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Samarco e o melhor resultado de sua história

Por Cínthia Nascimento Coelho

Revista Ietec - nº 27 - Agosto a Outubro

Há alguns anos atrás, o desempenho econômico de uma organização se limitava aos seus índices de crescimento e de investimento. Hoje estes índices continuam sendo um importante referencial na medição da resposta dos negócios. A diferença é que eles não são mais os únicos. Gestores e analistas agora dedicam boa parte do tempo para analisar outros indicadores, agora advindos das áreas ambiental e social. Não basta garantir o lucro. Tem que ser sustentável.

Esta é a tônica que rege o ambiente de negócios da Samarco Mineração, segunda maior exportadora de pelotas do mundo. Seu crescimento econômico não vem desassociado do desenvolvimento sustentável, o que pode ser facilmente comprovado ao analisarmos seus números.

Em 2008, a produção de pelotas da Samarco atingiu 17,145 milhões de toneladas, um crescimento de 20,2% em relação ao ano anterior. Obteve o melhor resultado da sua história, com faturamento bruto de US$ 2,3 bilhões, 84% a mais que 2007. A Samarco comercializa 100% de sua produção para mais de 15 países da Europa, Ásia, Norte da África, Oriente Médio e Américas.

Com início das operações da terceira usina de pelotização na unidade de Ubu, em Anchieta (ES), a Samarco mudou de patamar na capacidade de produção. O projeto de R$ 3,1 bilhões, elevou a capacidade produtiva em 54%, passando de 14,1 para 21,7 milhões de toneladas por ano.

Diante de um cenário econômico permeado de incertezas, a Samarco adotou como estratégia o planejamento de curto prazo e controle focado na redução de custos de produção, conforme divulgado em seu balanço financeiro de 2008. Investimentos em meio ambiente, saúde e segurança ganham prioridade em 2009.

Com isto, a empresa passou a concentrar esforços na promoção do desenvolvimento sustentável, com vista à otimização dos processos e à gestão dos impactos ambientais e sociais. A empresa foi a primeira mineradora no mundo a receber a certificação ISO 14001 se comprometendo a minimizar continuamente os efeitos de suas atividades sobre o meio ambiente.

Em 2008, unificou em uma mesma diretoria as áreas de Operações e Sustentabilidade com o objetivo de favorecer o equilíbrio nas dimensões econômica, ambiental e social do negócio e a busca pela ecoeficiência. “O desenvolvimento sustentável é, e continuará sendo, um dos pilares da gestão estratégica da empresa”, afirma o diretor-presidente da Samarco, José Tadeu de Moraes.

O uso racional dos recursos naturais e o controle dos impactos das atividades da empresa apresentou avanços em 2008. No total, a Samarco investiu R$ 25,7 milhões na gestão ambiental de suas operações, um aumento de 152% em relação aos R$ 10,2 milhões de 2007. “Esse aumento se deve, em parte, aos investimentos feitos em estruturas de contenção de rejeitos na unidade de Germano”, explica Moraes.

Em junho deste ano, a empresa anunciou investimentos de R$ 150 milhões na área ambiental, resultado da assinatura do Termo de Compromisso Ambiental entre Ministério Público e o Governo do Espírito Santo. Os recursos serão aplicados em estudos técnicos para o aprimoramento dos sistemas de controle ambiental e na implantação do novo sistema de controle atmosférico nas estações de monitoramento já existentes, entre outras ações.

“A Samarco tem como um de seus objetivos contribuir para o bem-estar das pessoas. Uma das maneiras de fazer isso é utilizar os recursos naturais disponíveis de forma responsável”, afirma o diretor presidente que completa: “Nosso compromisso vai muito além do que a legislação determina. Acreditamos que é nosso dever cuidar do meio ambiente e contamos sempre com a participação das comunidades, que mantêm conosco um diálogo aberto e produtivo, que permite encontrarmos juntos os melhores caminhos”.

A parceria entre a Samarco e comunidades resultou em importantes iniciativas. Em 2008, Vinte e seis projetos foram aprovados pela política de investimento social da empresa. Entre eles, a implantação da Escola Família Agrícola para promoção do desenvolvimento sócio-educacional do meio rural do município de Mariana-MG, em parceria com a Fundação Marianense de Educação.

A prioridade para a contratação de mão de obra local foi um dos grandes avanços em 2008. Para as obras de construção do complexo da Terceira Pelotização foram qualificados quase 6 mil prestadores de serviços, somando os Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, 90% dos quais residentes nas comunidades próximas à empresa. Outros projetos de qualificação implementados ao longo do ano tiveram como objetivo o favorecimento da empregabilidade da força de trabalho local.

 

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