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:: Meio Ambiente

Alta da produção industrial e incremento das fiscalizações aumentam demanda por profissionais da área ambiental

Comunicação Ietec

Passada a crise, as previsões para a economia continuam em ascensão. Segundo Relatório Focus, divulgado esta semana pelo Banco Central, o Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 será 5,5% superior ao registrado em 2009. A produção industrial, em consequência, segue na mesma linha, com alta de 8,4% sobre o ano anterior.

Se por um lado as estimativas otimistas agradam às empresas, por outro, a atenção ao meio ambiente deve ser redobrada. Foi o que afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, na quarta-feira (24/2), durante a abertura da XI Sessão Especial do Conselho de Administração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Fórum Ambiental Mundial em Nível Ministerial, na Indonésia.

Além de pedir que os representantes dos países participantes coloquem em prática as ações acordadas na reunião, o secretário ressaltou a importância da melhora da gestão do ambiental para atenuar as contradições entre o desenvolvimento econômico e os problemas ambientais.

O coordenador da Pós-Graduação em Gestão Ambiental Empresarial do Ietec, Luiz Ignacio Fernandez de Andrade, concordou. De acordo com ele, as emissões de resíduos industriais – somente os sólidos representam cerca de 69 milhões de toneladas anualmente, segundo a Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) – devem ser um dos focos das organizações no novo cenário, conforme disse o coordenador.
 
“O meio ambiente está em destaque. As empresas que desejam se manter competitivas devem dar atenção total à área”, enfatizou, ressaltando a importância do cumprimento das legislações municipal, estadual e federal e das mitigações climáticas.

Ainda para o coordenador, em Minas Gerais, onde o PIB é fortemente composto por atividades extrativas, o gerenciamento das atividades ambientais deve ser intensificado.
 
Em 2009, uma ação integrada do Comitê Gestor de Fiscalização Ambiental Integrada (CGFAI), do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), suspendeu as atividades de 126 empreendimentos que operavam de forma irregular. As operações, 15 no total, tiveram como foco principal a bacia hidrográfica do rio das Velhas. “O uso correto dos recursos naturais é essencial para garantir o sucesso do trabalho de recuperação ambiental da bacia”, disse o secretário executivo do CGFAI, Paulo Teodoro de Carvalho.
 
Para este ano, dez operações estão previstas em várias regiões do Estado. As fiscalizações, que serão realizadas entre março e dezembro, terão como foco desmatamento, atividades minerárias, ocupação urbana nos vetores Norte e Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte, barragens de rejeito de indústria e mineração, uso de recursos hídricos e desmatamento em todas as bacias hidrográficas do Estado.
 
Além dos focos específicos, as equipes verificam se os empreendedores estão cumprindo as normas estabelecidas pela legislação para o uso correto dos recursos naturais. O CGFAI ressalta que o número de operações pode ser maior caso haja demanda.

Cabe ressaltar que as operações de fiscalização integrada do CGFAI são realizadas com equipes mistas que reúnem técnicos do Instituto Estadual de Florestas (IEF), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), com o apoio operacional da Polícia Militar de Meio Ambiente e contam com a participação de parceiros, como Agencia Metropolitana/RMBH, Ministérios Públicos Estadual e Federal, Policial Civil, Departamento Nacional de Produção Mineral, Ibama e Agência Nacional de Águas (ANA).

Contratações – Os investimentos previstos para o setor e a implantação dos programas de fiscalização, como o Meta 2010, que tem como objetivo revitalizar a região mais poluída da bacia do rio das Velhas, devem movimentar o mercado de trabalho. “Planejar a gestão ambiental das empresas é tarefa para profissionais especializados. Quando realizado de maneira correta, este gerenciamento garante a perenidade do meio ambiente, maior satisfação do consumidor e até mesmo facilidades com relação aos financiamentos bancários”, afirmou o coordenador do Ietec.
 
Embora a quantidade de vagas seja elevada, Andrade ressaltou que o mercado continua carente de profissionais qualificados para elaborar planejamentos ambientais, administrar contratos, entre outros.

A engenheira química, especialista em Gestão Ambiental Empresarial pelo Ietec e agente comercial da Holcim, Flávia de Barros e Silva, destacou que o gerenciamento ambiental bem estruturado pode refletir até mesmo na melhoria da produtividade.

“Quando o planejamento ambiental é realizado por um profissional qualificado há redução dos impactos ao meio ambiente e, consequentemente, otimização da produção”, disse.

Entretanto, assim como o coordenador do curso, Flávia enfatizou que apesar de o mercado de trabalho estar aberto a novos profissionais, a falta de pessoal qualificado ainda é um entrave.
 

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