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:: Gestão e Tecn. da Informação

Software via WEB: O Modelo ASP

Carlos André Ribeiro // Micael Duarte França

Carlos André Ribeiro
Bacharel em Administração de Empresas /Coordenador de Projetos

Micael Duarte França
Bacharel em Ciência de Computação/Analista de Sistemas

Com o ambiente executivo e profissional exigindo cada vez mais modibilidade, versatilidade e dinamismo, este artigo mostra de forma rápida e abrangente as os inovações no uso de softwares na Web.

Dessa forma será apresentado ao leitor a diversidade de recursos online que existe disponível atualmente, algumas ferramentas de domínio público disponibilizadas gratuitamente por seus fornecedores, trazendo uma análise breve acerca dos recursos oferecidos por cada uma.

Este artigo tem cunho técnico, e foi elaborado como requisito para o curso de Pós-Graduação em Gestão de Tecnologia da Informação do IETEC - Instituto de Educação Tecnológica de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Tem por objetivo explorar, ainda que de forma breve, as características do modelo de software pela Web, suas vantagens e desvantagens.

O texto encontrado a seguir não tem o propósito de eleger melhor qualquer aplicação, nem levar ao descrédito qualquer outra. Não é sugerido como referencial único para a implementação de soluções em âmbito particular ou corporativo, embora terá sido útil caso proporcione ao leitor informações que lhe embasem a pesquisa.


2. A EVOLUÇÃO DO MODELO DE DISTRIBUIÇÃO DE SOFTWARE


Segundo Verzello (1984), a evolução do software pode ser distribuída em quatro eras. Essas eras são delimitadas pela melhoria de navegabiliade dos sistemas, bem como pela disponibilidade crescente do hardware e recursos de conectividade.
É na quarta era mencionada por Verzello (1984) que se situa o tema deste artigo, ou seja, o software via Web. O alcance sem precedentes do acesso à Internet, tanto em abrangência geográfica quanto em velocidade, faz com que a idéia de se disponibilizar software via Web seja cada vez mais viável e bem vista pelos usuários.


3. CARACTERÍSTICAS DO SOFTWARE PELA WEB


Com a evolução das conexões de banda larga, passou a ser possível viabilizar, através da Internet, serviços e facilidades até então inacessíveis de forma on-line. Nesta linha se enquadram os serviços de comércio eletrônico (e-commerce), o ensino eletrônico (e-learning), e mais recentemente, o uso de aplicações de produtividade e controle.

Até este advento, essas aplicações só podiam ser usadas de forma stand-alone, ou seja, eram instaladas localmente nas máquinas, através de setup’s ou pacotes de instalação. Os arquivos produzidos pelos usuários, analogamente, eram gravados no disco local, ou em um diretório de rede disponível. Nem o software nem os arquivos podiam ser compartilhados com outros usuários, a não ser pelo uso de ferramentas especiais, que por sua vez, também precisavam ser instaladas em servidores e/ou estações de trabalho.

Nos últimos dois anos, no entanto, surgiu o conceito das aplicações via Internet. Trata-se de um modelo inovador, conhecido pelo acrônimo ASP, ou Aplication Service Provider. Neste formato, as aplicações rodam 100% no ambiente Web. Não há instalação nem configuração, e não é necessário espaço em disco. Tudo o que o usuário precisa é de acesso à Internet, num nível aceitável de resposta, que lhe proporcione o devido conforto durante a utilização. Além da facilidade de acesso ao programa, este modelo trás consigo o benefício do compartilhamento de documentos, projetos e dados em geral, bem como permite a colaboração on-line simplificada.

É importante ressaltar que o modelo ASP não tem somente benefícios. O armazenamento de dados dessas aplicações Web normalmente ocorre neste mesmo ambiente, ou seja, os arquivos ou projetos não são gravados no disco local, mas sim no próprio servidor que fornece acesso à aplicação. Essa característica agrada a alguns, mas desperta a rejeição por parte de outros.

Agrada porque, conforme exposto anteriormente, facilita o compartilhamento dos dados, a colaboração on-line, e se bem utilizada, funciona como mecanismo de gerenciamento de arquivos, ou EDI (Eletronic Document Interchange, ou Troca Eletrônica de Documentos), simplificando o trâmite de documentos no ambiente corporativo. Em contrapartida, existe o receio de se armazenar dados sigilosos ou estratégicos da empresa em servidores externos.


