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Gestão de custos é diferencial em tempos de crise

Comunicação Ietec

Contratos cancelados, queda expressiva nas vendas. O mercado que vivia um forte ritmo de expansão agora experimenta a retração econômica e os seus indesejáveis efeitos nas projeções de crescimento. A crise é uma realidade e para minimizar tais feitos empresas precisam cortar gastos.

Paralelo à isto, precisam também garantir qualidade a cada produto ou serviço ofertado. Ou seja, o ideal de se produzir mais com menos recursos agora é fato. Não se adequar a esta nova regra significa assumir riscos ainda mais devastadores para o negócio.

Portanto, o corte de gastos é uma ação que deve ser criteriosa e bem estruturada. “A gestão dos custos pode, sem dúvida, ajudar a minimizar gastos desnecessários”, afirma o engenheiro e membro do Comitê Sul Americano de Desenvolvimento da Análise do Valor, Arildo Rodrigues da Silva.

Ainda de acordo com Silva, que também é instrutor do Ietec, empresas desperdiçam até 10% de seu faturamento bruto com custos desnecessários. Portanto, o corte de gastos deveria ser uma medida a ser tomada pelos administradores da empresa independentemente de uma crise econômica. “Esse é um controle que gera uma série de benefícios e evita vários problemas para qualquer empreendimento”, afirma o instrutor.

Na verdade, a questão não é afirmar que os custos vão baixar. O lucro da empresa é conseqüência de duas variáveis básicas: as receitas e os custos. De acordo com o mestre em controladoria e contabilidade, e instrutor do Ietec, Poueri do Carmo Mário, se entendermos os custos como sacrifícios específicos para a obtenção de receita, podemos ver que a relação é proporcional e direta: reduzir custo pode gerar redução de receitas: “O importante é saber gastar, ou seja, reduzir desperdícios e conseguir, mesmo com uma receita constante, aumentar a lucratividade da empresa”.

Atenta a este preceito, a Rio Doce Manganês resolveu levar analistas financeiros, coordenadores de produção, supervisores de suprimentos, operadores e técnicos para a sala de aula. Hora de aprender que a gestão consciente dos gastos é garantia de competitividade e, conseqüentemente, de lucros.

O curso “Administração de Custos e Produtividade”, oferecido pelo Ietec aos funcionários da Rio Doce Manganês, aconteceu em abril de 2008, antes da atual crise econômica. Para o coordenador de manutenção da mineradora, Marcelo Sakaki, o curso foi uma importante referência para a empresa reagir à crise: “A capacitação contribuiu para a melhor assimilação da gestão de custos para a  sobrevivência da empresa no mercado. Um grande diferencial para o atual momento”.

Opinião semelhante do supervisor de produção da Rio Doce Manganês, Lucas Costa, que também ressalta a atitude profissional na gestão de custos: “É importante que agora estejamos atentos para toda  ameaça de desperdício. Os custos de uma fábrica devem ser vistos de forma global e não mais de forma setorizada”.

Ministrado pelo consultor Carlos Antônio Gati, o curso abordou os custos sob a ótica da teoria das restrições, as medições tradicionais de produtividade, entre outros assuntos. “Nosso objetivo foi apresentar aos participantes uma visão global dos conceitos sobre custos e produtividade empresarial. É importante que as empresas estejam atentas quando às ações necessárias para o processo de redução de custos operacionais e a sua relação com a otimização de resultados”, explica Gati.

Custo-Meta

A gestão eficiente dos custos também foi tema do artigo técnico do analista de produtos da Fiat, Ricardo Alves Soares, e da analista de custos da Ferroeste, Gilmara Alvarenga Ribeiro. O trabalho “Custo-Meta: Uma estratégia de mercado da indústria de auto-peças” foi desenvolvido durante a conclusão do curso Gestão de Custos do Ietec, em 2008.

Usando como referência a indústria automobilística, o trabalho destaca a utilização de uma das principais ferramentas de suporte para a gestão estratégica de custos, o “custo-meta”. Com origem no Japão, o custo-meta tornou-se um forte aliado dos fabricantes para alcançar lucro e melhorar seus processos produtivos.

De acordo com os autores, o custo-meta, também conhecido como Target Costing, é uma estratégia de gestão de custos que, a partir do preço de mercado e de uma margem de lucro desejada, estabelece um teto de custo para os produtos ou serviços.

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