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:: Gestão e Tecn. da Informação

Estancando as perdas com TI

Fernando Demattio Simões

Gerente de Marketing Estratégico da Siemens IT Solutions and Services - www.siemens.com.br/it

Gazeta Mercantil - 22/01/09

Em tempos de crise econômica como a que estamos vivendo, é importante separar o joio do trigo e avaliar o potencial dos diversos segmentos de atividades e suas contribuições à retomada do crescimento. No caso de Tecnologia da Informação (TI), temos uma atividade que deve ser enxergada sob dois diferentes prismas: o primeiro, o da manutenção do status quo e o segundo, o da introdução de iniciativas de transformação.

É importante encontrar formas de estancar as perdas com a crise na área de TI. A infra-estrutura, aplicações e plataformas existentes muitas vezes suportam objetivos de negócio que não podem ser interrompidos. Portanto, o fundamental nesses casos é fazer mais com menos. Em primeiro lugar, utilizando-se o conceito de IT Services, identificando formas de controlar com mais precisão o uso dos serviços, alocando os custos ao usuário que gerou a atividade e promovendo uma iniciativa de saneamento desses custos.

Gerenciando a demanda, podem ser criadas formas de eliminar o supérfluo. Isto se aplica ao armazenamento de dados, impressões, conexão, acesso a sistemas. Essa realidade vai se tornar cada vez mais presente em um cenário onde TI caminha para se tornar uma "utility", dentro do conceito "IT as a Service". Em seguida, as empresas devem buscar a simplificação da arquitetura tecnológica, reduzindo os custos com a operação e manutenção dos ambientes existentes.

Todas essas idéias, no entanto, tratam apenas de gerenciar os custos com a manutenção do ambiente. Tecnologia da Informação tem um enorme potencial para ajudar empresas a utilizar melhor as informações sobre o seu negócio. Sistemas de "Business Intelligence", por exemplo, estão em evolução constante e hoje já são antevistos em arranjos complexos de processos em que podem automatizar a tomada de algumas decisões, dependendo do cenário de negócio que detectarem.
Recentemente, a revista americana de tecnologia Wired estampou em sua capa a matéria "The End of Science".

Seu argumento é de que a enorme capacidade computacional tornou fácil aos cientistas buscarem relações de causa e efeito e testarem teorias que vão da pesquisa espacial à previsão sobre as colheitas agrícolas. Já não se trata de obter teorias geniais a partir de alguns cientistas inspirados, mas de testar de forma massiva inúmeras hipóteses até chegar a uma teoria considerada válida para explicar um fenômeno.

Argumento similar está presente no livro Supercrunchers, de Ian Ayres, onde ele descreve como um algoritmo sofisticado pode prever a qualidade de um vinho antes mesmo que a primeira safra esteja pronta para consumo, baseando-se em diversos fatores tais como temperatura e umidade do ar na temporada de colheita da uva, entre outros. A revista Wired chamou isso de ´"Era do Petabyte", que também está disponível para as empresas, uma vez que o custo de processamento é cada vez mais menor. Inúmeras tecnologias, como o RFID, sistemas de gestão (ERP), relacionamento com o cliente (CRM), gestão de produtos (PLM) e de chão de fábrica (MES) podem ser utilizadas em diferentes arranjos cujo limite é a criatividade do arquiteto, revelando informações valiosas sobre a dinâmica dos negócios.

Além disso, o uso eficiente de dados de mercado, ferramentas de busca, redes sociais e da web 2.0 completam o cenário das melhores decisões gerando sistemas de "early warnings" para prevenir crises de inadimplência, identificando novos hábitos de consumo e fontes de lucros, sofisticando algoritmos de previsão de demanda que ajudem a reduzir estoques na produção e cadeia de suprimentos, liberando capital de giro em época de crédito escasso, agilizando o lançamento de novos produtos.
Seja qual for a tônica do departamento de TI dentre os diferentes cenários e as incertezas, uma tendência clara é a de que ele deve ter fornecedores e parceiros que o ajudem a encontrar sentido em meio à profusão de escolhas tecnológicas e metodológicas existentes. E domar as incertezas é chave para fazer escolhas acertadas em época de crise.
 

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