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:: Gestão de Negócios

Gestão tecnológica e inovação

Josiane Michelle Silva

Pós-graduada - MBA Gestão de Negócios pelo Ietec

RESUMO

Este artigo busca caracterizar os diferentes aspectos inerentes a Gestão Tecnológica e Inovação. São apresentados definições, interpretações e objetivos a partir do ponto de vista de diversos autores. São apresentados algumas dificuldades ao se implantar uma nova tecnologia. E algumas barreiras a serem vencidas ao querer se tornar uma empresa inovadoras: Inovação; inteligência competitiva, tecnologia.


1.0 – INTRODUÇÃO


No cenário mercadológico atual a Gestão Tecnológica e a Inovação tornaram-se fatores de competitividade para os negócios, influenciando diretamente muitos consumidores no momento da compra, da escolha do produto a ser adquirido ou implementado.

Segundo Dálcio Reis e Hélio Carvalho (2003), utilizar tecnologia ultrapassada pode tornar o produto em baixa competitividade, devido à falta de melhorias e atualização com as necessidades do mercado.

Quando a empresa não acompanha as necessidades do mercado, ela perde competitividade, pois as pessoas mudam os conceitos, querem coisas novas, sendo assim as empresas que não se atualizarem estão mais propicias a estar fora do mercado.

 
2.0 – O PLANEJAMENTO TECNOLÓGICO NAS EMPRESAS


Segundo Dálcio Reis e Helio Carvalho (2003) o planejamento tecnológico é uma das atividades mais importantes para a criação, sustentação e maximização da vantagem competitiva.

Para descrever o objetivo do planejamento tecnológico será descrito: as oportunidades de aplicação de novas tecnologias e a internalização da tecnologia nas empresas.


2.1 – Oportunidades de Aplicação de Novas Tecnologias


É importante que a empresa esteja a frente das novas tendências do mercado, porém alguns fatores irão decidir a sua permanência e sustentabilidade ou  declínio. Um fator que deve ser avaliado é: de onde vem essa tecnologia? , é de fácil acesso? ou existem muitas barreiras para a aquisição e manutenção?. Se isso não for observado você pode estar adquirindo um elefante branco, que só irá trazer grandes gastos e não atingirá o principal objetivo da empresa, que é ser competitivo.

“A empresa deve, necessariamente, avaliar o domínio do fornecedor sobre a tecnologia, o posicionamento mercadológico do fornecedor perante aos concorrentes, a variedade dos produtos, a flexibilidade dos serviços, etc.”. (REIS; CARVALHO, 2003).

Quando a empresa vai adquirir um software deve ser avaliado se este fornecedor possui assistência técnica, quem são os seus principais clientes, qual é o prazo adotado para as uptades.  Se possível visitar uma empresa que tenha adquirido algum produto deste fornecedor, e verificar se possuem uma boa assessoria e se eles mantém os prazos contratados para a implantação.

Muitas vezes um projeto se torna oneroso, devido o grande número de horas consultaria ultrapassar o acordado. Um fator essencial é a empresa definir alguns usuários chaves que estarão a par das mudanças e dos novos procedimentos, e mais é importante que o projeto seja acompanhado para evitar grandes dispêndios.


2.2 – Internalização da Tecnologia nas Empresas


Segundo Choo (2003) internalização é processo pelo qual o conhecimento explícito é incorporado ao conhecimento tácito, a internalização é facilitada se o conhecimento é captado em documentos ou transmitido na forma de histórias, de modo que as pessoas possam reviver experiências alheias indiretamente na forma de modelos mentais ou rotinas de trabalhos comuns.

A globalização abriu mercados e o uso da internet (sem fronteiras) facilitou a disseminação dos produtos e acompanhar as tendências dos países desenvolvidos. Ao adquirir uma nova tecnologia faz-se necessário pesquisar o que os países do primeiro mundo estão utilizando, pois existe uma grande tendência de se espalhar pelo mundo “modismo”. Exemplo: As tecnologias adotadas nos novos celulares.

Empresa que possuem um grande número de funcionários no processo produtivo é importante fazer uma nova avaliação de sua linha de produção, pois pode ser que ao incluir uma nova tecnologia, possa diminuir o quadro de funcionários tornando o processo mais rápido e por um custo menor.

