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:: Mineração

CSN se destaca pela lucratividade e ações socioambientais

Cínthia Coelho
Revista Ietec

 

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) divulgou, recentemente, lucro líquido de R$ 1,798 bilhão no 1º semestre. Crescimento de 5%, em comparação com igual período do ano passado. No 2º trimestre, o lucro líquido cresceu 8,3%, para R$ 1,031 bilhão.
 
Com capacidade de produção anual de 5,6 milhões de toneladas de aço e cerca de 16 mil  empregados, a CSN concentra suas atividades em siderurgia, mineração e infra-estrutura. A Mina Casa de Pedra, localizada em Congonhas (MG), é responsável pelo suprimento integral de minério de ferro. O volume total de investimentos na ampliação da mina em Congonhas totaliza cerca de US$ 3 bilhões.
 
Por trás destes números, existe o comprometimento da empresa com aspectos não menos importantes que o seu crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável, balizado no respeito ao meio ambiente e na promoção social, são importantes aspectos valorizados pela companhia.
 
Em 2007, a CSN investiu em Minas cerca de R$ 30 milhões em medidas de proteção ambiental. Jayme Nicolato, diretor de Mineração da CSN, explica que os projetos ambientais da empresa contemplam diversas ações e programas. Estes buscam garantir o controle e monitoramento das atividades do setor, bem como os de caráter mitigador e compensatório.
 
“Diversos programas são mantidos pela empresa, como os programas de monitoramento da qualidade do ar, das águas, ruído e gerenciamento de resíduos sólidos”, destaca. Como exemplo, Nicolato destaca o trabalho da Gerência de Meio Ambiente que desenvolve monitoramento hídrico da mineração. O trabalho acontece nos reservatórios de águas industriais, provenientes dos processos de tratamento de minérios.
 
Com o objetivo de garantir a sustentabilidade socioambiental aos projetos de expansão da produção, a cidade de Congonhas (MG) contará com investimentos promovidos pela CSN. Um deles é a criação do Centro de Educação Ambiental (Ceam) em área de mata nativa da região.
 
“O local possui 927 hectares e é a principal e maior área verde da região. A reserva encontra-se em diversos estágios de desenvolvimento florestal, com uma grande diversidade de espécies vegetais e animais”, explica.
Investir em Meio Ambiente é sinal de preocupação da empresa com a sua preservação e importante auxiliador no que se refere às aprovações das licenças ambientais, consideradas por muitas empresas como verdadeiros entraves à expansão dos negócios.
 
“A demanda do empreendedor é que o licenciamento não seja um óbice ao atendimento dos prazos e cronogramas do projeto, onde já se consideram os prazos legais. Para isso, o empreendedor investe na contratação dos melhores projetos ambientais, de forma que o processo seja transparente, o mais claro possível para os órgãos ambientais e a sociedade”, explica o diretor.
 
Ainda de acordo com Nicolato, espera-se dos órgãos ambientais a análise e a observância dos prazos legais, com efetivas respostas sobre o empreendimento, mediante uma análise criteriosa realizadas por técnicos, com efetivo conhecimento da área. “Para o setor produtivo, o pior cenário é a indefinição, o que causa uma insegurança para qualquer investidor”, afirma.
 
Outro entrave aos negócios é a escassez de mão-de-obra. Para reverter este quadro, a CSN mantém hoje duas escolas profissionalizantes. Juntas, elas atendem 2 mil alunos, anualmente. A CSN também tem buscado incentivar a qualificação de profissionais. Em Minas Gerais, a empresa participa do Consórcio Minero Metalúrgico para Formação e Qualificação Profissional, formado por 10 grandes empresas deste setor.

A CSN está investindo também R$ 4,5 milhões na formação básica de 340 pessoas que atuam diretamente em suas operações, através do Programa Capacitar. “Com o objetivo de reter nossos profissionais, a CSN está oferecendo cursos de MBA para seus empregados, investindo assim no desenvolvimento de seus talentos. Este é o desafio do RH: ressaltar o desenvolvimento das pessoas e construir um clima organizacional cada vez melhor”, afirma.

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