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TI

10ª Área do Conhecimento - Uma possibilidade a ser considerada

Paulo Gustavo Campos Amaral

Graduado em Administração de Empresas pela UFMG e pós-graduado em Gestão de Projetos pelo Ietec e em Gerência da Tecnologia da Informação pela FUMEC. Analista de Sistemas que atua como como Líder de Equipe, Analista de Sistemas e GP em projetos de sistemas de Telecom na empresa OI .

1 - Introdução


De acordo com o PMBOK 2004, existem 9 áreas de conhecimento em Gerenciamento de Projetos, sendo elas Integração, Escopo, Tempo, Custos, Qualidade, Recursos Humanos, Comunicações, Riscos e Aquisições.

Todas elas se complementam, tendo como objetivo final permitir o acompanhamento, medição e monitoramento de um projeto qualquer de forma a possibilitar maiores chances de sucesso nos resultados a serem alcançados.

O mundo de hoje está mais interativo e conseqüentemente mais rápido. Decisões devem ser tomadas com agilidade e assertividade. Produtos devem ser lançados e implantados com prazos e custos cada vez menores, garantindo a competitividade e crescimento das empresas.

O Gerenciamento de Projetos, conforme proposto pelo PMBOK, dá condições às empresas de agirem desta forma, porém surge uma possível nova Área de Conhecimento afeita aos dias atuais que é a “TECNOLOGIA”.

Popularmente “TECNOLOGIA” está associada à Eletrônica e Informática, mas ela está presente em todos os segmentos de mercado, sejam eles Eletrônica, Informática, Biologia, Psicologia (Inteligência Emocional), Sociologia (Regras de Comportamento e Relacionamento), Finanças (Mercado de Ações, Micro e Macro Economia), Comunicações (Internet, Telecomunicações, TV e Rádio Digitais), Biotecnologia (Nanotecnologia, Mapeamento de DNA, Células Tronco), Informação (Tomada de Decisões, Conhecimento de Mercado, Tendências, Culturas) dentre tantas outras.

Isto pode determinar que a “TECNOLOGIA” passe a ser encarada como uma nova Área de Conhecimento no Gerenciamento de Projetos, uma vez que ela obrigatoriamente está presente no dia a adia das empresas e é fator determinante de sucesso, ao mesmo tempo que deve ser acompanhada, medida e monitorada durante toda a vida de um Projeto, pois evolui constantemente e de forma radical em algumas situações.


2 - Desenvolvimento


Desde os primeiros Projetos que foram construídos empiricamente sem o uso de técnicas até os atuais tais como as defendidas pelo PMBOK, sempre tiveram a “TECNOLOGIA” como uma ferramenta facilitadora, seja através de fórmulas matemáticas na estimativa de custos e prazos, seja nas comunicações através de telégrafos, telefones, cartas, emails.

A grande mudança existente nos nossos dias é que a evolução do conhecimento humano se expandiu a tal ponto que não há como gerenciar um projeto de forma competitiva e controlada sem o uso adequado de técnicas específicas da área de “TECNOLOGIA”.

O uso destas técnicas de “TECNOLOGIA” não se limita mais a “ferramentas”. Estas técnicas, enquanto “conceito”, “regras”, “entradas” e “saídas” precisam ser metodologicamente estruturadas, de forma a viabilizar um caminho a ser seguido e documentado, tal qual é feito pelo Guia PMBOK para todas as atuais 9 Áreas de Conhecimento.

Desde a Idade Média as religiões competem entre si , buscando o maior número de seguidores possível. A Igreja Católica nos dias de hoje, passa por uma “crise” exatamente em função das possibilidades disponibilizadas pela “TECNOLOGIA” onde postura, comunicação, rapidez e democratização da informação e velocidade nas decisões, está se colocando como um empecilho às antigas doutrinas de comportamento e atitudes.

Hoje o jovem questiona todas as informações recebidas, estando sobrecarregado de atividades, acostumado a idéias consistentes, comprováveis e rápidas, não tendo mais o tempo e paciências necessárias para seguir a doutrina católica tradicional.

Visto isto, os Papas, desde Papa João Paulo II, e atualmente Papa Bento, percebendo esta mudança de comportamento, passaram a peregrinar pelos diversos países do mundo, se fazendo presentes e levando suas doutrinas de forma a reacender a crença na Igreja Católica. Certamente todo este trabalho vem da elaboração de um Plano, que nada mais é do que a implementação de um Projeto de médio/longo prazo.

É impensável que o Vaticano, tal qual uma empresa, não tenha planejado, formatando um Escopo com Prazos, Custos e Qualidade definidos a serem obtidos. Neste Projeto, entra a “TECNOLOGIA” que mesmo sem estar formalmente estruturada no Plano do Vaticano, é uma preocupação constante que é planejada, medida, monitorada e revista a cada etapa.

