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Profissional de compras: cada vez mais estratégico para as empresas

Comunicação Ietec

Mais do que responsável por negociar e conseguir preços baixos com fornecedores, o profissional de compras passou a ser encarado como peça-chave para as empresas. Boas escolhas nas parcerias, atenção para novidades no mercado e conhecimentos técnicos são algumas das características que contribuem para reduzir custos e garantir o melhor produto final. No Brasil, somente no início desta década, a área de compras começou a ser considerada estratégica, e não apenas de suporte. Os demais setores entenderam que dependem das negociações da área de compras para poderem funcionar bem.

De acordo com estudo apresentado pelo Conselho Brasileiro dos Executivos de Compras (CBEC), executivos de compras de 49% das 111 empresas consultadas ocupam cargos de vice-presidente ou de diretor. “Como não havia no mercado compradores capacitados, foi criada uma demanda especializada. Por isso a remuneração costuma ser acima de outras áreas”, explica o consultor e coordenador do curso de pós-graduação em Administração de Compras, do Instituto de Educação Tecnológica (Ietec), José Ignácio Vilella Júnior.
 
Os compradores são, em geral, formados nas áreas de administração, economia e engenharia, por falta de cursos especializados, e são responsáveis pela aquisição de matéria-prima. Cada empresa tem uma estratégia, mas as de escala industrial preferem estabelecer parcerias mais longas com os fornecedores, pelo volume de pedidos. Por isso, pesquisar quem atende melhor o perfil da empresa, cumpre rigorosamente os prazos de entrega e se preocupa com a qualidade é, em muitos casos, mais importante que conseguir o menor preço.
 
“Se a escolha do parceiro não for a mais acertada, com certeza trará problemas. Sem contar que isto afeta a credibilidade da empresa, já que atrapalha o resultado do produto e atrasa a entrega para os clientes. É muito importante também que esse parceiro invista em pesquisas e tecnologia”, observa José Ignácio.
 
Ética
 
De acordo com o consultor, como o setor é responsável por 60% dos gastos de uma empresa, qualquer economia obtida numa compra é um lucro considerável. Dessa forma, o profissional tem que estar atento até mesmo a questão da imagem que a empresa fornecedora transmite. E isso vale também para o comprador. “Ele tem que primar pela ética. Não aceitar agrados e brindes com pesos relevantes que podem influenciar na escolha de um fornecedor”.
 
O gerente de compras do shopping Minas Casa, João Bosco Nunes Botelho, concorda com José Ignácio: “A gente sabe que existe muita propina nesse meio, mas nunca aceitei. Nesse ramo, temos que ser honestos. Por isso, procuro variar. Quando os setores fazem os pedidos de material por escrito, faço orçamentos com três ou quatro fornecedores. O que melhor me atender, a diretoria aceita e eu fecho a compra”.
 
Há 15 anos no setor de compras, boa parte deles na construção civil, João Bosco adora o que faz: “Para ser bom nessa área, tem que gostar de conversar, ter um bom diálogo para conseguir orçamentos favoráveis à empresa, e entender bastante de matemática e contabilidade”, conta.
 
A qualificação também é fundamental. Para o diretor de compras da Fiat, Vilmar Fistarol, negociar é fundamental, mas ter conhecimento técnico também. “Num mercado totalmente acirrado como o de automóveis, a área de compras é responsável por boa parte da competitividade do produto, tanto quanto o seu projeto. Não se trata apenas de redução de custos, é questão de aliar preço a qualidade nas compras e contribuir para transferir esses benefícios para o consumidor

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