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:: Inovação e Criatividade

Gestão tecnológica e inovação

Teófilo Augusto Álvares da Silva Zaidan

Pós-graduado MBA - Gestão de Negócios pelo Ietec.

Resumo

Este artigo baseia-se no artigo técnico escrito por Dálcio Roberto dos Reis e Hélio Gomes de Carvalho, “Gestão Tecnológica e Inovação”, que propõe melhorias na gestão de tecnologias e inovação dentro das empresas. O artigo externa vários tópicos importantes a serem considerados para permitir que as empresas possam se capacitar tecnologicamente, tornando-se desta forma, mais competitivas dentro do seu nicho de mercado.

Os autores ressaltam a grande importância da inovação e da criatividade de seus colaboradores dentro do ambiente de trabalho, e do processo contínuo de aprendizado, focado sempre, no aumento de eficiência e produtividade. O artigo disserta também, sobre vários tópicos no processo da internalização de novas tecnologias e suas aplicabilidades, mostrando a verdadeira importância da capacidade de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), e do resultado que este investimento trás para as mesmas.

Este artigo busca contribuir para o aperfeiçoamento da gestão da inovação, mostrando o quanto é importante e necessário incrementar os processos, permitindo o desenvolvimento da capacidade de inovar e consequentemente, melhorando a competitividade das empresas.

 

Introdução


Ser uma empresa inovadora torna-se uma característica indispensável no mundo de hoje. É uma conquista feita por seus profissionais. Em função disto, as empresas que consideravam seus ativos representados por máquinas e equipamentos, passaram a considerar a capacidade intelectual dos seus funcionários como seu maior bem.

Trabalhando com este capital, em paralelo com a gestão do conhecimento, fará com que a empresa se torne inovadora. As organizações que buscam inovação devem possuir metas e programas bem definidos, buscando sempre o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), de forma que ao serem colocados em prática consigam uma melhoria contínua e inovações constantes.


Estas empresas conseguem no seu dia a dia, que novas idéias brotem e sejam aplicadas na melhoria de produtos e na otimização dos seus processos interrnos. Estas empresas sabem reconhecer novas idéias, estimulando e incentivando seus colaboradores, de forma que os mesmos se sintam empreendedores, parte do todo. Em muitos casos, eles podem contribuir com novas idéias que poderão redefinir a estratégia da empresa, mudando significativamente os valores estratégicos de toda a organização.


Planejamento Tecnológico nas Empresas

 

Para que se tenha sucesso, as empresas devem focar no seu planejamento tecnológico, buscando sempre identificar todas as oportunidades de se aplicar tecnologias novas absorvidas através de programas estratégicos, fruto de cuidadoso planejamento.

Esta operacionalização deverá se dar em duas etapas:

• A identificação das oportunidades
• A internalização da tecnologia

Identificação de oportunidades

Deverá ser avaliada toda nova tecnologia, buscando aplicações similares realizadas em outras empresas e seus resultados, identificando também as melhorias ocorridas após esta implantação.

É muito comum possuir mais de um fornecedor para implementar uma nova tecnologia dentro do seu processo, cabe a cada empresa, identificar aquela que melhor se adapte às suas características, avaliando sempre, o grau de maturidade da empresa para absorver esta nova tecnologia, o nível de investimento necessário e o resultado esperado (custo-benefício).

Internalização da tecnologia

Para se internalizar uma tecnologia pode-se escolher a modalidade que mais se aproxime do perfil e da necessidade da empresa. Abaixo estão relacionadas algumas modalidades de internalização:

Compra - A aquisição ou aplicação de uma nova tecnologia deve ocorrer no tempo certo, desta forma, a empresa evita que haja uma defasagem tecnológica, permitindo que a mesma aproveite melhor a utilização desta tecnologia, obtendo resultados financeiros mais satisfatórios. Dentro desta evolução, é comum que algumas empresas não tenham tempo de conhecer profundamente a tecnologia aplicada e já serem obrigadas a migrar para outra ainda mais nova.

