Logomarca IETEC

Buscar no TecHoje

Preencha o campo abaixo para realizar sua busca

:: Meio Ambiente

Resíduos sólidos: o desafio da indústria nacional

Comunicação Ietec

As sociedades industriais de todo o mundo possuem um desafio em comum nos dias de hoje: continuar a expansão da produção e a consolidação da sociedade de consumo sem que isto resulte em excessos de resíduos industriais.

 A preocupação é justificável. Minas Gerais, Acre, Ceará, Goiânia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo geram 86 milhões de toneladas de resíduos sólidos industriais (RSI) todos os anos.
 
São Paulo encabeça a lista dos estados que mais geram RSI: 27 toneladas. Em seguida, vem o Estado do Paraná (15.740) e Minas Gerais (15.165). Os números são da Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), entidade que atua, integra e discute as questões relacionadas aos resíduos sólidos no país.
 
Para o mestre em Ciências, professor do ITA e instrutor do Ietec, Fernando Sodré, uma das soluções pode ser a capacitação e o desenvolvimento de estratégias de Gestão Ambiental. “Atualmente, uma indústria só terá perspectivas de crescimento no mercado interno e externo se atender às exigências das leis, regulamentos e normas ambientais”, lembra Sodré.
 
Para ele, o principal obstáculo referente à gestão de resíduos sólidos industriais é a ausência de uma lei federal que regulamente o gerenciamento deste tipo de resíduos. “Em vista das ações das indústrias, que são pressionadas por suas matrizes, e em vista da fiscalização dos municípios em suas localidades, pode-se afirmar que o gerenciamento dos resíduos sólidos hoje pode ser considerado razoável. Entretanto, falta uma fiscalização atuante por parte dos órgãos estaduais”, afirma Sodré.
 
Mas garantir a eficiência do gerenciamento necessita também de uma mudança igualmente importante neste processo: a mudança cultural da organização no que se refere ao tratamento adotado para o final de seus resíduos.
Esta é a opinião da gerente de qualidade e meio ambiente da Intercast, Fabiana Amaral.
 
Para ela, a eficiência nas estratégias de gerenciamento de resíduos começa com o envolvimento de todos os profissionais da organização: “Eliminar os resíduos nem sempre é possível. Portanto, é de fundamental importância que estes passem por um processo de gerenciamento que inclua o monitoramento e o correto manuseio destes materiais. Toda empresa comprometida com o meio ambiente busca desenvolver estratégias sustentáveis. Este é o nosso grande desafio”, afirma a gerente.
 
Esta mudança cultural tão necessária para as empresas passa pela conscientização do coletivo. E, sob este aspecto, a capacitação profissional é decisiva. “Considero os treinamentos na área de resíduos uma espécie de reciclagem dos conceitos. Várias observações adquiridas neste período podem sim serem usadas no dia a dia das empresas. Pequenas atitudes que fazem muita diferença”, garante Edmilson Braga, gerente de operações da Essencis Soluções Ambientais.
 
Entra em vigor nova Resolução sobre pilhas e baterias
 
A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente-Conama sobre a disposição final pilhas e baterias já está em vigor desde o último dia 05. A nova normalização revoga a Resolução 257/99 que, além de estabelecer os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio sobre pilhas e baterias, determina que supermercados, farmácias e outros postos de vendas se preparem para disponibilizarem pontos de recolhimento de pilhas e baterias. A norma prevê um prazo de até dois anos para que estes estabelecimento cumpram a determinação.
 
As pilhas recolhidas serão destinadas de forma ambientalmente adequada pelos fabricantes e importadores. Nesse período de 24 meses, os setores público e privado promoverão campanhas educativas para informar o consumidor, bem como orientar o comércio.
 
Também foram publicadas duas Recomendações sobre o tema. A Recomendação de nº 8, solicita ao Ministério da Fazenda isentar, ou reduzir a tributação que incide sobre a importação ou produção de pilhas de forma a incentivar o uso de pilhas recarregáveis em lugar das descartáveis. A Recomendação nº 9 pede que os órgãos do Governo Federal intensifiquem o controle e a fiscalização da importação e do comércio ilegal de pilhas e baterias que, segundo os fabricantes, respondem a 40% do mercado nacional.

Indique este artigo a um amigo

Indique o artigo