonte e Nova Serrana, poderá ser um quesito a nosso favor para o investimento, levando em consideração com a duplicação irar melhorar a infra-estrutura para o transporte, facilitando o escoamento dos produtos pela rodovia. Tanto para a Fiat e seus fornecedores, desafogando a logística em torno de Betim e região e desenvolvendo o pólo automobilístico na região centro oeste de minas.
 
Segundo a Gazeta Mercantil - SP – Transporte & Logística (2007), a Confederação Nacional dos Transportes, CNT, lançou o plano de Logística para o Brasil, um conjunto de 496 projetos que nos cálculos da CNT demandam investimentos de R$ 223,8 bilhões. O plano inclui obras prioritárias para os operadores de transporte do país e abarca todas as modalidades de transportes. O presidente da entidade, Clésio Andrade, disse que o plano é mais abrangente do que o PAC e não é exagero se comparado aos investimentos feitos pela Índia, por exemplo, investiram USS 100 bilhões em transporte em 2006.
 
Desde 2005 os mineiros esperam com a melhoria das rodovias federais, de acordo com o governo federal, em 2007, irá investir R$ 1 bilhão em rodovias federais que cortam em Minas, recursos previstos no PAC. Para manutenção serão liberados R$ 541 milhões, os R$ 457 milhões restantes serão investidos em construção, adequação das estradas.
 
Numa perspectiva econômica, se o sonho dos mineiros se concretizarem a região centro oeste de minas, com a duplicação da rodovia BR 262, poderá escoar melhor suas cargas, tanto para região metropolitana de Belo Horizonte até Nova Serrana com isso, os investidores terão interesses em investir em na região beneficiada.
 
Em entrevista ao secretário de Planejamento da Prefeitura de Pará de Minas, Geraldo Nicácio, “A duplicação da BR 262” traz para o município de Pará de Minas uma perspectiva extremamente favorável em relação à economia local, pois, uma malha viária com uma condição de tráfego seguro e rápido, muito próximo a capital e num ponto estratégico em relação ao triângulo mineiro, irá aumentar a atratividade dos municípios beneficiados, principalmente para os investidores de médio e grande porte.
 
Pará de Minas hoje, já possui alto grau de atratividade devido a sua infra-estrutura urbana e localização estratégica. “A duplicação tornará esses fatores ainda mais evidentes e a nossa cidade e região mais atrativa”.
 
Conforme divulgado pela Inteligência em Gestão Logística, INTELOG, (2007), algumas empresas estão de olho nas perspectivas de investimentos do PAC, que prevê aportes de R$ 40 bilhões em saneamento básico nos próximos quatro anos, a Saint-Gobain empresa que é fornecedora de tubulações, conexões, válvulas, tampões e acessórios com a tecnologia de ferro fundido, sendo que uma de suas plantas está localizada no município da Itaúna (região centro-oeste), que será beneficiada com a duplicação da BR 262 entre Betim e Nova Serrana.
 
Segundo Inteligência em Gestão Logística, INTELOG, (2007), a Transportadora Expresso Araçatuba estará se instalando um ponto avançado em Nova Serrana, chega com a função de aprimorar o atendimento às indústrias calçadistas e de expandir a atuação da empresa nesse setor. Essa nova filial será de fundamental importância para agilizar a logística de transporte de mercadorias para as cidades do Sudeste e Centro-Oeste do país.
 

3. Metodologia
 

A pesquisa do tema foi feito através jornais, redes eletrônicas, entrevistas. De acordo com Vergara (2000), pesquisa bibliográfica é o estudo sistematizado que é desenvolvido em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, ou seja, todo material acessível ao público em geral.
 
 
Conclusão
 

Com o fim de 2007 o saldo de realizações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado no início do ano pelo presidente Lula, ficou concentrado em planejamento de obras, atração de investidores privados, estudos de viabilidade financeira e análise de impacto ambiental.
 
O PAC está saindo do papel, os municípios e os governos estaduais entregaram seus projetos, a Caixa Econômica Federal (CEF), está avaliando os pedidos de crédito e as licitações ocorrem conforme o planejado. Segundo a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, o Brasil se transforme em “um grande canteiro de obras” e promete que o PAC em 2008 ganhará ritmo.
 
 
Referências bibliográficas
 

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WROBLESKI, Antônio. As ilusões do PAC. 2007. Disponível em: < http:// www.cartalogística.com.br> . Acesso em:10 outubro 2007.

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