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:: Inovação e Criatividade

Inovação: O desafio do século XXI

Terezinha Araújo

Psicóloga, consultora, mestre em Criatividade e Educação e instrutora do Ietec

É preciso acreditar que a inovação é decorrente do espírito inovador do indivíduo. Portanto, capacitar, estimular, apostar no potencial das pessoas, necessita ser um exercício contínuo das empresas. Criar uma nova cultura onde se possa ousar, arriscar, tentar, reinventar.


Algumas pesquisas afirmam ser o Brasil, não apenas um país criativo, mas um país com talento empreendedor. No entanto, de acordo com alguns líderes empresariais, falta ambiente encorajador e estimulante para que o conhecimento e as idéias sejam, de fato, transformados em ações.

Isto talvez explique o fato do Brasil ocupar hoje o 43º lugar no ranking elaborado pelo instituto de pesquisa britânico Economist Intelligence Unit. Apesar disto, especialistas afirmam que nunca houve tanta oferta de recursos para a inovação no país.

A Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, teve em 2008 orçamento de R$ 2,5 bilhões para ser redirecionado às instituições de ensino e pesquisa, assim como para empresas inovadoras. Até 2011, a Finep planeja liberar R$ 1,3 bilhão para cerca de 1.800 empresas instaladas em incubadoras. Já o BNDES destinará até 2010 cerca de R$ 6 bilhões.

O curioso é que muitos destes incentivos deixam de ser aplicados por falta de idéias, ou seja, ausência de criatividade. Além de recursos, é necessário que seja instituído no país uma cultura de empreendedores, como afirma Isaías Raw, diretor do  Instituto Butantan. Isto se inicia com a educação, diferente da tradicional e racionalista.

A educação deve ser mais arrojada. Ela precisa priorizar o criativo, precisa incentivar descobertas, a curiosidade, a busca pelo novo. Esta educação, se não foi estimulada pela escola formal, pode ser institucionalizada dentro da própria empresa. Uma educação  corporativa.

É preciso acreditar que a inovação é decorrente do espírito inovador do indivíduo. Portanto, capacitar, estimular, apostar no potencial das pessoas, necessita ser um exercício contínuo das empresas. Criar uma nova cultura onde se possa ousar, arriscar, tentar, reinventar.

Houve um tempo (não muito longe) em que a qualidade de um produto era de responsabilidade do inspetor que ficava no final da linha de produção e examinava o produto dando o aval ou não de sua qualidade.

Esta realidade foi totalmente alterada e qualidade passou a ser de responsabilidade de todos e incorporada aos processos e atividades de toda empresa. Demorou-se uns bons 20 anos para que este conceito fosse amplamente utilizado e absorvido pelas empresas. Neste aspecto, o Brasil realmente deu um grande salto.

Atualmente, o tema obrigatório e desafiador é a INOVAÇÃO. Neste novo século, a sobrevivência  não depende apenas da capacidade de enxugar  custos, diminuir despesas ou ter qualidade. Neste cenário, é preciso que as empresas criem ambiente para a criatividade, que favoreçam o surgimento de idéias novas, fomentando o espírito inovador das pessoas.

O futuro de nossa sociedade depende de idéias corajosas, inovadoras para tratar de diferentes questões sociais, econômicas e ambientais ainda não equacionadas, causadoras de pobreza, injustiças, conflitos, guerras, etc. Este é o momento   das organizações fazerem uma escolha entre a inércia ou a ruptura com as fórmulas antigas que não mais  nos servem.

Sabemos qual é o caminho, é necessário coragem e ousadia para segui-lo. Portanto, a inovação passa a ter um valor precioso para as empresas, em substituição à qualidade que é considerada um requisito certo. Inovar  não é ser diferente. É fazer a diferença.

 

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