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:: Meio Ambiente

Os principais executivos brasileiros falam sobre Gestão Ambiental

Comunicação Ietec

A necessidade de se produzir com baixa emissão de carbono faz que as organizações busquem a implantação de um sistema de gestão ambiental. Preocupação que nasce, muitas vezes, por pressão do mercado interno ou externo. Para Dennis Kinlaw, autor do livro Empresa Competitiva e Ecológica, “as empresas que criam as bases mais sólidas para o futuro são aquelas que vêem o meio ambiente como o seu mais indispensável fornecedor e o seu mais valioso cliente”.

O que vemos hoje, portanto, são empresários de grandes corporações investindo no desenvolvimento de novas tecnologias e processos que garantam o crescimento econômico atrelado ao desenvolvimento social e ambiental.

Usiminas: desenvolvimento sustentável seguido à risca

R$ 164 milhões. Este foi o valor investido pela Usiminas em programas de proteção ambiental em 2008. Valor que supera os investimentos na área em 2007: R$ 92 milhões. Desde o início das operações da siderúrgica, iniciados em 1962, o montante direcionado para o meio ambiente supera R$ 1,4 bilhões.

Isto explica porque a Usiminas foi eleita uma das 20 empresas-modelo pelo Guia Exame de Sustentabilidade, em 2008. Explica também porque a empresa é a única siderúrgica da América Latina a integrar, pela segunda vez consecutiva, o Índice Dow Jones Global de Sustentabilidade (DJSI, sigla em inglês).

“Todos os projetos de expansão da empresa passam por avaliações ambientais rigorosas, levando em conta o seu impacto no meio ambiente. E isso inclui também a participação de todos os nossos fornecedores”, explica o diretor-presidente da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco. Paralelo a isto, o presidente da Usiminas busca também manter a ecoeficiência da fábrica e a redução do volume de resíduos.

Cemig: uma empresa sustentável do presente e do futuro

Reconhecida pela sua inovação e tecnologia, a Cemig também se orgulha por ser uma empresa de forte cunho sustentável. De acordo com o presidente Djalma Bastos de Moraes, não basta apenas cumprir a legislação ambiental, é preciso contabilizar a necessidade de dar retorno aos nossos acionistas sem esquecer da responsabilidade social e ambiental.

“Há 30 anos, quando a questão ambiental era pouco tratada nas grandes empresas, a Cemig já possuía forte atuação na área, seja na implantação de uma das primeiras estações de piscicultura no setor elétrico (Estação de Volta Grande), seja na implantação de reservas ambientais como a de Peti, considerada referência no país”, lembra o diretor-presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais. Em 2007, a empresa investiu R$ 44 milhões em programas ambientais.

A busca por um modelo de eficiência ambiental na mineração

Na maior companhia mineradora do Brasil, a questão ambiental é tratada de forma preferencial pela atual gestão. Uma demonstração da sua importância é o fato do Departamento de Gestão Ambiental estar diretamente vinculado à Presidência. Em termos de certificação, 100% do minério de ferro exportado pela Vale tem origem em minas certificadas pela 14001.

“Não existe uma empresa que invista tanto no aspecto ambiental com investe a Vale. É um desafio ser a única empresa do Brasil a possuir os melhores padrões ambientais”, afirma o diretor. presidente da Vale, Roger Agnelli. Em 2008, foram investidos R$ 1,246 bilhão em proteção e conservação ambiental.

Para Agnelli, é somente pelo desenvolvimento sustentável que se tornam possíveis as parcerias entre as iniciativas pública, privada e comunidades, o fortalecimento da imagem da empresa e, por fim, o crescimento capaz de beneficiar não apenas acionistas, mas toda a sociedade.

Para a especialista em Gestão Ambiental e instrutora do Ietec, Raquel Vieira, “as empresas mineradoras precisam investir em uma abordagem técnica que venha integrar alternativas sustentáveis de extração mineral, tecnologias para o aprimoramento das atividades minerárias e orientação aos procedimentos de regularização desta atividade”.
 