4. ANÁLISE DE FERRAMENTAS GRATUITAS


Nesta seção encontra-se uma análise abreviada de algumas ferramentas disponíveis no mercado, todas elas com uma característica em comum: são oferecidas de forma gratuita.


4.1. GOOGLE DOCS


Permite criar e editar textos e planilhas eletrônicas, além de elaborar apresentações multimídia. O pacote tem funcionalidades bastante semelhantes às da suíte de escritório mais usada em todo o mundo, o Microsoft Office. De utilização rápida e simples, a ferramenta tem recursos abrangentes e conta com a robustez da plataforma Google. Essa aplicação está disponível no endereço docs.google.com.


4.2. APREX


O Aprex é um software Web para gerenciamento de projetos. Com interface simples, é interessante para o uso em micro, pequenas e médias empresas. Dispõe de funcionalidades básicas para a gerência de projetos, como cadastro de base-line, tarefas, atribuição de responsáveis, organização de cronogramas e inclusão de documentos auxiliares. Essa aplicação está disponível no endereço www.aprex.com.br.


4.3. GOOWY


Trata-se não de um aplicativo, mas de um sistema operacional disponibilizado via Web. É um dos mais avançados em seu segmento, e traz diversos utilitários pré-instalados, como agenda, leitor de RSS, gerenciador de mensagens instantâneas, entre outros. Embora tenha muitos recursos, o sistema exige grande disponibilidade de memória da máquina local, e tem sido criticado em blogs e sites especializados por não dispor de softwares de escritório, como editor de texto e planilha eletrônica. Essa aplicação está disponível no endereço www.goowy.com.


5. CONCLUSÃO


Após a pesquisa que deu origem a este artigo, conclui-se que existe um movimento de mudança ocorrendo de forma silenciosa e corriqueira no uso da Web. Os atuais softwares que conhecemos, desde aplicativos de escritório, como o famigerado Microsoft Office, até sistemas operacionais e programas elaborados, como gerenciadores de projetos e CRM (Customer Relationship Manager, ou Gerenciador de Relacionamento com Clientes), estão sendo paulatinamente substituídos por aplicativos on-line, disponibilizados totalmente via Web.

Essa disponibilidade é extraordinária, pois embora os programas disponíveis ainda não tenham a mesma robustez e possibilidades dos programas instalados localmente, nos discos dos computadores, fica evidente a infinidade de possibilidades que a tecnologia viabiliza.

Através dos levantamentos e pesquisas realizadas, ficou mais clara a concepção da Web 2.0 (geração de tecnologias e comportamento de uso de funcionalidades na Internet que caracterizam uma nova era). Até então, a Web 2.0 parecia um conceito vago e distante, mas o contato com os softwares on-line muda a conceituação daqueles que vivem a experiência. Os programas visitados são tão simples, tão leves, e ao mesmo tempo tão funcionais, que fica a impressão de que não há outro caminho a ser seguido, senão converter tudo o que se usa hoje, em estações de trabalho, para a plataforma Web. É fantástico pagar a conta pelo uso do software como outro serviço qualquer, como se fosse a conta de água, luz ou telefone.

Este trabalho não tem a abrangência necessária para dar toda a conceituação do que é o modelo ASP, citado anteriormente, nem de toda a idéia por traz da estrutura da Web 2.0, mas pode dar ao leitor a idéia de quão vasto é o mundo da Internet e dos sistemas on-line. O tema despertou, nos próprios autores, a curiosidade e anseio por mais descobertas on-line.


6. BIBLIOGRAFIA


• FEIJÓ, Bruno Vieira. Exame PME - Coluna Fazer Melhor. 13. ed. São Paulo: editora Abril, 2008.

• PECK, Patrícia. Aluguel de Software Online. Disponível em: http://pppadvogados.com.br/cconhecimento.asp?Passo=Exibir&Materia=290. Acesso em 30/06/2008.

• STEFANI, Eduardo Corrêa. Evolução do Software. Disponível em: http://www.eduardostefani.eti.br/index.php?acao=verartigo&warLink=./artigos/art0015.php. Acesso em 03/07/2008.

• VERZELLO, R. J. Processamento de Dados Volume II. 3. ed. São Paulo: editora McGraw-Hill do Brasil, 1984.

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