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:: Gestão e Tecn. da Informação

Inovação: maioria das empresas erra na forma de tratar o assunto

James Todhunter

CTO da Innovation Machine Corporation

Recente pesquisa realizada pela consultoria Deloitte confirma a forma lamentável como as empresas tratam do tema inovação. Em uma ocasião como a atual, na qual as organizações precisam produzir mais e criar novas formas de gerar valor aos clientes, o processo de inovar, se bem gerenciado, pode ser um ingrediente fundamental para superar a crise econômica deflagrada no segundo semestre de 2008.

No estudo global, para o qual foram ouvidos aproximadamente 450 profissionais de TI, 31% dos respondentes disseram que a inovação acontece apenas acidentalmente em suas empresas. Por outro lado, somente 14% dos entrevistados afirmaram que suas organizações contam com políticas corporativas claras para o estímulo a ações inovadoras.

Os números refletem que grande parte das organizações ainda não possui maturidade gerencial suficiente para coordenar iniciativas voltadas à inovação. Resumidamente, existem quatro estágios corporativos que classificam quão profissionais as empresas são em relação aos projetos inovadores. Segue uma explicação de como cada um desses níveis aplica-se à rotina organizacional.

Identifique em qual deles sua companhia inclui-se e observe o que deve ser feito para melhorar:

Estágio 1: situação na qual as empresas não começaram a estruturar políticas que motivem a inovação. Isso porque muitas dessas companhias nem sequer têm a consciência de que existem ações que podem ser executadas para estimular as práticas inovadoras e, então, não possuem a infraestrutura necessária às iniciativas das áreas de Pesquisa & Desenvolvimento.

Estágio 2: momento em que as companhias passam a testar algumas práticas de inovação. Nesses casos, é comum que aloquem alguns profissionais para “tentar inovar” em alguns projetos estratégicos da organização. Como são ações pontuais, sem que haja a cultura inovadora na empresa, a possibilidade de sucesso dos colaboradores nessas iniciativas é bem pequena. Embora este estágio seja mais avançado que o primeiro, é preciso ressaltar que apresenta mais ameaças, já que dá a chance de alguns funcionários experimentarem a busca pela inovação. Essas pessoas podem ficar desestimuladas ao ver, depois, que o projeto inovador foi apenas uma ação isolada da companhia.

Estágio 3: nesta fase, a empresa é motivada por tentativas isoladas e bem-sucedidas de buscar inovação e, então, passa a desenvolver melhores práticas para estimular iniciativas inovadoras. Profissionais são treinados para pensar “fora da caixa” e o board investe na infraestrutura necessária para que os projetos inovadores tenham sucesso.

Estágio 4: quando neste estágio, a companhia já está comprometida a desenvolver a inovação como competência necessário à evolução do negócio. Programas formais de estímulo às ações inovadoras são criados e a cultura organizacional incorpora tais práticas.

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