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RH/Liderança/Comunicação

Liderança em gerenciamento de projetos

Luiz Fernando Costa Nonato

Pós-graduado em Gestão de Projetos pelo Ietec.

Resumo

O trabalho tem como objetivo expor os itens desejáveis que um Gerente de Projetos como líder deve ter. Discutindo sobre características de um líder, estilos e funções de liderança.
 

Introdução


O fator liderança adquire atualmente importância fora do comum, principalmente, dentro do contexto organizacional. As empresas podem ser consideradas como predominantemente formadas de grupos de pessoas que precisam ser coordenadas em seus esforços individuais, a fim de que as metas e os objetivos comuns sejam alcançados (BERGAMINI, 2005). Vejam, estamos falando de um Gerente de Projetos, figura esta que deve conhecer e desenvolver os itens, ainda que de forma abrangente, apresentados a seguir.


Líder e Liderança


Líder é aquele que consegue os resultados esperados através de outras pessoas e liderar é fazer com que os outros façam voluntariamente o que você quer que façam. O atual líder não dá ordens, controla e pune. Ele colabora, orienta, desenvolve conhecimentos e habilidades (JORDÃO, 2004). 

Alguns princípios de liderança: Conhecer a si mesmo; Explicar-se, várias vezes se necessário, até que as pessoas entendam aonde você quer chegar; Exija o máximo sem medo, pois exigir o melhor é um pré-requisito para obtê-lo; Procure obter consenso antes de uma decisão, pois isto irá mobilizar aqueles dos quais você depende após a tomada da decisão; Procure estar no lugar certo: para usar seu potencial de liderança é necessário que você combine seus objetivos e talentos à organização certa.


Estilos de Liderança


Existem diversos estilos, seria um erro afirmar que um estilo é melhor que o outro, porque cada um deles é mais vantajoso em determinada situação.

- Líder Facilitador: Ajuda as pessoas a identificar seus valores e interesses.

- Líder Participativo: Colaboradores contribuem com as decisões.

- Líder Servidor: Atua ajudando a equipe onde for necessário, dando exemplo de como deve ser feito e não simplesmente mandando fazer.


Liderança Situacional


O conceito de liderança situacional se baseia no princípio de que o estilo de liderança a ser utilizado depende mais da situação que da personalidade do líder. Não há um perfil ideal de líder, nem um estilo ideal de liderança e sim um estilo ideal a cada situação. Assim, o líder precisa ter sensibilidade situacional, isto é, precisa perceber o que se passa à sua volta, para utilizar a dimensão apropriada do seu estilo básico, o que é considerado como flexibilidade de estilo (REDDIN, 1989).

Desse modo, devido à falta da percepção, algumas pessoas são líderes em algumas situações e não o são em outras.


Qualidades essenciais para ser um líder


Pode-se ser um Gerente e não conseguir ser um líder de equipe, para unir as duas atribuições, algumas características são fundamentais em um líder. Deve-se possuir as virtudes esperadas ou requeridas pela equipe de trabalho (JORDÃO, 2004).

- Integridade: Qualidade fundamental, através dela as pessoas passam a acreditar e a confiar no líder.

- Motivação: É a capacidade de definir metas pessoais e perseguí-las com energia, entusiasmo e comprometimento com o trabalho.

- Empatia: Habilidade para perceber as reações de outra pessoa.

- Imparcialidade: Líderes eficientes não devem ter favoritos, tratar as pessoas de forma igualitária e imparcial.

- Competência: Para ter o respeito da equipe o líder precisa demonstrar competência técnica e administrativa.

- Criatividade: Capacidade de criar com antecipação, novos planos ou linha de ação.

- Humildade: Saber ouvir e procurar ver como ajudar a todos para juntos crescerem.

Não se consegue ter todas as características, o que um bom líder deve fazer é potencializar as boas características e desenvolver aquelas que julga serem seus pontos fracos.
 

As Funções de Liderança


“Líder é o indivíduo no grupo, a quem é dada a tarefa de dirigir e coordenar as atividades” (FIEDLER, 1967). Para tal, ele precisa cumprir certas funções.
Definição da tarefa: As pessoas que integram a equipe têm noção sobre o que deve ser feito, porém faz-se necessário que o objetivo da tarefa seja claro, realista, possível de ser avaliado e limitado quanto ao tempo. Sem estes objetivos a equipe pode chegar perto sem, no entanto, obedecer aos prazos e aos custos. Cabe ainda ao líder esclarecer por que e o que fazer.