Investimentos ambientais também na CSN. Em 2008 foram empregados R$ 331 milhões em meio ambiente. Os investimentos de capital em meio ambiente praticamente dobraram nos últimos dois anos: em 2008 foram investidos R$ 113,5 milhões, 19,4% a mais que o investido em 2007 e 96% superior ao de 2006.

Jayme Nicolato, diretor de Mineração da CSN, explica que os projetos ambientais da empresa contemplam diversas ações e programas: “Estes projetos buscam garantir o controle e monitoramento das nossas atividades, bem como os de caráter mitigador e compensatório”, afirma.

Para Raquel Vieira, os investimentos ambientais podem ser considerados pré-requisitos para a construção de uma imagem positiva das empresas de mineração e afirma: “O desempenho das atribuições de controle ambiental de uma mineradora são proporcionais à seriedade com que este aspecto é tratado pelas empresas”, conclui.

O diretor-presidente da Samarco, José Tadeu de Moraes, destaca a relação atitude x imagem no segmento da mineração e nas ações da empresa que investiu em 2008 R$ 25,7 milhões na gestão ambiental, 152% a mais em relação aos R$ 10,2 milhões de 2007. “Esse aumento se deve, em parte, aos investimentos feitos em estruturas de contenção de rejeitos em uma de nossas unidades”, explica Moraes que afirma: “O desenvolvimento sustentável é, e continuará sendo, um dos pilares da gestão estratégica da empresa”. (Comunicaçao Ietec)
 

Empresários articulam iniciativas para reduzir emissões de carbono

Um grupo importante de empresários brasileiros lançou ontem, em São Paulo, uma carta ambiental que representa um marco na posição do setor produtivo rumo à economia de baixo carbono. Na carta, assinada por 22 entidades e empresas privadas de capital brasileiro, há uma lista de cinco compromissos básicos - da publicação anual do inventário de emissões dos gases de efeito-estufa às ações para reduzi-las.

Os líderes empresariais falam em rastrear a sua cadeia de suprimentos e fornecedores e elencam propostas para tentar influenciar as posições brasileiras nas negociações do acordo climático que, espera-se, saia da conferência de Copenhague, a COP-15:
 

CARTA

Nossa visão

 Acreditamos que o Brasil, mais do que qualquer outro país no mundo, reúne as condições de liderar a agenda desta nova economia. A meta de redução do desmatamento em 80% até 2020, preconizada pelo Plano Nacional de Mudanças Climáticas, dará significativa contribuição para a redução das emissões globais.

Nossos compromissos

   A. Publicar anualmente o inventário das emissões de gases de efeito estufa (GEE) de nossas empresas;
   B. Incluir no processo decisório de investimentos a escolha de opções que promovam a redução das emissões de GEE;
   C. Buscar a redução contínua de emissões específicas de GEE;
   D. Atuar junto à cadeia de suprimentos, visando a redução de emissões de fornecedores e clientes.

Propostas ao governo brasileiro

   A. Assumir posição de liderança nas negociações para a definição de metas claras de redução global das emissões de GEE;
   B.Apoiar a criação de um mecanismo de incentivos para a redução das emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD), incluindo a conservação e o manejo florestal sustentável;
   C. Priorizar a redução das emissões de GEE nas políticas e investimentos públicos;
   D. Estabelecer e implantar uma estratégia de adaptação do país às mudanças climáticas.

Signatárias:
Vale, Grupo Pão de Açúcar – Companhia Brasileira de Distribuição, Suzano Papel e Celulose, Votorantim Industrial, Aracruz Celulose, Votorantim Celulose e Papel, Light, Natura Cosméticos, CPFL Energia, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Construtora OAS, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Coamo Agroindustrial Cooperativa, Polimix Concreto, Aflopar Participações, Estre Ambiental, Odebrecht Engenharia e Construção, Grupo Orsa, Samarco Mineração, Nutrimental, União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica)

Clique aqui e acesse a carta na íntegra

(JORNAL VALOR ECONÔMICO)
 

 

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