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:: Inovação e Criatividade

As possibilidades e os desafios da inovação

Evaldo Vilela

Secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais. Doutor em Ecologia pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, mestre em Entomologia pela Universidade de São Paulo (USP) e graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Pesquisador do CNPq, membro do Conselho Curador da Fapemig.

Tratar com inovação, na quantidade e velocidade exigidas pela globalização.  Minas Gerais está decididamente neste caminho, como demonstrou na recente Conferência sobre Transferência e Comercialização de Tecnologias, realizada em Belo Horizonte pelo Banco Mundial e o Governo de Minas, com a participação de outros sul-americanos, coreanos e europeus. Gerar e transferir, com agilidade, o conhecimento científico e tecnológico de nossas universidades e institutos de pesquisa para o mercado, na forma de inovações tecnológicas, tornou-se chave a para o futuro das nossas crianças e do planeta, na medida em que soluciona problemas e desafios contemporâneos.

Podemos até não gostar do papel que assumiu a inovação nos dias atuais, mas é absolutamente impensável, por exemplo, realizarmos com êxito a Copa do Mundo e as Olimpíadas sem recorrer intensamente às inovações. Em 2016, estima-se que muito do que hoje usamos não existirá mais, terá sido substituído por novos produtos e serviços inovadores, criando facilidades nunca antes imaginadas. Tecnologias para evitar conflitos entre torcidas, entre gangues; na área da saúde, por exemplo, quantas novidades, como telefones celulares que gravam e enviam para um centro médico a tosse de um adoentado; chicletes que mudam de cor para indicar preventivamente a ameaça de uma doença respiratória e aparelhos para facilitar a vida dos idosos.

Mas a pergunta inquietante é quanto destas inovações será produzido por empresas brasileiras e, em particular, pelas nossas empresas mineiras. Se grande parte vier de fora do país, como da China, estaremos criando empregos e renda lá! É preciso, portanto, aproveitar as melhores oportunidades para transformar o conhecimento que temos e geramos em novos e melhores produtos e mais baratos, com o apoio das nossas agências de fomento de Ciência e Tecnologia, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Fapemig. Só assim avançaremos na criação de empregos de base tecnológica, que são os melhores e mais efetivos no combate à pobreza. 

Na Conferência do Banco Mundial, ficaram evidentes as estratégias e os primeiros resultados do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), que vem alocando jovens talentos a serviço da inovação nas empresas mineiras, no momento em que a boa gestão do Estado, reconhecida no recente artigo do The Economist sobre o Brasil, assegura a continuidade dos acertos. A tarefa agora é consolidar o Sistema Mineiro de Inovação com a continuidade das ações do governo estadual, o compromisso crescente dos empresários com a competitividade e o maior envolvimento dos conselhos superiores de nossas universidades na edição de normas que incentivem a maior participação dos cientistas na transferência de conhecimento e tecnologias para as empresas, de modo a aproveitar os desafios para criar riquezas. Em Minas Gerais, um ambiente favorável à inovação vem sendo criado com todas as condições necessárias à atração de investimentos de alto conteúdo tecnológico visando à sociedade do conhecimento. Estamos confiantes e acreditamos no potencial que temos.
 

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