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:: Gestão e Tecnologia Industrial

Brasil sobe 20 posições em ranking internacional de logística

Tatiana Moraes

A capacidade nacional de transportar produtos e conectar indústrias e consumidores aos mercados externos está em franca expansão. Uma pesquisa recentemente divulgada pelo Banco Mundial – a Connecting to compete: Trade logistics in the global economy – apontou que a logística brasileira subiu 20 posições desde 2007, quando o último levantamento foi realizado, passando do 61º para o 41º lugar no ranking internacional. Com o salto, o Brasil tornou-se o melhor colocado da América Latina.

Para o supervisor de Logística de Peças de Reposição da Fiat e especialista na área, Romens Martins Borges, o desempenho positivo do Brasil é claro. “Atualmente, as empresas percebem mais facilmente os benefícios de um bom gerenciamento logístico. Em consequência, houve aumento do número de literatura disponível e da procura por cursos de extensão e especialização”, afirmou.

O estudo, que analisa o cenário logístico de 155 países, foi construído a partir de seis indicadores que influenciam na qualidade da atividade: eficiência alfandegária, qualidade da infraestrutura de transporte, facilidade e custo de embarques, competência e qualidade da indústria logística local, capacidade de rastrear carregamentos e pontualidade.

Vantagens competitivas - Na análise comparativa com países que possuem a renda per capita semelhante, a pesquisa indicou que aqueles com melhor desempenho logístico registram crescimento econômico adicional de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) e de 2% no comércio. Estes apontamentos, segundo o relatório, são especialmente importantes na atual conjuntura, em que a economia global luta para recuperar as perdas registradas em função da crise internacional.

O reflexo do bom desempenho logístico na economia é explicado pela grande quantidade de processos envolvidos, que geram aumento do giro de capital no mercado, conforme explicou o coordenador dos cursos da área industrial do Instituto de Educação Tecnológica (Ietec), José Ignácio Villela Júnior. Ele ressaltou que a logística é um conjunto integrado de processos que garantem a produção, a armazenagem e a entrega dos produtos. “A logística coordena desde a chegada da matéria prima em uma indústria até o envio do produto ao varejo, ou até mesmo ao consumidor, passando pelos estágios de estocagem e distribuição”, disse.

Além disso, Villela Júnior afirmou que o bom gerenciamento dos processos gera redução de custo do produto final. “Os benefícios fiscais oferecidos por alguns Estados, por exemplo, incentivam o comércio doméstico de maneira global. Uma empresa pode comprar determinada matéria prima em São Paulo, produzir na Bahia, estocar em Minas Gerais e vender para o Brasil e para o mercado externo gastando menos, por exemplo. Dessa forma, há injeção de capital em diversas regiões do país, que se desenvolve de maneira mais homogênea”, comentou.

Conforme o coordenador do Ietec, o custo com a logística representa cerca de 13% do PIB nacional. Destes, sete pontos percentuais são direcionados ao transporte de insumos e de produtos acabados e quatro pontos voltados à estocagem.

Mercado de trabalho - O desafio de atender às necessidades do consumidor a um custo reduzido aumenta a demanda por profissionais da área. A afirmação é comprovada ao acessar um conceituado site de colocação profissional. Somente no veículo, existem mais de 97,4 mil vagas em aberto no país.

Em Minas Gerais, onde a atividade é uma das mais representativas, são mais de 7,4 mil – o Estado é referência em distribuição, possui a maior malha rodoviária do país e é regido por atividades econômicas que necessitam fortemente de gestão logística, como mineração e siderurgia.

A quantidade de vagas para profissionais de logística com curso superior ultrapassa 1,5 mil. Para cargos de supervisão e chefia, são mais de 600. Para níveis de gerência, chega a quase 300 e, para diretoria, duas. Além do alto volume, os salários oferecidos são encorajadores: chegam a R$ 10 mil.

Na avaliação de Villela Júnior, os números tendem a aumentar cada vez mais. “A confiança do consumidor está elevada e a indústria tem respondido à altura. A necessidade por profissionais de logística é crescente”, previu.

Nota - É importante ressaltar que o Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICCBH) medido em janeiro chegou a 53,65 pontos, atingindo recorde histórico. Na comparação com o mesmo período do ano anterior a alta foi de 6,68%. No confronto com dezembro de 2009 houve elevação de 1,74%.

O ICCBH é realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead Face/UFMG) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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