Planejamento: Planejamento é uma forma de imaginar como o objetivo da tarefa será alcançado, orienta a equipe como, quando e quem faz o quê. O planejamento exige controle, que é feito comparando o idealizado com o realizado. Desta comparação o líder avalia a necessidade de alteração e correção da rota. “Tudo que é bem planejado tem maior chance de sucesso” (JORDÃO, 2004).

Instruções: “O que importa não é o que é dito, ou como é dito, porém como é ouvido” (HUNTER, 2004). Portanto a clareza na comunicação do líder é fundamental para que a tarefa seja realizada corretamente. Dar instruções é delegar, e quando o líder delega alguma tarefa a alguém, está demonstrando que confia nesta pessoa, porém é essencial que o líder dê apoio sem tirar a responsabilidade da pessoa delegada.

Controle: Através do controle é que se garante que a energia da equipe esteja canalizada para a execução da tarefa e que os recursos sejam usados de maneira correta. É mais eficaz depender do controle baseado no comprometimento da equipe do que no controle baseado na autoridade. Deste modo o líder extrai os melhores resultados com o mínimo de recursos.

Avaliação: É efetuada durante toda a execução da tarefa. Avaliação e controle andam juntos, pois toda vez que se checa o que foi realizado, o que falta para fazer ou quanto tempo gastou para concluir, está se procedendo uma avaliação. A avaliação, para ser eficaz deve ser justa e imparcial, lembrando sempre a velha máxima: Elogie em público, critique em particular.

Motivação: “Processo que desperta, dirige e mantém um comportamento que se orienta para um determinado objetivo” (GREENBERG, 1999). Para se conseguir realmente motivar as pessoas é preciso que elas conheçam as metas, os objetivos, que saibam aonde devem chegar e o porquê de quererem chegar lá. Porém para tal, o líder precisa primeiramente estar motivado para só então pensar em motivar a equipe. É desejoso que o líder procure focar as virtudes dos membros da equipe, e trabalhar para que estas sejam potencializadas. “Se você foca as fraquezas, consegue levar as pessoas até a média. Mas quando foca nos pontos fortes, no que gostam de fazer, nos seus talentos, aí você pode levá-los até a maestria” (LEIDER, 1986).

Organização: “Para ser um bom líder é necessário saber administrar o tempo, pois se precisa de tempo para pensar e para as pessoas” (JORDÃO, 2004). A forma essencial de administrar o tempo reside na organização do líder e esta deve ser uma prioridade na sua profissão, pois se o líder não souber se organizar, fatalmente isto será refletido na equipe.

Ser exemplar: Não se deve esperar que as outras pessoas ouçam o seu conselho e ignorem o seu exemplo. Líderes têm que dar exemplos. O sucesso da liderança é a credibilidade. O líder deve sempre procurar cumprir o que prometeu e não pedir a outrem que faça algo que o próprio líder não faria, enfim, um bom líder deve prezar pela ética, consolidando desta forma uma carreira sólida e respeitada.


Conclusão


Por tudo que foi exposto, nota-se que exercer o papel de líder não é tarefa fácil. Depende das percepções pessoais e situacionais, dos relacionamentos, do quesito técnico e gerencial e de toda uma gama de itens que não foram retratados no presente artigo.

É errado pensar que a pessoa nasce líder, nato, o que se defende é que para se tornar líder é preciso, de maneira contínua, muito estudo, dedicação, vontade e motivação para se alcançar a excelência e a realização profissional.

 
Referências Bibliográficas


BERGAMINI, Cecília Whitaker. Psicologia Aplicada à Administração de Empresas: Psicologia do Comportamento Organizacional. 4ª ed.São Paulo: Atlas, 2005.

GERVÁSIO, Soraya. Apostila Gestão dos Recursos Humanos. IETEC 2007

JORDÃO, Sônia. A arte de Liderar: Vivenciando Mudanças num Mundo Globalizado. 2ª ed. Belo Horizonte: Tecer, 2004.

LEIDER, Richard J.; SHAPIRO, David A. Reorganize sua Bagagem: Tire o Peso de sua Vida. 1ª ed. [S.l.]. Rocco, 1986.

REDDIN, Willian J. Eficácia Gerencial. 1ª ed. [S.l.]. Atlas, 1989.

SALADIS, Frank P.; Liderança Efetiva em Projetos. Revista Mundo PM, número 13, Ano III, páginas inicial-final: 36-41, fev/mar 2007.  

 

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