Segundo Dálcio Reis e Helio Carvalho (2003) a vigilância tecnológica se não ocorrer agregação de valor a informação obtida, se terá maior desvantagem do método, pois não haverá exclusividade da tecnologia.

Quando necessário deve se melhorar o que já está pronto, adaptando a necessidade da empresa, “customização”. Assim fará algo novo, que ainda seu concorrente não tem. Inovar sempre.

Algumas empresas preferem copiar as tecnologias de seus concorrentes achando que assim não será necessário investir em pesquisas e desenvolvimento. (REIS; CARVALHO, 2003).

Errado é a empresa pensar que o que dando certo para uma empresa vai dar certo para ela. Deve-se primeiro analisar vários fatores, não simplesmente implantar. Muitas vezes o diferencial estar nos processos e não somente nas tecnologias. Pode ser que a cultura da empresa não se adapte a essas mudanças.

Uma vez que a tecnologia está acessível a todos, não se pode considerar uma vantagem competitiva, fazendo com o conhecimento seja esse diferencial dentro das organizações (DAVENPORT e PRUSAK, 1998).

“Conhecimento é uma mistura fluida de experiência condensada, valores e informação contextual e insight experimentado, a qual proporciona uma estrutura para avaliação e incorporação de novas experiências e informações. Ele tem origem e é aplicado na mente dos conhecedores”. (DAVENPORT e PRUSAK, 1998).

As organizações contratam seus colaboradores levando mais em conta a experiência do que a inteligência, pois estes colaboradores já trazem consigo uma vivência de algo que aconteceu no passado e que serve como base para tomar uma decisão conforme o problema.

Para Davenport e Prusak (1998), valores e crenças são partes integrantes do conhecimento, pois determinam, em grande medida, aquilo que o conhecedor vê, observa e conclui a partir de suas observações. Pessoas com diferentes valores vêem diferentes coisas numa mesma situação e organizam seu conhecimento em função de seus valores.

É importante a participação de todos os colaboradores no processo de aquisição de uma nova tecnologia, pois os mesmos podem contribuir com sugestões e normalmente são eles que irão executar os processos.

 “Há que se atenar para, de fato, tentar absorção da tecnologia. O risco maior é a atratividade da produção sem custos de desenvolvimento levar a empresa a descurar da formação de RH para apropriação completa da tecnologia.”. (REIS; CARVALHO, 2003).

É importante que seja avaliado a empresa contratada para o serviço de manufatura, pois ela terá acesso às informações mais privilegiadas e poderá se tornar um concorrente. Devem-se buscar parceiros.

Segundo Dálcio Reis e Helio Carvalho (2003), a join venture é particularmente indicada quando os custos de desenvolvimentos de um produto ou processo são elevadíssimos, ou quando os conhecimentos envolvidos para a realização da pesquisa são completamente diferentes.

Um dos maiores hipermercados “Carrefour”, utiliza a estrutura de do seu fornecedor/concorrente para fabricar os produtos de marca própria. Assim ele não terá a necessidade de investir em compras de maquinários e tecnologia. A Seven Boys fabrica marca própria Carrefour e também vende no Carrefour os pães da marca Seven Boys, eles são parceiros e ao mesmo tempo concorrentes.

A tecnologia é muito importante, mas de nada adianta se não for trabalhada pelas pessoas.


3.0 – INTELIGÊNCIA COMPETITIVA NO APOIO ÀS ATIVIDADES DE P&D


A inteligência competitiva é o “processo de monitorar o meio ambiente competitivo com o objetivo de habilitar gerentes seniores, em empresas de todos os tamanhos a tomar decisões informado sobre as coisas de markentig, P&D e investimento táticos para as estratégias de negócios de longo prazo” (SCIP, 1999).


As empresas com intuito de obter vantagem competitiva buscam um maior número de informações, críticas para melhor se posicionarem no mercado. A Inteligência Competitiva auxilia com técnicas, métodos e ferramentas para a localização e a análise de informações consideradas estratégicas para as empresas, pois influem nas suas manobras de evolução. E constatado que essa área encontra-se em grande expansão nos países mais desenvolvidos.


A inteligência tecnológica é o “conhecimento dos ambientes tecnológicos externo e interno da empresa, aplicado a processo de tomada de decisão, tendo em vista a geração de vantagem competitiva para a mesma”. Dálcio (REIS; CARVALHO, 2003).

