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:: Especial

Produção tipo exportação

Comunicação Ietec

De acordo com dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) houve um crescimento das exportações. Comparando a média diária das duas primeiras semanas de abril de 2007 com a média alcançada em abril de 2006, o crescimento é de 11,2%. Diante desse cenário, fica a pergunta: a linha de produção das empresas está preparada para esse crescimento?

Para garantir a manutenção desse cenário, o setor de produção de uma empresa exportadora deve apresentar alguns cuidados especiais. De acordo com o gerente de produção da ABB, empresa global de engenharia e tecnologia, o engenheiro Lúcio Breda, é importante considerar fatores como o tempo necessário ao transporte e à obtenção das licenças no Brasil e no país de destino; os tipos de embalagem (volume e peso) mais adequados; e as forma de manuseio e de transporte. "A ABB, além de pessoal próprio de comércio exterior, conta com os serviços de empresas especializadas na área", conta Breda.
 
Lúcio Breda aposta também no treinamento como uma forma de melhoria da produção. O coordenador da área de manutenção do Ietec, José Henrique Egídio, explica que as pessoas que fazem um curso na área de manutenção, por exemplo, conseguem otimizar as atividades do dia a dia, com técnicas modernas, simples e aplicáveis a qualquer instalação ou equipamento. “A manutenção passou a ser considerada como uma função empresarial vital para  o aumento da produtividade dos processos industriais, por isso capacitar e preparar essa equipe tornou-se item obrigatório no planejamento estratégico de qualquer empresa”, conta.
 
Responsável pelas atividades anteriores e posteriores ao processo de produção, a logística também pode ter influência direta nos negócios de exportação. Para Lúcio Breda, ela determina o sucesso na execução de todas as atividades ligadas à produção, tais como o recebimento dos itens no momento e na quantidade corretos, evitando estoques desnecessários ou paradas imprevistas. "Deve-se contemplar todos os aspectos envolvidos, até aqueles que parecem insignificantes, avaliar as possíveis conseqüências da falha de cada um e sempre ter um plano de contingenciamento", aponta.
 
O gerente de produção da Refinaria Gabriel Passos (Regap), unidade da Petrobras instalada em Betim (MG), o geólogo Paulo Roberto de Sousa, conta que no caso Petrobras é imprescindível enxergar o mercado brasileiro como um todo, levando-se em consideração as particularidades das 11 refinarias distribuídas pelo país. "Sem uma boa administração da logística não conseguiríamos abastecer o mercado adequadamente", conta.
 
Dentre os cuidados necessários para utilizar a logística em conformidade com a produção, o instrutor do curso Planejamento e Controle da Produção, oferecido pelo IETEC, Carlos Antônio Gati, destaca algumas ações a serem tomadas:
 
-         Elaborar corretamente o plano de produção
-         Minimizar os replanejamentos
-         Suprir adequadamente o processo (quantidade e prazo)
-         Controlar as prioridades e conclusões
 
Ferramentas
 
Com a evolução da tecnologia, que provocou a baixa dos preços, vários sistemas informatizados tornaram-se disponíveis para auxiliar no controle dos processos da produção. Carlos Antônio Gati explica que para o controle da produção existem desde softwares específicos (apenas programação) até softwares mais completos (ERP´s).
 
De acordo com Lúcio Breda, sem esses sistemas seria praticamente impossível gerar os relatórios dos custos, dos materiais comprados, recebidos ou pendentes, das horas aplicadas, além de realizar o acompanhamento da produção propriamente dito. O geólogo Paulo Roberto também destaca a importância do uso da tecnologia e conta que na Petrobras os funcionários são treinados para utilizar os mais modernos aplicativos e modelos matemáticos do mundo. "São os mesmos softwares utilizados em praticamente todas as refinarias do mundo", conta Paulo.
 
Para Lúcio Breda, um bom planejamento da produção pode gerar ainda, além de reduções de custo, a redução do tempo ocioso de máquinas e mão-de-obra, redução dos estoques e otimização do fluxo de caixa, isto é, diminuir o tempo entre o desembolso para pagar os sub-fornecedores e o faturamento ou recebimento do cliente final.

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