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Viabilidade Econômica em Projetos

Análise de viabilidade econômico-financeira de projeto

Eduardo José Machado

Pós-graduado em Gestão de Projetos pelo Ietec.

INTRODUÇÃO:

Descrever apenas um módulo do curso, realmente é uma tarefa difícil, em função da gama de conhecimentos adquiridos. O dia a dia de um profissional ligado à área de Projetos sempre é marcado, principalmente, por debates e discussões, no que se refere ao custo, ao prazo, ao escopo e à qualidade dos mesmos.

Em uma das minhas rotineiras viagens de volta para casa, deparei-me lendo um artigo de jornal de página inteira: tratava-se de uma grande empresa, conceituada mundialmente, que estava relatando à sociedade e aos acionistas, suas atitudes e ações com relação a sua atuação na América Latina.

O texto estava formatado de tal forma, que pude identificar claramente as nove áreas de conhecimento (Escopo, Prazo, Custo, Qualidade, Recursos Humanos, Integração, Riscos, Aquisição e Comunicação) e fiquei muito satisfeito por ter tido esse foco numa leitura que, em outros tempos, passaria despercebida.

Além disto, o texto demonstrava saber a que público atingir, o que realmente interessava abordar e eu, tendo agora um pouco de conhecimento sobre o assunto, pude notar que, a princípio, o que parecia ser uma tarefa não muito fácil, tornou-se de fácil leitura e compreensão.



Análise de Viabilidade Econômico-Financeira de Projeto

Pretendo nesse artigo descrever sob um novo foco de visão que, agora com certeza tenho, a importância da Análise de Viabilidade Econômico-Financeira de um projeto.
A maior parte das pessoas, hoje em dia, concordaria que a rentabilidade a longo prazo é o objetivo principal das empresas. Também indicaria rapidamente que a oferta de produtos de alta qualidade e com preços competitivos é essencial para atingir esse objetivo.

Estes produtos devem ser fabricados de maneira econômica e em quantidades consistentes com a demanda. A coordenação e a comunicação para realizar esta complexa tarefa são muito difíceis. Por isso, os níveis gerenciais aprenderam que, envolvendo a totalidade da organização no processo de tomada de decisões e comprometendo a organização com um objetivo, podem-se obter melhorias significativas.

A gestão da mudança que é necessária para competir constitui desafio difícil. No entanto, quanto mais bem sucedidos nos tornamos na gestão da mudança, mais capazes nos tornamos de atender às necessidades dos clientes, de reduzir o desperdício e as ineficiências, e de controlar os custos.

Hoje em dia, essas mudanças não resultam somente em lucros melhorados, mas continuam a pagar dividendos nos anos vincendos. No ambiente econômico de nossos dias, o controle de custos, qualidade, eficiências operacionais crescentes são atributos chave da rentabilidade de longo prazo em qualquer organização.

O objetivo de qualquer análise de viabilidade econômico–financeira de projeto é melhorar o valor do que quer que esteja sendo estudado. Infelizmente, todos nós temos nossas próprias opiniões a respeito do que afeta o valor de um produto / projeto e muitas vezes as decisões se baseiam em apenas um critério, como custo, qualidade ou confiabilidade, conduzindo-nos a decisões menos precisas.

Uma decisão que melhore a qualidade mais que aumente o custo a um ponto que deixe de ser economicamente viável, é tão inaceitável quanto uma decisão que diminua o custo às expensas da qualidade ou do desempenho.

O cálculo do custo do ciclo de vida de um projeto ajudará no processo de tomada de decisão e aumentará a sensibilidade para com o custo envolvido na operação das instalações. Este cálculo nada mais é do que a análise e aplicação de uma série de fatores econômicos a despesas monetárias. A validade da comparação, como de todas as estimativas, depende da qualidade das estimativas de custo usadas na análise.

Após o exame das alternativas, as conclusões podem ser apresentadas aos tomadores de decisão do projeto e às partes envolvidas, identificadas pelo condutor da análise econômico-financeira do projeto. A apresentação deve ser factual e breve, e deve conter lista das alternativas de análise da viabilidade, o potencial de economias identificado e os comentários mais importantes.

A ação final da viabilidade econômico-financeira será elaborar um Relatório sumário deste estudo. Para isso, cada conjunto de uma ou mais alternativas que tiverem sido aceitas para implementação, bem como as alternativas condicionalmente aceitas, são documentadas para o seguinte fim:
. Economias iniciais de custos;
. Economias subseqüentes de custos;
. Economias de custos no ciclo de vida do projeto;
. Melhorias de desempenho do projeto.

Enfim, a análise econômico-financeira de um projeto tem o fundamental objetivo de deixar transparente a viabilidade do projeto aos acionistas e interessados, os chamados stakeholders, balizando o investimento, através de diagramas de entradas e saídas, de forma a demonstrar claramente do que falamos, de como e, claro, de quanto falamos.

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