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:: Gestão de Negócios

Mudanças climáticas: o desafio para empresas e profissionais

Comunicação Ietec

 

Gestão empresarial e mudanças climáticas. Nunca estes dois temas estiveram tão em sintonia como nos dias de hoje. Na pauta dos gestores, na linha de produção e na atitude dos profissionais fica latente a preocupação das empresas no desenvolvimento de uma produção mais limpa, capaz de minimizar os impactos da produção no meio ambiente.
 
O relatório Adaptation – An Issue Brief For Business (Adaptação – A síntese de uma questão para os negócios), do Conselho Empresarial Mundial pelo Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), trata das conseqüências das mudanças climáticas para os negócios e da necessidade de repensar estratégias para evitar prejuízos e danos ao meio ambiente.
 
O estudo mostra que a prioridade para as organizações daqui para frente será a busca contínua por soluções sustentáveis e o desenvolvimento de novas tecnologias.
 
Na análise da doutora em Engenharia e Infra-estrutura Sustentável pelo Instituto de Tecnologia da Suécia, Rita de Cássia Soares, é notável a preocupação das empresas em incorporar novos valores em seus negócios:
 
“Temos exemplos entre os diversos segmentos da economia que já provaram que é possível crescer minimizando os efeitos dos seus impactos ambientes. Um deles é a construção civil que tem incorporado cada vez mais a questão ambiental em seus negócios, mediante uma série de iniciativas, como o desenvolvimento de novas tecnologias e produção limpa”, explica Rita de Cássia, que também é coordenadora dos cursos da área ambiental do Ietec.
 
Não é difícil concluir que os novos riscos e oportunidades que emergem nesse novo cenário estão diretamente relacionados a questões que envolvem infra-estrutura, locação, operação e design. Estes são os fatores que podem causar grande impacto na gestão corporativa.
 
O estudo WBCSD conclui que somente um plano de adaptação eficiente pode gerar vantagem competitiva e economia de custos para empresas inovadoras. Além disso, exigirá que as corporações passem a atuar em colaboração com organizações governamentais e não-governamentais na identificação de soluções.
 
Para o doutor em Planejamento Energético pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Alexandre D´Avignon, gestores e técnicos de empresas envolvidas com a gestão ambiental e inovação tecnológica assumem um papel estratégico nesta nova postura empresarial:
 
“É importante que estes profissionais adquiram conhecimento que os levem à sensibilização sobre os riscos das mudanças climáticas, no que se refere à adaptação e mitigação”, ressalta D´Avignon, que também é instrutor do Ietec.
 
O que não se pode perder de foco neste instante é que antes de existir a atitude responsável com o meio ambiente, existe o importante processo de conscientização das empresas e dos profissionais. Na opinião da gerente de qualidade e meio ambiente da Intercast, Fabiana Amaral, a eficiência nas estratégias de redução dos efeitos passa, necessariamente, pelo envolvimento de todos os profissionais.
 
“Os profissionais da área de meio ambiente possuem uma grande responsabilidade em adequar a gestão da empresa no que se refere ao tema ‘mudanças climáticas’. Mas só conseguiremos bons resultados se houver um real comprometimento da organização no que se refere às suas ações e condutas. Toda empresa comprometida com o meio ambiente busca desenvolver estratégias sustentáveis. Este é o nosso grande desafio”, afirma Amaral.

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