Importação - As tecnologias importadas obrigam as empresas a possuir um corpo técnico com capacidade de absorver, deter e transmitir esta nova tecnologia, permitindo assim, a disseminação da mesma dentro das demais esferas da organização, propagando desta forma a tecnologia importada a um custo bem baixo.

Vigilância tecnológica – A empresa deve estar sempre atenta aos seus concorrentes, buscando sempre observar os movimentos e tendências dos mesmos, desta forma é possível perceber em qual nível a sua empresa está inserida.

Cópia de Tecnologia – Para que se tenha uma cópia tecnológica com sucesso, devemos estar atentos, ao tempo certo de implementá-la ao processo, pois de alguma forma, o concorrente já saiu na frente com o lançamento da mesma, e o lançamento extemporâneo poderá trazer prejuízos indesejáveis. Por outro lado aproveitar e aperfeiçoar uma nova idéia poderá ser muito interessante para a empresa, desde que isso seja feito dentro do prazo de aceitação do mercado. Uma preocupação que se deve ter é a entrada no mercado de outros concorrentes, principalmente quando se trata de cópias de produtos, que despedirá um capital muito baixo das mesmas, facilitando o processo de cópias. Quando se tratar de uma cópia ao longo do processo, a situação se torna mais complicada, pois despenderá muito mais da estrutura da empresa e da capacidade de seus colaboradores.

Formação de Pessoal – A capacitação técnica dos colaboradores da empresa de forma contínua é fundamental para que se alcance sucesso, pois a capacidade criativa e as formas inovadoras estão diretamente relacionadas com este nível de absorção de novos conhecimentos, permitindo o surgimento de novas idéias e sua aplicabilidade dentro dos processos e no desenvolvimento de novos produtos. Quando se investe em capacitação do pessoal próprio, cria-se um ambiente interno de satisfação, motivando os colaboradores e fazendo com haja uma melhoria significativa na produtividade da empresa, tornado assim um diferencial para a mesma.

Licenciamento – O licenciamento de uma nova tecnologia é rápido de se implementar e tem a vantagem de baixo investimento em desenvolvimento de pesquisas, e por ser de fácil implementação, permite que se tenha um retorno muito rápido e possibilitando as atualizações tecnológicas contínuas.

Pesquisa por encomenda – É uma boa opção e atualmente muito utilizada pelas empresas, consistindo utilizar a estrutura, conhecimento, e o próprio ambiente de outras instituições (como as universidades), para desenvolver pesquisas específicas de interesse das próprias empresas e financiadas pelas as mesmas.

Contratação de especialista – Esta contratação pode ser muito útil, pois apesar de serem caros, estes profissionais tem o domínio sobre a tecnologia e poderão transmiti-la de forma muito eficaz aos colaboradores da empresa.

Associações – É uma forma de somar esforços, diminuindo o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). As empresas adquirem o conhecimento em conjunto e depois os desenvolvem e os aplica de acordo com a estratégia de cada uma.

Desenvolvimento interno – São desenvolvimentos próprios das empresas, possuem custos elevados em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), ampliam o mercado de atuação ao nível internacional, porém correndo muitos riscos e incertezas, que são inerentes aos tipos de inovações radicais, características das mesmas.


Inteligência Competitiva no Apoio às Atividades de P&D&E

 

Fuld (1994) define o conceito de inteligência como informação analisada, que auxilia a tomada de decisão estratégica e tática. Ser competitivo significa conhecer seu concorrente. Já Garcia Torres (1997) a define como o conjunto de procedimentos para coleta de informação sobre o macro ambiente, que possibilitam à organização um processo de aprendizagem contínua, voltado ao planejamento e a decisões estratégicas. A inteligência, utilizada de uma forma ética, poderá ser utilizada pelas empresas com o objetivo de identificar, coletar, sistematizar e interpretar todas as informações consideradas relevantes no ambiente de concorrência.