Inteligência tecnológica possui vários aspectos chaves, sendo: conhecimento dos profissionais que estão na organização e know how que cada um deles pode contribuir.

“A Tomada de Decisão formal nas organizações é estruturada por procedimentos e regras que especificam papéis, métodos e normas. A idéia é que as regras e rotinas esclareçam o necessário processamento de informações diante de problemas complexos, incorporem técnicas eficientes e confiáveis aprendidas com a experiência e coordenem ações e resultados dos diferentes grupos organizacionais”. (CHOO, 2003, pág. 253).

É importante para as organizações terem as informações sobre as tendências de mercado para que se possa tomar decisão mais assertiva e além disso obter uma maior vantagem competitiva no mercado.

Segundo Santos (2001) gestão do Conhecimento (GC) é um processo corporativo que cria rotinas e sistemas para que todo o conhecimento adquirido num determinado ambiente cresça e seja compartilhado, focado na estratégia empresarial, envolvendo a gestão das competências, a gestão do capital intelectual, a aprendizagem organizacional e a inteligência empresarial.

A Gestão do Conhecimento tem papel importante nas organizações que é a de explicitar e registrar o conhecimento utilizando ferramentas tecnológicas no auxílio na disseminação do conhecimento tácito em conhecimento explícito. Para iniciar a implantação de uma ferramenta de GC é necessário disciplinar a documentação dos processos, produtos e serviços alem de mapear as informações relevantes ao negócio da organização.


4.0 – AMBIENTE DE ESTIMULO AO PROCESSO DE INOVAÇÃO


Uma grande característica em destaque de empresas inovadoras é a alta eficiência em aprender, são autocríticas e compromissadas com o aperfeiçoamento continuo. Os colaboradores têm um papel essencial para a organização que aprende, pois eles são o capital intelectual. 

Para as empresas que estão sempre em processo de inovação busca-se uma política que incentive os funcionários empreendedores e este saiba o seu papel dentro da organização e que suas idéias têm um grande valor dentro da empresa. Focam na valorização desses funcionários e os mesmos contribuem para a sustentabilidade da empresa.

 
5.0 – CONSIDERAÇÕES FINAIS


Nos últimos tempos, as organizações de uma forma crescente passaram a se conscientizar da importância da revisão dos modelos de gestão, as organizações públicas e privadas já desenvolveram esforços para recuperar o tempo perdido.

Ser inovadora será uma estratégia das empresas de hoje para se destacar neste mercado tão competitivo, pois hoje não basta a empresa oferecer produtos e serviços de qualidade, se a empresa não possuir um bom diferencial ela não sobreviverá.
 
Na antiguidade, dava-se mais valor a máquina, hoje as empresas estão a cada dia mais valorizando o profissional, pois é esse profissional que irá gerar novos conceitos e idéias para que a empresa sempre esteja inovando.

Quando as pessoas estão interagindo e disseminando conhecimento, além de aumentar o capital intelectual da organização, vai capacitar as pessoas dando a oportunidade de participar adquirindo e doando conhecimentos. Essas pessoas fazem parte do processo e isso faz com que cada uma contribua para a melhoria de si e da empresa.

Uma vez que os gerentes tiverem em mãos às informações necessárias, isso irá facilitar a tomada de decisão, porque irá unir a experiência vivida e ações a serem tomadas após a identificação do problema.

Conclui-se

Todas as abordagens que foram relatadas neste artigo retratam o atual contexto que as empresas estão vivendo.  Na qual as pessoas têm um grande papel dentro das organizações e as empresas competitivas estarão sempre inovando para garantir a sustentabilidade e competitividade, investindo sempre em tecnologias.

 
6.0 - BIBLIOGRAFIA


1. CHOO, Chun Wei. A Organização do Conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e toma decisões. Editora Senac São Paulo. São Paulo, 2003.

2. DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam seu capital intelectual. 7 edição. Editora Campus. São Paulo, 1998.

3. REIS, Dálcio R, CARVALHO, Hélio G – Gestão tecnológica e Inovação – São Paulo: Manole, 2003.

4. SANTOS, A. R. Gestão do Conhecimento: uma experiência para o sucesso empresarial. Editora Universitária Champagnat. Curitiba, 2001.

5. SCIP. SOCIETY OF COMPETITIVE INTELLIGENCE PROFESSIONALS –
Home Page, URL: www.scip.org , 1999.

 

Gestão tecnológica e inovação

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