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:: Gestão e Tecn. da Informação

Segurança para as crianças!

Edison Fontes

Certificações CISM, CISA. É profissional de segurança da informação desde 1989. Tem atuado como Security Officer, instrutor do Ietec e consultor. É colunista do site IT Web e autor do livro “Segurança da Informação: o usuário faz a diferença!”.
 

Inicialmente registro que estou ciente que o mundo real tem mais perigos para as crianças. Se formos considerar todas as crianças, aspectos básicos de alimentação, saúde e educação ficam todos abaixo do nível adequado. Sei que o mundo virtual afeta parte das crianças, mas afetará a todas quando adultos.

Precisamos proteger e ensinar as crianças a se protegerem. A maior responsabilidade é dos pais e educadores. Muitos esquecem as ordens que nos foram dadas no passado, tipo: não fale com estranhos, feche a porta quando sair, não pegue o que não é seu, ao atender ao telefone pergunte quer falar com quem, espere dentro da escola, só vai dormir na casa do amiguinho se os pais dele falarem conosco e outros comandos.

A primeira questão do mundo virtual é com quantos anos a criança deve ter acesso à joguinhos e acesso à Internet? É uma resposta que papai e mamãe terão que resolver e definir. Porém, lembrem-se que muitas vezes esta questão é uma ânsia dos pais: o filho do vizinho têm um jogo SuperBox-99, meu filho tem que ter SuperBox-100. Um exemplo mais real: muitos pais ensinam seus filhos a dirigirem antes dos 18 anos e liberam seus carros para os sub-18. Esses pais não sabem cumprir regras e dizer não a certos caprichos. Limite machuca o coração (dos pais e dos filhos), mas não mata!

Mas voltando para o mundo virtual, algumas recomendações para serem ensinadas aos filhos:

a. O mundo real não começa tudo de novo com um comando “Re-Start”
Diferente do mundo virtual, onde após uma queda, uma batida de carro ou uma luta, a criança precisa saber que ao se machucar (ou machucar alguém) no mundo real, haverá sofrimento. Não existe comando “Re-start” no mundo real.

b. Sites sociais e de relacionamento são para maiores de 18 anos.
Hoje temos crianças e pré-adolescentes com perfis em sites tipo ORKUT, muitas vezes incentivadas pelos pais. Colocam fotos e disponibilizam informações que deveriam ficar restritas à família. Sou contra crianças e pré-adolescentes terem perfis nestes serviços.

c. No mundo virtual, como no mundo real, existem pessoas mentirosas que fazem mal.
Pessoas se passam por outras pessoas. Normalmente adultos se passam por crianças ou adolescentes, para facilitar um contato com crianças e adolescentes. Seu filho, caso tenha sua autorização para permanecer em um site de relacionamento social, deve ser alertado ao fato de que vão existir pessoas que se passarão por outras, para manter contato com eles. Esses contatos levam a situações embaraçosas e podem levar crianças e adolescentes a fornecerem mais informações e fotos pessoais. Seus filhos podem ser chantageados e se não tiverem abertura com você, sofrerão sozinhos. Infelizmente existem situações de violência, abuso e até de morte dos menores. Se você autoriza seu filho a participar deste tipo de interação, esteja junto dele quando ele contatar os amiguinhos.

d. Fotografar ficou mais fácil, mas existe a privacidade das pessoas.
Com o barateamento das câmeras digitas e a existência das câmeras nos telefones celulares ficou mais fácil fotografar. Com isso, traquinagem de pré-adolescentes e adolescentes, tipo os garotos espionam as meninas, não podem ser registrados em fotos constrangedoras e ter essas fotos distribuídas. Eles precisam entender a responsabilidade de respeitar a privacidade dos outros.

e. Cuidado com o que se diz no correio eletrônico ou serviços de mensagens curtas.
Escrever calunia ou difamar pessoas (professores, por exemplo) através de mensagens de correio é crime. Não pense que não se vai identificar quem mandou a mensagem, mesmos que seja um endereço falso de provedor de webmail. Pode demorar um pouco, mas a polícia investiga e identifica de onde sairam as mensagens.

f.  Alterar fotos e distribuir também é crime
Não se pode alterar fotos ou montar fotos com o objetivo de prejudicar a imagem de pessoas. Isto não é brincadeira, é crime. Lembre aos menores que para esta situação não existe comando de “re-start”.

g. Não compartilhe a senha de qualquer acesso que lhe for disponibilizado.
Como os adultos, os menores devem saber que não se compartilha senha. Como diz a Dra. Juliana Abrusio, “Senha é como escova de dente!”

Papai e mamãe devem monitorar seus filhos e ensinar estas e outras regras básicas. Lembro que é o responsável pelo menor que vai responder pelas ações desse menor. Desde a indenização para aquele professor que foi difamado/caluniado, até para situações mais constrangedoras.

O mundo virtual já faz parte do nosso mundo real. Cabe aos adultos apresentarem as regras desse mundo virtual para os filhos e menores sob sua responsabilidade. Sei que nossa geração têm dificuldades: não temos facilidade com o mundo virtual, passamos menos horas com nossos filhos, os amiguinhos deles não recebem limites dos pais e na escola ou no vizinho se burlam certas regras.

Porém, são nossas crianças. Quem disse que criar filhos é fácil? Assuma sua responsabilidade de por limites aos filhos: seja no mundo virtual ou no mundo real! Ah! Também boas maneiras valem à pena serem ensinadas: bom dia, boa tarde, com licença, desculpe e perdão.

Vamos proteger nossas crianças!

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