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Crescimento econômico atrelado à capacitação

Comunicação Ietec

O desempenho excepcional da economia brasileira em 2007 e as perspectivas positivas para 2008 são uma excelente notícia para investidores e governo. No entanto, elas não significam a consolidação do crescimento econômico para os próximos anos. O alerta é do estudo “Economia Brasileira – Desempenho e Perspectivas”, divulgado pela Confederação Nacional da Industria (CNI).

Os bons resultados alcançados pela economia impõem à indústria nacional um importante desafio para 2008: garantir a manutenção do ritmo de crescimento. Analistas afirmam que a tarefa só será cumprida na medida em que o poder público investir em infra-estrutura e na criação de estímulos tarifários para as empresas. Ao poder privado, compete o investimento em capacitação profissional e desenvolvimento de novas tecnologias.
 
Não se pode esquecer que as empresas vivem um momento bastante desafiador, onde é possível identificar uma maior busca por competitividade, maior desenvolvimento tecnológico, maior oferta de produtos e serviços e maior desenvolvimento e motivação de seu capital intelectual (recursos humanos). Diante deste cenário, três áreas respondem pela eficiência industrial brasileira: as engenharias de produção, de processos e a logística.
 
Se há alguns anos atrás o foco das indústrias esteve voltado para a sua estrutura funcional, o mesmo não ocorre hoje. Organizações orientadas por processos agregam valor aos negócios para aumentar a satisfação do cliente. Para isto, é importante identificar gargalos que comprometam prazos, custos, preços, entre outros.
 
Para o especialista em desenvolvimento de consultores do Sebrae-MG e instrutor do Ietec, Pedro Paulo de Oliveira, uma das principais características da qualidade de uma empresa é o conhecimento profundo dos seus procedimentos de atuação: “Para se adequar a possíveis turbulências no mercado, é essencial que a empresa conheça bem os seus processos de produção e invista na capacitação do seu time”, explica.
 
Sabe-se que não é mais suficiente para um engenheiro de processo ou de produção uma formação em uma instituição superior. “É necessário que estes profissionais estejem preparados para atuarem em escala global. Para isto, é importante desenvolver habilidades que vão além daquelas aprendidas na grade curricular”, garante Oliveira. Expandir o conhecimento e agregar novas competências é o tiro certeiro tanto para empresas como para profissionais.
 
Situação idêntica passa o segmento de logística. Além da necessidade de contar com profissionais mais capacitados, o segmento ainda precisa encontrar alternativas capazes de compensar a defasada infra-estrutura nacional. Para isto, empresas buscam o diferencial competitivo para se manterem no mercado. Lançam mão de ferramentas de gerenciamento capazes de garantir o pleno fornecimento da matéria-prima aos clientes. Mas dependem de profissionais qualificados, com formação multidisciplinar, capazes de converter planos em ação.
 
“As empresas buscam profissionais com visão global da logística, que façam além do operacional. Que sejam capazes de identificar os impactos das estratégias da empresa sobre o departamento, clientes e custos”, afirma o coordenador do curso Gestão da Logística do Ietec, José Ignácio Villela Júnior.
 
A AleSat Combustíveis, sexta maior distribuidora de combustíveis do país, investiu em 2007 cerca de R$ 25 milhões em logística que incluiu implementos rodoviários e sistemas de rastreamentos. A empresa aumentou em 50% sua frota de caminhões. Com isto, 30% da distribuição agora é feita em veículos próprios.
 
Mas para o diretor de operações da AleSat, Cyro Souza, encontrar profissionais na área não tem sido tarefa fácil. “A gestão da logística deixou de ser compartimentada em seus diversos setores. As atividades estão mais complexas. A mesma pessoa que cuidava dos transportes, cuida da armazenagem e dos suprimentos. Isso tem demandado cada vez mais dos profissionais, pois eles têm que enxergar toda a cadeia logística”, afirma.

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