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:: Meio Ambiente

Representantes de empresas e governo discutem mudanças climáticas

Comunicação Ietec

A responsabilidade e os desafios dos poderes público e privado na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) foram debatidos durante o II Seminário Mudanças Climáticas – É tempo de agir, fruto de uma parceria do Instituto de Educação Tecnológica (Ietec) com Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Realizado a um mês da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, na Dinamarca, o evento, mediado pelo diretor executivo do Ietec, Ronaldo Gusmão, contou com a participação de importantes empresas brasileiras e internacionais.

Entre elas, Vale S/A, ArcelorMittal, V&M do Brasil e Plantar, além do presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, e do analista do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Luis Eduardo Freitas Tinoco, que veio de Brasília representando a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Suzana Kahn Ribeiro. Cerca de 100 pessoas assistiram aos painéis.

De acordo com o diretor executivo do Ietec, discutir os efeitos das emissões e planejar medidas para minimizá-las é fundamental não só para a manutenção do meio ambiente. Na avaliação de Gusmão, se ações para reduzir os GEE não forem adotadas pela indústria brasileira os exportadores poderão sofrer restrições comerciais do mercado externo. Ainda com relação aos desdobramentos do aquecimento global na economia, ele enfatizou os impactos no desenvolvimento da agricultura.

“A alteração climática vai mudar a composição do solo e, consequentemente, a produção agrícola. O estado de Minas Gerais, cuja economia depende da agricultura e das exportações do setor minero-siderúrgico, será fortemente afetado. Promover encontros para debater o assunto e criar soluções para a mitigação é de extrema importância”, afirmou.

Segundo o diretor de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Vale, Luiz Cláudio Ferreira Castro, as organizações que debaterem os efeitos das questões ambientais estarão um passo à frente da concorrência. Conforme Castro, discutir o assunto e desenvolver ações desacelerar o aquecimento global é garantir a permanência no mercado. “As organizações que não agirem estão fadadas a desaparecer”, previu.

Para o presidente do Ibama, Roberto Messias, a realização de eventos como o II Seminário de Mudanças Climáticas é fundamental para que haja a conscientização da sociedade sobre as questões ambientais.  “É necessário que o Brasil saia da incômoda posição de quarto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta. Para isso, a sociedade civil deve atuar lado a lado com os poderes público e privado”, disse.

O reitor da Universidade Federal de Viçosa e Presidente da Sociedade Brasileira de Agrometereologia, Luiz Cláudio Costa, concordou com o presidente do Ibama. Na avaliação de Costa, embora os países estejam se mobilizando para reduzir as emissões de GEE, os interesses econômicos das nações podem afetar o resultado da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que será realizada em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca. “O COP-15 é um evento de extrema importância. No entanto, não podemos esperar que as soluções para os problemas ambientais venha de lá. É necessário agir!”, enfatizou.

Ações – Segundo o gerente de Projetos de Créditos de Carbono da Plantar, Fábio Nogueira de Avelar Marques, a empresa é uma das que alinham o planejamento estratégico à redução de gases de efeito estufa.

A conscientização dos dirigentes das indústrias sobre a necessidade de preservar os recursos naturais foi outro ponto citado por ele como fundamental para a mitigação dos problemas ambientais.

Pioneira em trabalhos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto, em parceria com o Fundo Protótipo de Carbono do Banco Mundial, a Plantar investe na mitigação de GEE na cadeia produtiva da siderurgia (entre outros projetos) por meio da utilização de carvão vegetal renovável, um ‘biocombustível sólido’ proveniente de novas florestas plantadas.

Assim como a Plantar, a ArcelorMittal, a V&M e a Vale desenvolvem projetos contínuos para a redução dos gases de efeito estufa. “Estamos diante de uma encruzilhada ambiental, principalmente do ponto de vista de suprimento de energia. É preciso que haja uma readequação de processos. As empresas terão que se reinventar”, previu o diretor de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Vale, Luiz Cláudio Ferreira Castro.

Parceria – O II Seminário Mudanças Climáticas – É tempo de agir inaugurou a parceria do Ietec com o Ibama, firmada este ano. Além de seminários, palestras e eventos que tratem de assuntos ligados ao meio ambiente, serão realizados cursos e workshops.
 

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