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O papel estratégico das empresas na redução das emissões de gases de efeito estufa

Comunicação Ietec

O relatório Adaptation – An Issue Brief For Business (Adaptação – A síntese de uma questão para os negócios), do Conselho Empresarial Mundial pelo Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), trata das conseqüências das mudanças climáticas para os negócios e da necessidade de repensar estratégias para evitar prejuízos e danos ao meio ambiente. O estudo é contundente ao afirmar que as organizações deverão daqui para frente priorizar a busca contínua por soluções sustentáveis e o desenvolvimento de novas tecnologias.

A busca por uma nova postura empresarial surge diante da dificuldade de se estabelecer mecanismos de aceitação global para lidar com a questão da energia e do clima. Por isto há uma forte tendência de que a ‘descarbonização’ do setor produtivo seja regulada.

As empresas já sofrem pressões da sociedade e a redução das emissões de gases de efeito estufa rapidamente começa a ser incorporado nas estratégias de negócios. É o que afirma o engenheiro civil e consultor ambiental, Luiz Ignácio de Andrade.

“Acredito que a pressão das diversas partes interessadas vem motivando as empresas a criarem diferenciais competitivos concretos relacionados à sustentabilidade dos negócios, o que implicará numa adoção mais efetiva e profunda de conceitos relacionados à sustentabilidade e à ecoeficiência, não só nos processos, mas como características relacionadas ao próprio negócio”, prevê Andrade, que também é coordenador dos cursos da área ambiental do Ietec.

Para o doutor em Planejamento Energético pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e instrutor do Ietec, Alexandre D´Avignon, empresas ocupam hoje um papel fundamental no cumprimento desta meta e ressalta a mudança de postura que gestores devem assumir neste novo cenário:

“É importante que estes profissionais adquiram conhecimento que os levem à sensibilização sobre os riscos das mudanças climáticas, no que se refere à adaptação e mitigação”.

O estudo WBCSD conclui que somente um plano de adaptação eficiente pode gerar vantagem competitiva e economia para empresas inovadoras. Além disso, exigirá que as corporações passem a atuar em colaboração com organizações governamentais e não-governamentais na identificação de soluções.

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) sugere algumas estratégias:

• Não incrementar mais do que 50% do uso atual de carvão, sendo metade destas usinas utilizando tecnologias de seqüestro e armazenamento de carbono;
• Redução do uso de óleo combustível em 15%;
• Triplicar a utilização de gás;
• Biocombustíveis terão que compor em até 20% das opções de combustível para transporte;
• Utilização de tecnologias a base de hidrogênio;
• Redução em 50% do uso de energia para fins de eletricidade;
• Aumento significativo da produção de energia a base nuclear;
• Energia renovável atenderá a 50% de geração de eletricidade;
• Incremento da eficiência energética veicular em até 100%;
• Práticas sustentáveis na área de biomassa.

Não é difícil concluir que os novos riscos e oportunidades que emergem nesse novo cenário estão diretamente relacionados a questões que envolvem infra-estrutura, locação, operação e design. Estes são os fatores que podem causar grande impacto na gestão corporativa.

“Há riscos e oportunidades relacionados ao aquecimento global. Devemos viabilizar as oportunidades, alterando os modelos de negócios e os padrões de desenvolvimento. Somente assim, o planeta poderá manter-se no caminho seguro para a vida”, afirma o presidente do CEBDS, Fernando Almeida.
 

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