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:: Inovação e Criatividade

Vale o investimento!

Mário Neto Borges

Professor, PhD, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig)

O setor de mineração é forte e tradicional em Minas Gerais. O investimento em pesquisas nesta área é importante para o desenvolvimento de novos processos e técnicas e a conseqüente expansão da produção, melhoria da competitividade e preservação do meio ambiente. Pensando nisso, a Fapemig já investiu cerca de R$ 8 milhões no financiamento de projetos de pesquisa dentro do Programa Estadual de Tecnologias Minerais.

Em 2007, foi criado o Polo de Excelência Minero-metalúrgico. O objetivo do polo é criar um ambiente propício para investimentos, ampliar os negócios e otimizar oportunidades para a economia mineira. O projeto é coordenado pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), com o apoio financeiro da Fapemig.

A participação decisiva do governo do Estado, neste setor, visa fomentar a interação entre as universidades e centros de pesquisa, que são responsáveis por gerar o conhecimento, e as empresas e indústrias que, por outro lado, devem se incumbir do desenvolvimento tecnológico e da inovação. Com isso em mente, a Fapemig tem investido em parcerias que buscam, em última instância, incentivar a inovação e aumentar a competitividade dos produtos e processos desenvolvidos no Estado. É preciso, no entanto, ressaltar que o sucesso de um Estado ou país só acontece plenamente quando estas forças atuam em conjunto. O modelo é hoje conhecido como hélice tríplice (i.e. academia-empresa-governo).

Em Minas Gerais este modelo tem nome: Sistema Mineiro de Inovação (Simi), concebido em 2006. Neste contexto, várias ações têm ocorrido com sucesso e, em 2009, culminam com três parcerias de peso entre a Fapemig e empresas importantes. A primeira, com a Fiat Powertrain Technologies (FPT), teve como valor R$ 1,1 milhão e está na fase de julgamento dos projetos; a segunda, com a Whirlpool, no valor total de R$ 10 milhões, a serem investidos no prazo de cinco anos, já está com o primeiro edital lançado.

Destaque especial deve ser dado à terceira parceria em acordo recém-assinado com a Vale que prevê R$ 41 milhões a serem investidos em Minas Gerais. O acordo com a Vale, uma das principais empresas brasileiras, é a tradução mais fidedigna do modelo da hélice tríplice, de parceria academia-empresa-governo. Exemplos de outros países provam que esse é o caminho para o desenvolvimento.

Dessa forma, os investimentos realizados com recursos públicos retornam para a sociedade na forma de novos produtos, empregos, alternativas de renda, geração de riqueza e melhoria da qualidade de vida.

A visão moderna e empreendedora do governo de Minas preparando o Estado para o século do conhecimento merece destaque. De um lado a Lei Mineira de Inovação, que com certeza possibilitará novos investimentos e o envolvimento do setor empresarial com o desenvolvimento científico e tecnológico. De outro, a consolidação da Fapemig com orçamento integral e estrutura de agência de CTI.

Estas ações, inovadoras no país, são conseqüências do apoio e da crença deste governo no potencial da ciência e da tecnologia para transformar realidades. Crença que já se mostra acertada, pelos resultados que, em tão pouco tempo, estão aparecendo. O sucesso social e econômico sustentável de um Estado ou país só acontece plenamente quando os governantes e a sociedade definem e defendem os investimentos em educação e ciência como um valor inestimável para o futuro.
 

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