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TI

Desenvolvimento de projetos de software: um desafio para a área de TI

Comunicação Ietec

Os projetos de desenvolvimento de software apresentam um desafio distinto quando comparado à maioria dos outros tipos de projetos existentes. No caso dos projetos de engenharia ou manufatura, por exemplo, os requisitos são facilmente identificados e erros derivados do mal-funcionamento de uma parte do projeto é raro.

Esse não é o caso da grande maioria dos projetos de software. Na construção civil ou nas indústrias tradicionais, por exemplo, não é normal que as especificações e design sejam alteradas nas fases de construção ou produção. Quando isso ocorre, os estouros de orçamento são, em geral, monstruosos. A incerteza nos requisitos dos projetos de desenvolvimento de software é, portanto, o maior motivo de preocupação entre gerentes de projetos.
 
O instrutor do Ietec e sócio-diretor da Krenak, Yuri Gitahy, explica que por ser uma área recente do conhecimeto humano, a Tecnologia da Informação evolui em uma velocidade maior que as demais. Isso dificulta não só a criação como também a adoção de boas práticas pelas empresas, causando uma evolução muito lenta na qualidade dos serviços de TI.

Deve-se levar em conta também que um sistema de software é um produto intangível, que impõe dificuldades em aspectos importantes da gerência de projetos, como definição do escopo, garantia de qualidade e controle de progresso. “Somos capazes de visitar um prédio em construção e definirmos com bastante precisão se ele está próximo de ser acabado. Isso é muito difícil com um sistema de software, que está invisível aos nossos olhos e dificulta o consenso sobre como devemos medir seu progresso”, explica Gitahy.

O próprio mercado de software não é regulamento, o que colabora ainda mais para as restrições de projetos como este. Qualquer pessoa pode se tornar um gerente de projetos de software sem a necessidade de filiação a um órgão específico. Isto faz com que a formação média dos profissionais seja empírica, sem a necessidade de uma capacitação formal mais adequada.

O gerente de projetos da Telemig Celular, Carlos Roberto de Andrade, explica que o mercado de software apresenta um déficit expressivo de profissionais. “Freqüentemente, as empresas recorrem a especialistas que não possuem conhecimento específico nesta área. Este é um dos maiores obstáculos do setor”, afirma.
 
Atento a esta lacuna, Andrade não se limitou à pós-graduação em Gestão de Projetos. Buscou em cursos da área de desenvolvimento de projetos de software o conhecimento específico. “Trabalho com desenvolvimento de sistemas e tecnologias. Desta forma, considero a capacitação em projetos para software de fundamental importância para o meu trabalho”.

As consequências desse cenário são sentidas por todos, tanto fornecedores quanto consumidores de serviços em software. Uma pesquisa recente realizada pela Dynamic Markets, em parceria com a Tata Consultancy Services (TCS), revela que um em cada três projetos de TI não atinge as expectativas dos contratantes.
 
Segundo a pesquisa, os problemas mais comuns são entrega fora do prazo (62%), problemas no orçamento (49%), e manutenção e custo acima da expectativa (47%). Ao mesmo tempo, essa realidade do mercado de TI ainda é aceita como comum pelos executivos: 43% das organizações consideram esses problemas normais, e 69% responderam que a diretoria continuou a fornecer todo o suporte financeiro necessário. 
 
Qual metodologia adotar? Eis a questão
 
Uma outra deficiência comum nas empresas que trabalham com o desenvolvimento de projetos para software são os sistemas de gerenciamento. Embora muitas metodologias imponham rigorosos processos de gerência, isso não significa que eles sejam necessariamente bons. Para Yuri Gitahy, é necessário que a empresa identifique qual tipo de prática irá atendê-la.

“São poucos os projetos de software que realizam algum planejamento e controle de riscos, mas existem práticas simples que chegam a cobrir 80% dos riscos de um projeto - e praticamente sem custos. Normalmente, as empresas não têm alternativa a não ser investir na capacitação de pessoas ou na contratação de consultorias especializadas”.

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