Com advento da informática, ficou muito mais fácil a busca de registros e literatura científica disponíveis em bancos de dados, cada vez mais especializados. Desta forma, com o auxílio de colaboradores com conhecimentos específicos, não será difícil a absorção destas informações e a aplicação das mesmas em benefício próprio.
Inteligência Competitiva

Definisse como inteligência competitiva, o conhecimento e aplicação de novas tecnologias para geração de informações técnicas e tendências, utilizadas em processos de tomada de decisão, buscando sempre as vantagens competitivas  para a mesma. Os principais tipos de inteligência tecnológica são:

Científica – Busca, através da engenharia reversa, o conhecimento de novos produtos, de empresas concorrentes, com o objetivo de identificar a tecnologia utilizada para produzi-los.

Estratégica – Busca o acompanhamento das ações das empresas concorrentes, observando e analisando as ações das mesmas, buscando desta forma obter vantagens competitivas.

A gestão do conhecimento pode ser definida como sendo o processo, articulado e intencional, destinado a sustentar ou promover o desempenho global de uma organização, tendo como base a criação e a circulação de conhecimento (Salim 2001).

A gestão do conhecimento poderá ser executado pelo menos em dois níveis.  Ao nível Interno, que está ligado diretamente aos processos de identificação e construção das competências essenciais, identificação das oportunidades e integração dos processos com P&D e a produção. Ao externo à organização, está ligado à troca de informações com outras organizações com o objetivo de obter conhecimento dentro da própria organização, este tipo de relação acontece frequentemente com universidades, centros de pesquisas e fornecedores.

 

Ambiente de Estímulo ao Processo de Inovação

 

A inovação tecnológica consistente é a chave para garantir competitividade e liderança. Cada empresa tem buscado estabelecer um modelo próprio de gestão da inovação, pautado principalmente por suas competências, desenvolvimento de pesquisas e desenvolvimento (P&D) e pela percepção de oportunidades.

As empresas inovadoras são fontes de conhecimento, valorizando sempre todas as idéias criadoras dos seus colaboradores, como também seus ideais, tornando-se uma fomentadora da inovação. As empresas inovadoras têm a criatividade como postura organizacional, todos os seus colaboradores se sentem parte do todo, com total comprometimento com o sucesso da estratégia adotada.

O papel do gerente de Pesquisa e Desenvolvimento é fundamental para estimular a confiança de cada colaborador, para executar as suas tarefas, proporcionando aos mesmos um ambiente de aprendizado constante e de capacitação tecnológica, fazendo com que estes colaboradores se comprometam com as decisões estratégicas da organização, que deverão ser traçadas dentro de um ambiente de participação e transparência.


Conclusão

 

 Está claro que o potencial competitivo de uma organização está diretamente ligado com a sua capacidade de inovação, pois este potencial se manifesta no gerenciamento do capital humano e do conhecimento na busca de novos serviços e produtos. É dessa forma que o potencial competitivo é obtido, trazendo à organização uma capacidade de aprender com agilidade, buscando flexibilidade diante das mudanças constantes, que cada vez mais, estão sendo exigidas diante do ambiente em que cada empresa está inserida.

De uma forma mais abragente, estudos de casos podem esclarecer os efeitos provocados pelo uso destas abordagens e de sua composição sobre a organização dos processos de inovação nas empresas, e sugerir procedimentos e avanços metodológicos para se conseguir os resultados desejados.


Referências Bibliográficas

 

REIS, D.A.; CARVALHO, H.G. Gestão Técnicológica da Inovação, capítulo 4, p. 53-74

CANONGIA, C.; SANTOS, D.M.; SANTOS, M.M.; ZACCKIEWICZ, M. Foresight, Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento: Instrumentos para a Gestão da Inovação, São Paulo, 2004.

SBRAGIA, R. Inovação: Como vencer esse desafio empresarial, São Paulo: Clio 2006.

FULD, L.M. The New Competitor Intelligence, New York, Wiley & Sons p. 23-27 . 1994.

GARCIA, T.D. Seminário de Inteligência Competitiva, México, Innstec. P. 21, 1997.

SALIM J.J. Palestra Gestão do conhecimento e transformação organizacional, In: 68ª semana da EQ/UFRJ, Rio de Janeiro. Agosto 2001.

 

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