A forma como um Papa se dirige a seus fiéis ou possíveis fiéis nos diversos países do mundo tem que ser planejada, utilizando informação adequada e atual, meios de comunicação que atinjam aquela comunidade especificamente, meios de transportes adequados, riscos calculados detalhadamente, custos e prazos com seus devidos cronogramas preparados, sob a pena de ser a diferença entre a Paz e uma 3ª Guerra Mundial. Sem a “TECNOLOGIA” correta e adequada a cada situação, este Plano de Projeto não seria eficaz o suficiente.

Empresas hoje estão investindo no mundo virtual de forma a apresentar seus produtos ou mesmo utilizar internamente o meio virtual como metodologia de reuniões. Um exemplo real disto é o Game da Internet chamado “Second Life”. Nele as pessoas simulam situações e vivências que estão se tornando parte do dia a dia.

Esta mudança no mundo atual é tão radical que o “Second Life” não é apenas um Game de entretenimento. Ele influi em aspectos de todas as áreas do conhecimento, influenciando na postura, relacionamentos, comunicações, prazos, custos, risco, etc, e principalmente nesta nova visão de “TECNOLOGIA”.

A única forma de estruturar um projeto de sucesso numa empresa será se formalmente as diversas “TECNOLOGIAS” forem avaliadas, mapeadas, planejadas e documentadas, permitindo medições, monitoração e controle.

Em 2004 o milionário Sul-Africano Shutleworth foi o segundo homem não astronauta, a participar de uma viagem espacial. Hoje ele divulga o Sistema Operacional “Ubunto” que roda sob o “Linux”, representando a maior ameaça real ao poderoso Sistema Operacional “Windows” da Microsoft”.

Um Projeto desta envergadura tem provavelmente objetivos em comum, pois a viagem espacial permitiu ao mundo conhecer o empresário, para que no passo seguinte seu Sistema Operacional pudesse ser apresentado como alternativa viável aos milhares de micros no mundo. Mais uma vez, a possível área de conhecimento “TECNOLOGIA” teve que ser bem analisada, avaliada, medida e monitorada de forma independente das outras 9 áreas do conhecimento, da mesma forma como cada uma delas é utilizada: Independentes porém inter-relacionadas.

Comparando o Projeto “VIDA” de um indivíduo que nasceu no interior do Brasil para o qual o Plano de Gerenciamento é simplesmente o nascer, crescer com uma infância saudável, estudar, iniciar uma atividade qualquer, casar, ter filhos, envelhecer e morrer, e o Plano de Gerenciamento de outro indivíduo, até mesmo da mesma cidade, mas que planejou seus estudos (graduação, MBA, Mestrado), definiu escopo de trabalho (no Brasil ou fora), casamento (planejamento familiar, solidificação da carreira primeiramente), entre outros, com os meios adequados e disponíveis de “TECNOLOGIA” (inteligência emocional no relacionamento com os pais, postura perante a sociedade, definição de prazos e custos, meios de comunicação, etc), podemos dizer que para o segundo indivíduo as probabilidades de sucesso (financeiro / emocional) são maiores.

Porém, parafraseando o Professor do IETEC Luiz Henrique Tadeu R. Pedroso, “ela será uma pessoa mais infeliz”  isto porque ao adquirir conhecimentos em Gerenciamento de Projetos, ela saberá avaliar o quão importante é aplicar estes conhecimentos para conseguir resultados esperados, enquanto o primeiro indivíduo, em sua “ignorância”, não tem como avaliar as perdas e ganhos ao longo de sua “VIDA”.


3 - Conclusão


“TECNOLOGIA”: este pode ser o maior aliado do Gerente de Projetos que se estiver adequadamente considerado em seu Plano de Projeto, poderá significar a diferença entre o sucesso e o insucesso.

Analisando detalhadamente qualquer Projeto atual, poderemos verificar que com o conhecimento adequado das “TECNOLOGIAS” disponíveis e as “TECNOLOGIAS” emergentes, o sucesso do Projeto será muito mais duradouro, consistente e vantajoso.


4 – Bibliografia


MASI, D. Como atingir um trabalho “de qualidade”. Revista Época, São Paulo, v. I, n.468, p. 58, mai. 2007.

PADILLA, I. Mais perto dos católicos. Revista Época, São Paulo, v. I, n.469, p. 36-41, mai. 2007.

SIQUEIRA, E.;SHIMIZU, H.;ZORZANELLI, M. O que vem por ai. Inovação. Revista Época, São Paulo, v. I, n.471, p. 59-84, mai. 2007.

VASCONCELOS, L. A fronteira final? Revista Época, São Paulo, v. I, n.472, p. 74, jun. 2007.

AZEVEDO, S. O arcebispo da era digital. Revista Época, São Paulo, v. I, n.472, p. 104-105 jun. 2007.

PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. ANSI/PMI 99-001-2004: Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos(PMBOK), 3. ed. [sl], 2004.

WIKIPÉDIA. Gerência de Projetos. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Ger%C3%AAncia_de_projetos >. Acesso em: mai. 2007.
 

 

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