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Os segredos dos bons analistas de negócio

Revista CIO
Revista CIO

A maioria dos executivos de negócio, gerentes de projetos e desenvolvedores de software que trabalharam com times de desenvolvimento de aplicativos pode atestar a importância de um bom analista de negócio.

Em muitos momentos, de fato, um analista de negócio pode afetar (para bem ou mal) o resultado de um projeto de software. “Quando analistas de negócio não estão aptos a carregarem o peso, é evidente para todos envolvidos no projeto. Geralmente é evidente que alguma coisa errada está acontecendo,” diz Carey Schwaber, analista sênior de desenvolvimento de aplicações da Forrester Research, “Já vi projetos em que um mau analista de negócio foi o fator critico para o fracasso.”

Obviamente, o suporte de executivos do board é chave para o início, mas um CEO ou CIO não pode estar nas trincheiras todos os dias, em todos os compromissos, colocando todos os pilares e puxando todos até a linha de chegada. “É engraçado,” acrescenta Schwaber, “nós temos muitos pré-requisitos para o sucesso de projetos de software, e não dependem somente do suporte de executivos. Também requer bons analistas de negócios.”

Enquanto a maioria dos empregados devem ter uma noção do que um analista de negócio faz, nem todos sabem como eles o fazem efetivamente. “É fácil compreender qual é seu papel,” diz Schaubert, “mas é difícil entender o que os torna bons ou maus no que fazem.” Então, o que fazem os bons analistas de negócio? Aqui estão seis habilidades críticas e características profissionais que tornam os analistas de negócio realmente valiosos.

Eles compreendem o problema de negócio especifico que um software pretende sanar. Para Ron Bonig, CIO da George Washington University, o melhor analista de negócio tem habilidade de determinar o atual problema do negócio e assim ajudar a descobrir uma solução. “A habilidade para enquadrar e estruturar um problema é 75% do esforço para encontrar uma solução,” diz Boning. “Eu vejo pessoas tentando resolver os problemas errados todos os dias, e isso é decorrente da má definição do problema que os deixa flutuando em torno de detalhes irrelevantes, ou determinando de forma completamente confiante uma solução que não toca o centro da questão.”

“Então, resumindo, o melhor analista de negócio sabe como estruturar um problema,” diz Bonig. “Algumas habilidades, senso comum e conhecimento do assunto, se for técnico, é o mais importante.”

Eles são diplomatas, tradutores e negociadores. Schwaber, da Forrester, diz que os melhores analistas de negócio são diplomatas corporativos, ótimos negociadores e promotores da paz. “Eles são bons em encontrar pontos comuns; e são objetivos,” diz ela. “Eles estão olhando para áreas de conflito entre TI e negócios. Então, entender que parte vem de onde é fundamental.” Além disso, bons analistas de negócio estão atentos às diferenças de linguagem e de terminologia entre o negócio e TI, e entregam serviços e tradução entre eles.

Jim Schephard, VP sênior de pesquisa da AMR Research, diz que a capacidade de ligar dois pontos é justamente o que separa os bons dos não tão bons. “Você está procurando por alguém que possa dialogar igualmente com a equipe de TI, eventuais consultores, fornecedores de tecnologia e com o pessoal do negócio,” diz Schepherd. “Eles geralmente não falam a mesma língua. Geralmente têm seus próprios jargões.”

Eles podem ver as florestas através das árvores. Apesar dos analistas de negócio se encontrarem, ás vezes, colados às folhas de uma implementação de software, os melhores são capazes de ver há 30 metros de altura. “Precisamos de pessoas com uma visão mais ampla no negócio, e entender como as peças funcionam juntas,” diz Shepherd. “Eles não entendem apenas a tarefa específica, mas também como ela se conecta com os departamentos. Têm esse tipo de perspectiva.” Além disso, os analistas de negócio precisam manter todas as partes e departamentos evolvidos focados na figura maior e nos  benefícios de longo prazo do novo software.

Eles entendem o potencial e as limitações da tecnologia. O melhor analista de negócio sabe que tecnologia não é uma panacéia para uma organização e que existe uma certa quantidade de choques de realidade que grandes idéias baseadas em tecnologia precisam passar. Em outras palavras, a TI tem suas limitações.

Por exemplo, um analista de negócio saberá que a TI não poderá reescrever as aplicações legadas da companhia para entregar uma nova aplicação de Web. “Eles devem saber quais são as restrições para aquela aplicação – quão rápido pode mudar, quando pode mudar – de uma forma que o negócio nunca vai compreender,” diz ela. “Mas eles podem ajudar na compreensão do impacto de todos esses requerimentos.”

Eles têm credibilidade com os colegas do negócio, geralmente ganho em experiências anteriores. Para analistas de negócio que vieram da TI, ganhar a confiança do negócio e status pode ser difícil. “Em geral, o que descobrimos é que alguém que trabalhou nas áreas de negócio tende a ter mais credibilidade como analista de negócio que alguém que trabalhou em TI,” diz Shepherd.

Para os analistas de negócio, a questão de ganhar o respeito e credibilidade do negócio é mais simples do que para a equipe técnica elencar um dos seus para a função. “Convencer o negócio que essa pessoa que começou a vida como programador, entende o que eles fazem, tem empatia por eles e que pode sugerir uma melhor forma de faz o que eles fazem, é muito mais difícil, diz Shepherd.

 “Os analistas de negócio e tecnologia detêm uma função de negócio ou um processo de negócio e realmente implementam mudanças em como aquele processo é automatizado usando ferramentas como soluções de BPM e regras de engenharia,” diz Schwaber. “O trabalho deles é saber simultaneamente como o negócio poderia operar melhor para aperfeiçoar processos, informações e experiências e realmente certificar que as mudanças serão implementadas no software.”

Eles são da área de “humanas”. Os melhores analistas de negócios preferem se misturar com a tropa ao invés de se esconderem em cubículos durante os projetos. Eles são, basicamente, adeptos da comunicação. “Habilidades de comunicação e colaboração são vitais para um analista de sistemas e negócios ser bem-sucedido,” diz Scott Ambler, o líder de desenvolvimento ágil do Grupo de Métodos da IBM e autor de vários livros sobre o desenvolvimento de softwares e desenvolvimento ágil.
 

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